Sexta-feira, 29 de Maio de 2009
A ministra que dá que falar.
29 Maio, 2009

 

É esta a capa do novo livro de Miguel Real, a publicar pela Quid Novi na segunda semana de Junho. Um retrato como se segue:

«Uma mulher seca, que nunca conheceu o amor, de passado trágico e futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação; uma mulher de mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade  social; uma mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses; uma mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito, mas o medo em seu redor; uma mulher ensimesmada, arrogante, feia e triste, que ama a solidão e despreza os homens; uma mulher autoritária e severa consigo própria, imune ao princípio da tolerância; uma mulher que ambiciona ser Ministra.»

Tremem os corredores da Av. 5 de Outubro, parece.

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publicado por Ler às 11:01
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15 comentários:
De Anónimo a 29 de Maio de 2009 às 21:54
Este "retrato" requer uma consulta urgente de psicanálise - são muitos estereótipos num só personagem...

De sem nome a 1 de Junho de 2009 às 07:36
eh eh eh... bem visto!

De Julinho a 1 de Junho de 2009 às 21:24
Psica quê? Isso é alguma religião?

De venancio a 30 de Maio de 2009 às 12:43
Totalmente de acordo, Anónimo. O Miguel Real é um bom escritor, por vezes brilhante mesmo. Mas um "espírito de missão" (sabe-se) desequilibra muito.

Aguardemos pelo resto. Esperemos que não vogue na écume des jours.

De rita a 1 de Junho de 2009 às 21:40
Excelente definição!

De Anónimo a 2 de Junho de 2009 às 03:22
Evidenciar este excerto e tentar colar o texto a uma figura real (mesmo que tenha sido essa a intenção do autor) é um exercício boçal e machista. Ao lado das características "públicas" da personagem estão as privadas, íntimas, e até físicas, e enoja ver como esse "picante" diverte a turba. É a conversa de tasca elevada a literatura.

De Alcongosta a 2 de Junho de 2009 às 12:23
Parabéns ao Miguel Real , esta é uma agradável surpresa , de facto," quem não se sente não é filho de boa gente". E ela sabe de experiência própria do que fala. Aguardo ansiosamente a publicação do livro.

Obrigado !
E um grande abraço,
Luís Sérgio

De Anónimo a 2 de Junho de 2009 às 21:40
O Miguel Real é um grande espertalhão...

De Sir Sandokan a 5 de Junho de 2009 às 20:04
Belíssima sinopse!
Gosto do "apeal" dramático que ela dá ao... evidentemente perturbado autor!
Seria o pretendido pergunto?
Sinceramente nem há tempo para psicanálise, que me desculpe o Sigmund, deve antes continuar a produzir elevada literatura como a presentemente apresentada, despedir o Marketeer responsável pelo flop em curso e finalizar, em grandeza, metendo a dita produção num baú para proteger as gerações de recentes leitores nascidas com o Plano Nacional de Leitura.

De Vela Bela Vela a 6 de Junho de 2009 às 13:20
Ó Sandokas, sua borboleta tonta e enfeitiçada pela luz e pelo fogo, você é ficcionista, verdade? É que esse "evidentemente perturbado" saiu da sua imaginação, não estando na sinopse, cai-lhe do céu que é a sua capacidade inventora, certo?

"Flop", "meter a produção num baú"? Que feio macaco lhe mordeu? Você mesmo?

Dão vontade de rir as pretensões cavalheirescas que do seu inconsciente jorram para o nome, mas isto não é nada nobre. Nadinha. Se não gosta do Miguel Real, não tenha vergonha de o dizer, é isso e pronto, poderia ser muito pior, imagine!, o que sentirá essa gente necrofílica que por aí há. Agora, ser desonesto nas nossas barbas, poupe-nos, tenha juízo.

É que nem sequer pode invocar que já leu o livro, que não gostou, e que tem fundamento para o que diz. Está sem rede no domínio do disparate, se quiser continuar com as acrobacias, vá, entretenha-se, fico triste que não tenha noção do ridículo.

Deve ser problema meu: ficar triste com estas coisas.

De Antunes a 7 de Junho de 2009 às 01:50
Muito curioso arrufo, retirando só o que baila na superfície: um carece de anglofilia ("apeal" dificilmente me parece um lapso), o outro tem-na em excesso ("necrofílica").
Não se incomodem comigo, podem continuar.

De Haddammann a 7 de Junho de 2009 às 13:50
É o retrato do Chuck de saia que o Mucêgo-Mor tá querendo eleger no Brasil?

De cara a cara com notícias acompanhadas de vídeo como "Homem ensinava crianças a matar e a roubar" vemos nossa 'educação' no espelho; estarrecidamente vemos que parece com(ou é igualzinho a) o vídeo da menina pastora louca ou aula da nazi-teo-pulhítica do Canalha-Mor que tá em Brasília.
Confiram: “dicirreba a cabeça dele, tú passá pu cima da cabeça dele” (No caso o ‘inimigo’ é quem não é ‘fiel’ de entregar a ‘vida’(?) e o dinheiro pras arssembréias desse tal de inferno).
Confiram: “Instruções” nas ruas dos currais do nazi-socialismo-divino dadas pelos acoluinhados e seus mandantes: “Tem que tocá o Foda-se”; “Tem qui chegá ni nós se não morre na praia”; “Si nóis não abençuá num anda”; “Tem que sê mercenáriu” (Pérola dum lugar que um dia foi exemplo da metarlugia); “Temu que vigiá por detrás da fréista da curtina, quem passa na rua e entra na casa do vizinho” (lição das ratazanas infurnadas nas assoc. de moradores a serviço dos ‘do bem’).
Confiram: “Internet é coisa do cão”; “Tem que vigiá os pedófilu”; “Tem que controlá” (Estão confundindo a Sociedade com o antro dos padres e pastores; estão tão afundados na mentira que pensam que ninguém vê como estão conduzindo a garotada pra disfarçar os currais dos elementos fichados de podridão).
Numa Sociedade em que exploram desgraças como a dum vôo de avião e a perda para fazerem marketing de religião; a ‘moral’ e o ‘respeito’ são armas do esperto contra otários; e só nos resta (a quem ainda pensa que presta como ser humano) o escrúpulo pessoal e a dignidade individual.
Pensem que nós como indivíduos tão grotescamente manipulados vamos imaginar que temos consciência para pensar que temos direito de voto; quando já impuseram por mídia e pesquisas que nossa vontade é a manutenção da mentira e do roubo e da canalhice: ou seja; dane-se os outros, se eu estiver me dando "bem". Então, vamos rir, porque todas essas desgraças aí são poucas, e desgraça pouca é bobabem.

De Filipe Carrêlo a 8 de Junho de 2009 às 11:37
Muitos PARABÉNS!

Na virtude da boa escrita de Miguel Real, só se aguarda mais um SUCESSO.

Em frente sem medo dos déspotas
Sinceros cumprimentos

Filipe

De jackson vasconcelos a 8 de Agosto de 2009 às 15:28
é o retrato fiel da Dilma Rousseff

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