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Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Mandela, evocações.

Os Prémios Nobel J.M. Coetzee (Sidney Morning Herald) e Nadine Gordimer (New Yorker) evocam a figura de Nelson Mandela; escreve Gordimer, recordando um episódio: «In 1979, I wrote a novel, “Burger’s Daughter,” on the theme of the family life of revolutionaries’ children, a life ruled by their parents’ political faith and the daily threat of imprisonment. I don’t know how the book, which was banned in South Africa when it was published, was smuggled to Mandela in Robben Island Prison. But he, the most exigent reader I could have hoped for, wrote me a letter of deep, understanding acceptance about the book.»

Passos, Eucanãa e Moscovitch

O 13.º Prémio Portugal Telecom foi ontem anunciado em S. Paulo (22h00 de Lisboa) – e atribuído, na categoria de ficção, a José Luiz Passos, autor de O sonâmbulo amador (Alfaguara Brasil), que dedicou a o prémio aos seus alunos e a «todos os imigrantes que mantêm a língua [portuguesa] viva». O autor é pernambucano, mas mora nos Estados Unidos há 18 anos e, atualmente, dá aulas de literatura luso-brasileira na Universidade da Califórnia. Além do prémio de ficção, foram distinguidos Eucanãa Ferraz e Cíntia Moscovitch, nas categorias de poesia e conto, com os livros Sentimental (Companhia das Letras) e Essa Coisa Brilhante Que é a Chuva (Record). 


Notícia desenvolvida no Estado de São Paulo.


Nota: mais uma vez, nos repertórios sobre o Prémio PT, a imprensa portuguesa distingue-se pela sua habitual ignorância e preguiça. Poucos orgãos de informação acrescentaram, à informação sobre o prémio de ficção, a existência de prémios noutras categorias. Depois, queixam-se dos mercados...

APEL em defesa do Preço Fixo

 

É este o texto integral do comunicado da APEL emitido hoje sobre o diferendo acerca da aplicação do prexo fixo do livro:

 

«A implementação do sistema do preço fixo em 1996, através do Decreto-Lei n.º 176, constituiu o corolário dos esforços desenvolvidos pelos editores e livreiros no sentido de se reconhecer a importância do livro enquanto instrumento privilegiado de natureza cultural e educativa e propiciador da formação das pessoas, distinguindo-o assim de outros produtos económicos.

Hoje, como então, a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros entende a Lei do Preço Fixo como fundamental para a preservação do setor editorial e livreiro e a sua regulação. Considerando a profunda crise económica que afeta o nosso país, poder-se-á dizer que a referida Lei ganha uma importância acrescida no sentido de assegurar a diversidade editorial e o livre e fácil acesso ao livro.

«De facto, é difícil encontrar na história recente um período tão difícil para o mercado livreiro em geral, com especial impacto nos Livreiros independentes, com anos consecutivos de perdas de vendas em consequência da drástica diminuição do poder de compra dos portugueses e, também, da manutenção de níveis pouco satisfatórios de hábitos de leitura, pese embora todo o dinamismo e profissionalismo de um setor que, é bom lembrar, continua a ser a indústria cultural que mais contribui para o PIB.

«Neste contexto, e considerando as dúvidas suscitadas por Livreiros independentes em relação a campanhas de Natal promovidas por algumas redes de livrarias, a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros reafirma o seu apoio à aplicação da Lei do Preço Fixo e confia que as diligências que estão a ser efetuadas pela Inspeção-Geral das Atividades EconA implementação do sistema do preço fixo em 1996, através do Decreto-Lei n.º 176, constituiu o corolário dos esforços desenvolvidos pelos editores e livreiros no sentido de se reconhecer a importância do livro enquanto instrumento privilegiado de natureza cultural e educativa e propiciador da formação das pessoas, distinguindo-o assim de outros produtos económicos.

«Hoje, como então, a APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros entende a Lei do Preço Fixo como fundamental para a preservação do setor editorial e livreiro e a sua regulação. Considerando a profunda crise económica que afeta o nosso país, poder-se-á dizer que a referida Lei ganha uma importância acrescida no sentido de assegurar a diversidade editorial e o livre e fácil acesso ao livro.

 

[Sublinhados nossos]

Nos primeiros dias vai custar-lhe sair à rua, mas sempre é uma glória

© David Levenson/Getty Images


Já há vencedor para o Bad Sex Award, atribuído pela Literary Review: vai para Manil Suri, professor de matemática na Universidade de Maryland, EUA, e autor de The City of Devi. Sabe quem apresentou a gala dos prémios? Nem mais: Joan Collins. Suri lamentou não estar presente para receber o galardão, mas foi alguém da Bloomsbury por ele. O The Guardian conta como foi a sessão.