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Bruno Vieira Amaral: Prémio Fernando Namora

 Bruno Vieira Amaral é o vencedor do Prémio Fernando Namora com o romance As Primeiras Coisas (Quetzal), que já tinha obtido o Prémio Pen e o Prémio Time Out Melhor Livro do Ano. 

Entre os finalistas estavam Afonso Cruz, com Para onde vão os guarda-chuvas, Ana Margarida Carvalho com Que importa a fúria do mar (que obteve o Prémio APE), Ana Cristina Silva com A segunda morte de Anna Karénina, Luís Cardoso com O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação e Nuno Júdice com A Implosão. O júri foi presidido por Guilherme d’Oliveira Martins e constituído por José Manuel Mendes, Manuel Frias Martins, Maria Carlos Loureiro, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, João Lobo Antunes, Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu.

[Foto Diana Quintela / Global Imagens]

Editorial: Os prémios anunciados ao mesmo tempo

Em França, onde o número de prémios literários é — no mínimo — abundante, há tambem uma certa disputa entre eles. O que não evita certos atropelamentos, como o que ocorreu ontem, com o anúncio quase em simultâneo do Goncourt e do Renaudot. À parte esses, existem ainda o Femina, o Médicis, o do Le Monde, o Fnac, o Chateaubriand, o da Academia, o Nadar, o Jean Giono, o François Mauriac, o Lecteurs, o Choix des Libraires, o da Crítica, o Paul Verlaine, o da Francofonia, etc. Em Portugal, evidentemente que a lista de prémios literários não é tão generosa — e, dados os valores em causa (que permitem algum festejo aos autores e editores premiados), conviria que cada um deles fizesse a sua «marcação de espaço», tivesse o seu tempo, criasse as suas expetativas. Isso é bom para as entidades que atribuem os prémios, para os editores e, em primeiro lugar, para os autores. Não foi isso que aconteceu este ano, com o Premio APE de Romance e Novela e o Pen anunciados no mesmo dia, com meia-hora de diferença. Nada obsta, naturalmente, a que seja assim. Apenas o bom senso. 

Prémio Goncourt para Lydie Salvayre e Renaudot para David Foenkinos

Pas pleurer de Lydie Salvayre (Seuil), ganhou o Goncourt – ontem, 5 de novembro. A lista dos finalistas incluía Pauline Dreyfus, Ce sont des choses qui arrivent  (Grasset), David Foenkinos, com Charlotte  (Gallimard) ou Kamel Daoud, Meursault, contre-enquête  (Actes sud). O livro de Kamel Daoud será publicado em Portugal pela Teodolito.

 

Entretanto, Charlotte, de David Foenkinos (também finalista do Goncourt) acaba de ganhar o Renaudot na categoria de ficção. O Renaudot de ensaio foi para Christian Authie, com De chez nous (Stock), e o Renaudot Poche, para Florence Seyvo, com Le Garçon incassable (Points).

Prémios Pen: definitivo

 Bruno Vieira Amaral. Ana Luísa Amaral.

 

 Golgona Anghel. Gastão Cruz.

 

 

NARRATIVA:

Bruno Vieira Amaral, As Primeiras Coisas (Quetzal)., ex-æquo com Ana Luísa Amaral, Ara (Sextante).

POESIA:

Gastão Cruz, Fogo (Assírio & Alvim), ex-aequo com Golgona Anghel, Como uma Flor de Plástico na Montra de um Talho (Assírio & Alvim)

ENSAIO:

Diogo Ramada Curto, Para que serve a História (Tinta-da-China)

PRIMEIRA OBRA:

João Pedro Cachopo, Ensaio sobre o Pensamento Estético de Adorno (Vendaval), ex-aequo com Rosa Oliveira, Cinza (Tinta da China)

Volodine: prémio Médicis. Yanick Lahens fica com o Femina.

Terminus radieux (Seuil), de Antoine Volodine é o Prémio Médicis deste ano. No ensaio, a distinção vai para Frédéric Pajak com o terceiro volume do seu Manifeste incertain (Noir sur Blanc) e  Lily Brett ganha o Médicis de romance estrangeiro com Lola Bensky (La Grande Ourse).

 Zeruya Shalev, Yanick Lahens e Paul Veyne

Quanto ao Femina, é como se segue: a grande vencedora é a haitiana Yanick Lahens com Bain de lune (Wespieser); o historiador Paul Veyne ganha o prémio de ensaio com Et dans l’éternité je ne m’ennuierai pas (Albin Michel) e o romance estrangeiro foi para a israelita Zeruya Shalev, com Ce qui reste de nos vies (Gallimard).