[...] Sente-se marginalizado ou injustiçado?
Várias vezes. Mas injustiça maior é ainda não me terem atribuído o Prémio Camões, e já o merecia há muito tempo. Aliás, isso foi-me dito pelo Prof. Carlos Reis. E o Fernando Dacosta disse-me que num ano tinha existido má vontade contra mim.
Como explica essa má vontade?
Por ser comunista.
[Urbano Tavares Rodrigues, entrevistado por Carlos Câmara Leme]
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ARTURO PÉREZ-REVERTE O CORSÁRIO ARISTOCRATA
O Assédio compila todas as marcas do imaginário do escritor espanhol que garante que a mulher é o único herói interessante do século XXI. Um homem que gosta de regras, escreve romances à moda antiga para fazer frente a um mundo cada vez mais desregrado e ameaçado pelo caos e vive com o passado colado à pele. «Nunca regressei da guerra. Por vezes, quando leio Lobo Antunes sinto que também ele não regressou. Comportamo-nos como gente normal, mas sabemos que não somos.»
CORMAC McCARTHY ENCONTRO COM O MESTRE
A viagem de Paulo Faria pelo Texas e Novo México terminou como devia. Ao fim de anos de troca de correspondência, o tradutor português conseguia finalmente encontrar-se com o escritor a quem chama «Mestre»: Cormac McCarthy. Relato de uma peregrinação apaixonada.
MANUEL ANTÓNIO PINA CAMÕES INESPERADO
«É a coisa mais inesperada que poderia esperar.» Se Manuel António Pina se surpreende pela distinção com o Prémio Camões, tal não acontece a quem acompanha a sua obra de perto, como Osvaldo Manuel Silvestre. Um texto indispensável para perceber toda a dimensão de um grande poeta.
URBANO TAVARES RODRIGUES «NÃO PENSO VOLTAR A ESCREVER UM ROMANCE»
Aos 87 anos, o decano da literatura portuguesa publica o seu 45º título de ficção, Os Terraços de Junho - Contos e Sonhos. «Não penso voltar a escrever mais algum romance porque tenho receio de não o acabar, de morrer antes. Essa é a razão mais próxima de optar pelo conto.»
EMIL ZATOPEK A LENDA SOBREVIVE
Um dos últimos mitos do atletismo mundial podia ter acabado a sua vida a recolher lixo nas ruas de Praga. Ainda assim, aclamaram-no sempre como herói. Correr foi a sua história. Correr é hoje a biografia de um desportista fabuloso.
E ainda: Manuel Hermínio Monteiro, Vitorino Magalhães Godinho, Dinis Machado - entre dezenas de livros, crónicas, breves, listas, histórias & apontamentos e outros manifestos.
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Há menos uma zanga literária no mundo.
A partir das 11h de amanhã (hora portuguesa) será possível saber se António Lobo Antunes é o vencedor do Prémio Príncipe das Astúrias das Letras 2011. O escritor português é um dos 32 candidatos (de 25 nacionalidades diferentes) a suceder ao libanês Amin Maalouf. Transmissão online a partir daqui.
«Existe una duda en nuestra identidad nacional, la duda de si no estaríamos mejor siendo españoles. Nadie quiere ser español, el amor a Portugal es muy grande, pero este lamento es una característica. Los brasileños están emancipados, pero nosotros todavía tenemos madre y padre, después de 800 años de independencia seguimos con dudas de si debemos volver a casa.» Valter Hugo Mãe em destaque duplo no Babelia (El País): aqui e aqui.
Qualquer que seja o caminho escolhido, a BD internacional passa obrigatoriamente por Beja até 12 de Junho.
Artigo obrigatório no Guardian.
Após anos de troca de correspondência e oito laboriosas traduções dos romances de Cormac McCarthy, Paulo Faria conseguiu realizar um dos seus sonhos: encontrar-se com o autor de Meridiano de Sangue em Santa Fé, no Novo México. Um relato exclusivo na edição de Junho da LER, brevemente nas bancas. Fotografia de Peter Josyph.
Ainda mais obrigatória a próxima edição da LER, brevemente nas bancas.
«A mulher é o único herói interessante do século XXI»
Quem é o entrevistado principal do número de Junho?
Recebemos as primeiras fotografias da Feira do Livro de Lisboa depois do prazo estipulado, por isso foi impossível publicar as melhores na edição de Junho da LER. Começa hoje a Feira do Porto e voltamos a repetir o pedido: enviem-nos fotografias até dia 17 de Junho para o e-mail ler@circuloleitores.pt. As melhores serão publicadas na revista e os dois vencedores terão direito a livros e a participar no próximo almoço da LER, em Guimarães.
