«Saramago não é o maior escritor português da actualidade. Para mim, esse é, de longe, António Lobo Antunes. É um gigante. Teria algum pudor em me encontrar com ele para o conhecer, e, contudo, adoraria conhecê-lo. Ele é um grande e Portugal não lhe deu ainda o devido reconhecimento. Devia ter ganho o Nobel há já algum tempo. Mas não aconteceu. Por causa de Saramago. Deviam ter ganho ambos.»
«O problema do colapso económico pode ter consequências muito boas. Quando as coisas estão mal, muito mal, as pessoas começam a ler com seriedade, a ler melhor, e os jovens a ter fome de algo mais substancial do que a pastilha elástica momentânea da pop. Já foi assim.»
«Precisamos terrivelmente de quem traduza Camões. Falta à nossa cultura europeia o conhecimento do génio de Camões.»
Excertos de uma grande entrevista com um dos mestres do nosso mundo, do nosso tempo, em exclusivo no nº 100 da LER, nas bancas quinta-feira. Imperdível.
A fotografia da autoria de Rui Mateus (Palácio dos Doges, Veneza, 1987) é uma das finalistas do concurso que lançámos aqui há um mês, exactamente. Está tudo na LER nº 100. Quinta-feira nas bancas.
Alexandre Pinheiro Torres é uma das 100 figuras portuguesas em destaque no número especial da LER que chega às bancas na quinta-feira.
Lista completa dos vencedores aqui. E em destaque na LER nº 100, brevemente nas bancas.
Se o Céu existe, o que você gostaria de ouvir Deus dizer quando você chegasse lá?
«Já não era sem tempo.»
Resposta a um questionário da revista Época, que integra o site oficial de Moacyr Scliar. O escritor brasileiro, galardoado com o Jabuti por três vezes, faleceu na madrugada de 27 de Fevereiro, em Porto Alegre.
Cerimónia de entrega do Prémio Literário Correntes d'Escritas a Pedro Tamen.
«O conto Estrada 43 [de José Cardoso Pires], por exemplo, dava um filme do caraças. É a história de uns tipos que estão a alcatroar uma estrada no Alentejo. É muito americano, aquilo podia passar-se no Sul dos Estados Unidos, podia ser feita pelo John Ford que fez As Vinhas da Ira, de John Steinbeck.»
Fernando Lopes [LER nº54, Primavera de 2002]
Na Primavera de 1992, José António Tenente desenhava um fato à medida de Baptista-Bastos (LER nº18).
Na próxima semana chega às bancas a edição nº 100. Até lá vamos revelando aqui algumas pistas.
«Quando se vendem palavras sem conteúdo como vinho ou cerveja sem álcool, ou doces sem açúcar ou realidade virtual,
percebemos o ganho indisfarçável da palavra ou a sua falsificação.»
Manuel Hermínio Monteiro [LER nº33, Inverno de 1996]
«Tive o privilégio de conhecer Saramago, cruzei-me com ele inúmeras vezes, mas não é o maior escritor português da actualidade. Para mim, esse é, de longe, António Lobo Antunes. É um gigante. Teria algum pudor em me encontrar com ele para o conhecer, e, contudo, adoraria conhecê-lo. Ele é um grande e Portugal não lhe deu ainda o devido reconhecimento. Devia ter ganho o Nobel há já algum tempo. Mas não aconteceu. Por causa de Saramago. Deviam ter ganho ambos.»
Revelação de uma grande entrevista com um dos mestres do nosso mundo, do nosso tempo, em exclusivo no nº 100 da LER, nas bancas durante a próxima semana. Imperdível.
O Livro do Sapateiro (D. Quixote) convenceu a maioria do júri constituído por Almeida Faria, Carlos Vaz Marques, Fernando Pinto do Amaral, Patrícia Reis e valter hugo mãe. O prémio tem o valor monetário de 20 mil euros.
«Eu não gosto nada do Fernando Pessoa, acho-o um chato. Aliás, o Fernando Pessoa é um heterónimo de João Gaspar Simões, na minha opinião.»
António Lobo Antunes [LER nº2, Primavera de 1988]
O local está finalmente escolhido. O próximo almoço com os leitores da LER será na magnífica Pousada do Porto-Palácio do Freixo, a 16 de Abril (data final, após algumas alterações, a pedido de leitores já inscritos). Depois do êxito do encontro no Bistro 100 Maneiras, em Lisboa, o nosso manifesto mantém-se: conhecer os leitores da LER, cara a cara, um por um, onde melhor se conhecem as pessoas, à mesa, em refeição prolongada. Reclamações, críticas, sugestões, leituras, desabafos – cabe tudo neste almoço, com presença garantida de cronistas, escritores e habituais colaboradores da LER; livros para sortear, revistas para oferecer e uma ou outra surpresa. Tal como em Lisboa, será um encontro genuíno, sem truques na manga, estratégias de marketing, mensagens subliminares ou almoços grátis: por isso, o preço de inscrição mantém-se (30 euros) e, desenganem-se novamente os mais conspirativos, não ganhamos um cêntimo com a iniciativa. Prometemos boa comida e a melhor companhia. E gostávamos muito de ter sala cheia. Os interessados podem ligar para Maria José Pereira (217626115) ou enviar um e-mail para ler@circuloleitores.pt.
Por estes dias, temos andado por aqui. E vamos continuar. A edição nº 100 da LER estará nas bancas no início de Março.
Título do blogue que acompanha o projecto científico da edição das Obras Completas de Eduardo Lourenço (Fundação Calouste Gulbenkian), a cargo do Núcleo de Investigação de Ciência Política e Relações Internacionais da Universidade de Évora.
Um convite original para a inauguração da Livraria Babel Cinemateca.
Enquanto trabalhamos numa edição muito especial da LER, os leitores continuam a enviar fotografias. Esta é da autoria de Sónia Cunha.
As fotografias dos leitores continuam a chegar diariamente ao e-mail da LER — como esta, de Tiago Almeida, tirada em Zurique: «Esperamos que sirva para mostrar até onde a LER chega. É um sítio bastante calmo, numa cidade já de si bastante calma, ideal para se passar algum tempo com um livro ou uma revista.»
Rainey screwed himself around in his chair to see us better, or to let us see him better.
I was sitting next to him, a little to the rear. Above the porch rail his profile stood out sharp against the twilight gray of the lake, though there was nothing sharp about the profile itself. It had been smoothly rounded by thirty-five or more years of comfortable living.
«I wouldn't have a dog that was cat-shy,» he wound up. «What good is a dog, or a man, that's afraid of things?»
Metcalf, the engineer, agreed with his employer. I had never seen him do anything else in the three days I had known them.
«Quite right,» he said. «Useless.»
Rainey twisted his face farther around to look at me. His blue eyes – large and clear – had the confident glow they always wore when he talked. You only had to have him look at you once like that to understand why he was a successful promoter.
Extracto de «So I Shot Him», um dos quinze contos inéditos de Dashiell Hammett descobertos pelo editor da The Strand Magazine nos arquivos do Harry Ransom Centre (University of Texas).
O poeta e tradutor Pedro Tamen, em destaque na LER de Fevereiro, inaugura amanhã o ciclo de conferências «Livros Difíceis» na Casa Fernando Pessoa, em Lisboa.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)