As sessões privadas custam um euro e no catálogo há mais de uma dezena de nomes (las putas), como Lola Page, Lucita Flores, Eva Léon ou Javi Ninguno. No Prostíbulo Poético de Barcelona, a inspiração vem dos bordéis, mas a poesia é quem manda. Na verdade, quem manda mesmo é Madame, nome artístico de Kiely Sweatt (29 anos), que não só escolhe os poetas (e exige qualidade de escrita e representação) de várias nacionalidades, como dirige este prostíbulo que se reúne uma vez por mês em diferentes bares de Barcelona. Os critérios de seleção estão publicados aqui. Ninguém engana ninguém. Por isso, Kiely não esconde que se trata de ideia em segunda mão – importou o conceito do The Poetry Brothel (Nova Iorque), criado por Stephanie Berger, seu colega do mestrado em poesia. «Andamos sempre à procura de pessoas que queiram fazer o mesmo noutros países – em Portugal, por exemplo. A ideia era criar uma rede internacional de prostíbulos», garantiu Madame ao jornal i. Quem se chega à frente?
A lista completa de alguns dos prémios mais aguardados nos EUA pode ser consultada aqui.
Uma lista de 14 bibliotecas que nenhum leitor devia perder.
No calendário do CCB, em Lisboa, é dia 18 de Setembro. Entrada livre.
Pergunta-se uma pessoa: o que pode levar indivíduos de reconhecida qualidade científica a propor, e tornar a propor, medidas que um exame crítico, mais ou menos aturado, demonstra serem descabeladas, irresponsáveis, quando não idiotas? A resposta poderá espantar, mas tem de ser dita: tudo nasce desse embalador e entorpecente aconchego chamado «Lusofonia». Envoltos nessa doce quentura, mesmo os mais perspicazes espíritos perdem o tino. Em nome de uma «fraternidade» que só existe nos seus delírios, exercem um poder duradouro que ninguém controla, nem eles próprios.
Hoje que dispomos de «Vocabulários» oficiais, brasileiro e português, muita coisa se esclareceu. E, antes de mais, que esses vocabulários nunca haveriam podido ser um só, o chamado «Comum», que só existiu no reino da falácia. Fomos então enganados? Claro que fomos. Só nos resta, pois, desenganarmo-nos.
No mês de todos os regressos, a LER publica um ensaio obrigatório de Fernando Venâncio sobre o Acordo Ortográfico. Dia 1 de Setembro nas bancas, com outros exclusivos e polémicas, revelados aqui nos próximos dias.
«Neste momento, aqui no Porto não existe vida literária. Há uma espécie de grémio literário muito mais forte em Lisboa. Lá andam muito acavalados uns nos outros. Mas a verdade é que o clima que se respira entre eles é pouco saudável. O ar é muito poluído.»
«Digo frontalmente: António Lobo Antunes é que devia ter ganho o Nobel. Há pessoas que vão ficar zangadas comigo, mas eu assumo. Agora, a escrita dele é muito mais fácil de imitar do que a do José Saramago.»
«Como figura de ficção, Tiago Veiga tem de ser respeitado por razões de afecto. Explico-lhe porquê: uma das maiores deceções que tive foi quando os meus pais me disseram que o Pai Natal não existia. Estava farto de saber mas não queria confrontar essa verdade. Fiquei completamente devastado. Não quero devastar ninguém.»
No mês de todos os regressos, a LER publica uma grande entrevista a Mário Cláudio, autor de Tiago Veiga - Um Romance. Dia 1 de Setembro nas bancas, com outros exclusivos e polémicas, revelados aqui nos próximos dias.
Por agora, são 330 títulos (de um total de 1480) da biblioteca de Charles Darwin que estão disponíveis aqui.
«Um acordo de parceria estratégica para as áreas de edição e de distribuição.» É desta forma que o Grupo Porto Editora e a Assírio & Alvim anunciam a nova ligação editorial. «Os objetivos deste acordo», pode ler-se no comunicado, «são o de dar maior sustentabilidade ao excelente trabalho editorial que distingue a Assírio & Alvim, bem como o de contribuir para que as respetivas obras cheguem a um maior número de leitores. Para a persecução desses propósitos, a Assírio & Alvim beneficiará das sinergias criadas no contexto do Grupo Porto Editora, sendo fundamental sublinhar que a continuidade editorial está expressamente assegurada, preservando-se assim as características fundamentais de uma editora de prestígio reconhecido. O acordo, acrescente-se, «contempla todo o catálogo da Assírio & Alvim, incluindo o designado fundo editorial».
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)