Respostas de Manuel Maria Carrilho, António-Pedro Vasconcelos, Pedro Burmester, Luís Braga da Cruz, Augusto M. Seabra, Isabel Pires de Lima, Maria João Bustorff, Raquel Henriques da Silva, Miguel Lobo Antunes, Augusto Mateus.
Uma galeria de exemplos que, por uma ou outra razão, não seguiram em frente.
Excerto de uma entrevista a propósito de The Anatomy of Influence.
Gonçalo M. Tavares, Inês Pedrosa, João Tordo e E. M. de Melo e Castro ultrapassaram a primeira barreira e fazem parte do lote de 50 finalistas do Prémio Portugal Telecom de Literatura 2011.
A Alemanha é o país convidado da Feira do Livro de Madrid, que decorre de 27 de Maio a 12 de Junho. Dossier especial no El País.
«La literatura alemana está muy viva. Durs Grünbein es un clásico vivo de la poesía y Enzensberger sigue conectando con el presente por mucho que habite desde hace tiempo en el Olimpo. Es cierto que no hay un escritor equivalente a Don DeLillo o a Philip Roth, pero Martin Walser está a la altura de Updike. El problema es otro, y lo sufren todas las literaturas del mundo: la marginalización. Internet es una revolución tan importante como la que produjo Gutenberg con la imprenta. Es cierto que los escritores siempre fueron una minoría, pero hasta ahora fueron una feliz minoría: seguían ocupando un lugar central. Habrá que ver si esa minoría de escritores, en un mundo que se rinde a Lady Gaga, seguirán siendo felices o empezaran a sentirse desdichados.» Entrevista completa do filósofo alemão no El País.
O prémio que John Le Carré não queria ganhar acaba nas mãos de Philip Roth. «A imaginação [de Roth] não só transformou a nossa ideia da identidade judaica, como reanimou a ficção, e não apenas a ficção americana», justifica Rick Gekoski, presidente do júri.
Como anunciado ontem pelo Ministério da Cultura, hoje, Dia Internacional do Museu, há «distribuição de livros, publicações e CD de música clássica» nos seguintes museus e palácios:
Lisboa e Vale do Tejo: Casa-Museu Anastácio Gonçalves, Museu de Arte Popular, Museu de Arte Contemporânea - Museu do Chiado, Museu da Música, Museu Nacional de Arqueologia, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional do Azulejo, Museu Nacional dos Coches, Museu Nacional de Etnologia, Museu Nacional do Traje, Museu Nacional do Teatro, Palácio Nacional da Ajuda, Palácio Nacional de Mafra, Palácio Nacional de Queluz e o Palácio Nacional de Sintra.
Porto: Museu Nacional Soares dos Reis.
Braga: Museu dos Biscainhos e Museu D. Diogo de Sousa.
Guimarães: Museu de Alberto Sampaio e o Paço dos Duques.
Apesar de o site oficial continuar desactualizado, já é possível conhecer o cartaz com a programação do festival que estará em Beja de 28 de Maio a 12 de Junho.
«A exploração do absurdo e o sentido de humor constituem dois outros traços marcantes de uma colectânea que se distingue pela sua unidade e equilíbrio internos e pela cultura literária evidenciada pelo autor.» É desta forma que o júri, constituído por Afonso Cruz, José António Gomes e Serafina Martins, com coordenação de Fernando Miguel Bernardes, justifica a atribuição do prémio da Associação Portuguesa de Escritores ao livro O Porco de Erimanto.
«Among Nobel laureates of recent vintage, only Mario Vargas Llosa, who won the prize in literature last year, has delivered as much pure pleasure as the Portuguese novelist José Saramago. Saramago’s best books read like hallucinatory thrillers. They’re warm to the touch; they practically palpitate in your hands. [...] The book in front of us today is among his final compositions, a slim memoir of his youth titled “Small Memories.” It will not take a place among his major works. In fact — sometimes you must come right out and say these things — it’s mostly a vague and distracted book, one that provides the sensation of gazing on a dim and foggy day through the wrong end of a telescope.» Excerto do texto de Dwight Garner no New York Times sobre Small Memories - A Memoir, tradução de Margaret Jull Costa de As Pequenas Memórias (Caminho, 2006).
Alpha Decay, Blackie Books, Errata Naturae, Gallo Nero, Capitán Swing são algumas das protagonistas da reportagem do El País.
Alexander Mamut, detentor de 6% do HMV Group (do qual faz parte a Waterstone's), fez uma proposta de 43 milhões de libras para a compra de uma das mais conhecidas cadeias de livrarias do mundo.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)