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Chick-noir

  

É por ondas, o que se compreende. Depois do chick-lit, houve a onda de vampire chick-lit e a de angsty & sex, agora é a vez do chick-noir, ou seja thrillers e histórias policiais ou de terror escritas e protagonizadas por mulheres. Entre elas, Gillian Flynn (a de Em Parte Incerta ou Lugares Escuros) e a recente revelação britânica, Natalie Young, a autora de Season to Taste, que leva o curioso título de Como comer o seu marido, com Lizzie, a personagem feminina, a ensinar como matar, temperar, cozinhar e comer o cônjuge, um cafajeste que merece vingança. Nada de cor de rosa nas capas, nada de contemplação e de adjetivos suaves. O chick-noir já vem temperado de sangue, sexo, medo – e sal. O outro, acabado de sair em Inglaterra, é Before We Met, de Lucie Whitehouse — outra vingança num cenário de classe média local, perfeitamente «importável» para a nossa língua. Os agentes literários resumem a coisa muito simplesmente: Patricia Highsmith, Daphne Du Maurier ou Charlotte Brontë para os tempos modernos. Resumo aqui.

O manuscrito de Hunt

Existe, nos EUA, um prémio de 10 mil dólares para inéditos de literatura policial. O júri decidiu em 2013 atribuir o galardão a Alaric Hunt, pelo seu livro Cuts Through Bone, já foi publicado (em Maio, nas versões papel, áudiolivro e e-book) pela Minotaur: a história centra-se sobre a porto-riquenha Rachel Vazquez, assistente do detetive Clayton Guthrie, encarregados de investigar a um assassínio que os transporta aos túneis de Nova Iorque, a residências universitárias e a uma sequência de homicídios de jovens mulheres de Manhattan. Alaric Hunt mostrou ser um grande conhecedor de NY e dos mecanismos do inquérito policial e da chamada literatura de ação. A surpresa veio quando a imprensa, que gostou do livro, quis falar-lhe: Hunt nunca esteve em NY. E onde vive? Numa prisão da Carolina do Sul. Desde quando? Desde 1988, condenado a prisão perpétua pela morte de uma jovem depois do assalto a uma ourivesaria.

 

No The New York Timeshistória de Alaric Hunt, prisioneiro e vencedor de um prémio literário norte-americano.

Correntes d'Escritas divulga finalistas do seu principal prémio literário

A Instalação do Medo, Rui Zink, Teodolito

A Luz é Mais Antiga que o Amor, de Ricardo Menéndez Salmón, Assírio & Alvim

A Maldição de Ondina, António Cabrita, Abysmo

A Sul. O Sombreiro, de Pepetela, Dom Quixote

A Vida no Céu, José Eduardo Agualusa, Quetzal

Caligrafia dos Sonhos, Juan Marsé, Dom Quixote

Dentro de Ti Ver o Mar, Inês Pedrosa, Dom Quixote 

Diário da Queda, Michel Laub, Tinta da China

Metade Maior, Julieta Monginho, Editorial Estampa

O Filho de Mil Homens, Valter Hugo Mãe, Alfaguara

O Retorno, Dulce Maria Cardoso, Tinta da China

Pai, Levanta-te, Vem Fazer-me um Fato de Canela, Manuel da Silva Ramos, A.23 Edições
Quando o Diabo Reza, Mário de Carvalho, Tinta da China

Um Piano Para Cavalos Altos, Sandro William Junqueira, Caminho

Uma Mentira Mil Vezes Repetida, Manuel Jorge Marmelo, Quetzal

 

O vencedor é conhecido no dia 20 de Fevereiro.

O mundo está salvo! (e a indústria do livro também)

Stop the press! — é o mínimo que se pode fazer depois de sabermos que um grupo de cientistas da Stone Brook University, NY, desenvolveu um algoritmo que, com 84% de precisão, pode determinar se um livro vai ser, ou não, um sucesso comercial. A novidade chama-se «estilometria» («stylometry») e promete dar que falar — e que escrever, naturalmente.  Yejin Choi, um dos autores do estudo, publicado pela associação de linguística computacional da universidade, resume o essencial dos maravilhosos caminhos que a partir de agora a humanidade pode trilhar: «Predizer o sucesso de obras literárias coloca um enorme dilema tanto a editores como a aspirantes a escritores.» Tudo aqui.

Não vai ser fácil

 

Não vai ser facil mas é indispensável: sairá 2015 a biografia de Lou Reed assinada por Will Hermes, jornalista da Rolling Stone. O The New York Times

adianta que o título será Lou: A New York Life. A biography of Lou Reed, e vai ser publicada pela Farrar Straus. Will Hermes é autor de Love Goes to Buildings on Fire, um livro sobre a cena musical novaiorquina entre os anos de 1973 e 1977 – período que o levou a escrever tanto sobre os Velvet Underground como sobre os Talking Heads ou The Ramones, por exemplo.

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