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LER

Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Bookshelfie: ilusão, pura ilusão

 

 

Continuemos a aventura dos shelfies: Eis como se representa, também, o amor pelos livros no Museu de Arte da Bahia, em Salvador. À vista desarmada, trata-se de uma estante com arrumação perfeita — demasiado perfeita — de livros que gostaríamos de ter, de folhear e, depois, de ler. Bom, mas depois aproximamo-nos:

 

A beleza dos livros continua intacta, e apetece cada vez mais folheá-los, apreciando as lombadas de encadernações bem tratadas. Aproximemo-nos mais ainda:

 

 

Precisamente: não se trata de livros — mas de amostras de madeiras brasileiras, talhadas como livros, nas suas cores naturais ou preparadas com óleos naturais, e feitas para se parecerem com livros. Uma ilusão que não desfavorece os livros:

 

O retrato das leituras do «typical american»

Foi já publicado o habitual estudo sobre hábitos de leitura da população americana, realizado pelo Pew Research Center,, em colaboração com a universidade de Princeton — desta vez especialmente centrado na evolução do e-book e das suas plataformas (tablet, e-reader, smartphone ou computador), dados que publicaremos em breve. Para já, dois dos principais quadros; o primeiro, sobre a percentagem de leitores (que leem pelo menos um livro por ano) que prefere livro em papel, e-book ou audiobook:

 

 

Depois, o quadro final sobre o «typycal american» e os seus hábitos de leitura:

 

Nova Iorque: «cidade literária», mas cada vez com menos livrarias

Vejam como Sarah McNally, a proprietária da McNally Jackson Bookstore, 

ficou mais feliz depois de sair da baixa de Manhattan e fixar-se em Brooklyn.

© Deidre Schoo, The New York Times

 

No The New York Times («Literary City, Bookstore Desert»), histórias do despovoamento de Manhattan: os altíssimos preços do espaço estão a levar livreiros para a periferia. Algumas experiências resultam muito bem.

Socialismo, Eliseu, traição e 100,000€

 

Há rumores de que a editora Albin Michel terá proposto a Valérie Trierweiler um adiantamento de 100,000€ por um livro sobre a sua experiência como primeira dama no Eliseu. A ex-companheira de François Hollande, jornalista do Paris-Match, ainda não confirmou ter aceite a proposta. Mas ela sabe escrever — e não falta matéria.

Nenia Campbell é a nossa última contratação. Conhece-a? Devia.

Nenia Campbell no intervalo da escrita de doze recensões

e de um romance de terror. ©bibliodaze

 

Nenia Campbell, 25 anos, 10 livros publicados (bebida preferida, limonada; comida preferida, japonesa e tailandesa — sabemos tudo) — fixe este nome: nos últimos doze meses escreveu 1461 recensões, uma média de 30 livros lidos por semana. Evidentemente, está no topo dos leitores do GoodReads (que, recorde-se, foi comprado pela Amazon). O Washington Post dedicou-lhe um artigo, mas ninguém lhe perguntou: aos 25 anos, o que é que ainda não fizeste, Nenia? 

Bertelsmann cresce

O presidente da Bertelsmann, Thomas Rabe, anunciou em Berlim um lucro de 870 nas suas operações de 2013, e uma faturação prevista de 17 mil milhões de euros para 2014 (16,4M€ em 2013). Entre os principais ativos do grupo estão os negócios de edição (grupo Penguin Random House), televisão (RTL) e imprensa (grupo Grüne & Jahr). O negócio que mais cresceu foi o da área de educação (especialmente o de educação para adultos).

O narcisismo de ontem e de hoje, ou de como os selfies têm uma longa história

Velázquez não resistiu à tentação do selfie.

 

Por falar em selfie, alguns textos aqui e ali:

> de Lara Pendergast, no Spectator, «A selfie isn't a form of protest, it's a form of narcissism»; 

> no The Economist, «Know thy selfie», sobre dois livros recentemente publicados: Mirror, Mirror: The Uses and Abuses of Self-Love, de Simon Blackburn (Princeton University Press, 209 págs.), e The Americanization of Narcissism, de Elizabeth Lunbeck (Harvard University Press, 367 págs), com este aviso: «It is time to stop invoking narcissism in the diagnosis of so many modern ills. Self-love has its virtues.»

> de Frances Spalding, no The Guardian, sobre o livro The Self-Portrait: A Cultural History, de James Hall (Thames & Hudson, 288 págs., a publicar a 20 de Abril próximo)

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