A LER nº100 está à porta, e com ela uma edição especial que não podia deixar de contar com a participação dos leitores. Se tem fotografias relacionadas com leituras (em espaços públicos ou privados), não hesite: envie já para ler@circuloleitores.pt. Publicaremos tudo (ou quase tudo) no nº100. Há prémios para as três melhores.
Um ano depois da morte de JD Salinger (à direita na foto), a University of East Anglia coloca à disposição dos leitores interessados a correspondência que o escritor norte-americano trocou durante décadas com um amigo de adolescência, o inglês Donald Hartog. Cinquenta cartas e quatro postais que revelam alguns pormenores sobre o quotidiano desconhecido de Salinger.
Já há data oficial: não será em Março, como aqui anunciámos há poucas semanas, mas sim a 2 de Abril, sábado, no Porto. Mais pormenores sobre este segundo almoço com os leitores da LER na próxima semana. O objectivo mantém-se: conhecer os leitores, cara a cara, um por um, onde melhor se conhecem as pessoas, à mesa, num almoço prolongado, com direito a sorteio de livros, exemplares da revista e mais uma ou outra surpresa. Os interessados podem ligar desde já para Maria José Pereira (217626115) ou enviar um e-mail para ler@circuloleitores.pt.
O blogue da BiblioFilmes, já o escrevemos, é de consulta diária obrigatória. Nos últimos dias, por exemplo, ficamos a saber que há livros «nomeados» para os Óscares, um vídeo musical alternativo de promoção de leitura (ou talvez não) e até um novo hotel literário em Paris (que de literário só parece ter o nome).
Título da exposição com inauguração marcada para sábado, dia 29, às 17h, no Museu da Cidade de Almada. Quatrocentos cadernos originais de 30 desenhadores, entre outros textos, filmes e depoimentos. Catálogo disponível aqui.
Dois dias de debates e encontros na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Nome de um «novo projecto editorial independente» criado por Carlos Barbosa, editor e proprietário da Estrofes & Versos. «Prometo traduções e literatura de qualidade. Prometo conteúdos interessantes e muito, muito trabalho», diz Carlos Barbosa. Como manifesto editorial, é intocável. Primeiros lançamentos aqui.
Mais informações sobre este prémio no blogue da Fundação José Saramago.
Paraty foi a inspiração de Gonçalo Bulhosa, co-fundador da Oficina do Livro e ex-editor da Palavra, que acaba de anunciar a organização da Festa Literária Internacional de Sintra (FLIS), já com dias certos (11, 12 e 13 de Novembro), director da primeira edição conhecido (o editor Manuel Alberto Valente) e espaço reservado (o Centro Cultural Olga Cadaval). «O espírito é tornar o Centro Cultural Olga Cadaval um espaço aberto, muito dinâmico, com acontecimentos durante os intervalos entre palestras. O espírito de festa é o mesmo da FLIP, mas tudo o resto será diferente, pois Sintra, no Inverno, não é comparável ao calor das ruas de Paraty», afirma Bulhosa ao jornal Público. Sabe-se, para já, que primeira FLIS terá 30 escritores convidados (João Tordo e Pedro Paixão são os primeiros autores portugueses confirmados). Mais informações aqui.
É terceiro escritor estrangeiro confirmado para a 9ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty (6 a 10 de Julho), durante a qual será lançado A máquina de fazer espanhóis (pela editora Cosac & Naify), o segundo romance de Valter Hugo Mãe publicado no Brasil.
O Nobel da Literatura foi distinguido pelo livro White Egrets. Alguns poemas podem ser lidos aqui.
O The Guardian continua assim a publicar os trabalhos do artista italiano Matteo Pericoli sobre as janelas de alguns dos grandes nomes da literatura.
Encontro que o El País define como um «diálogo politeísta».
«Pero, en un campo específico, aunque de fronteras volátiles, el de la cultura, creo que hemos retrocedido, sin advertirlo ni quererlo, por culpa fundamentalmente de los países más cultos, los de la vanguardia del desarrollo, los que marcan las pautas y las metas que poco a poco van contagiando a los que vienen detrás. Y asimismo creo que una de las consecuencias que podría tener la corrupción de la vida cultural por obra de la frivolidad, podría ser que aquellos gigantes, a la larga, revelaran tener unos pies de barro y perdieran su protagonismo y poder, por haber derrochado con tanta ligereza el arma secreta que hizo de ellos lo que han llegado a ser, esa delicada materia que da sentido, contenido y un orden a lo que llamamos civilización.»
Texto inédito de Mario Vargas Llosa - prólogo do seu próximo livro (La civilización del espectáculo) - que marca a edição nº 1000 do Babelia, suplemento cultural do El País.
A votação do público para escolher os melhores nas diferentes categorias começa hoje. Está tudo aqui.
A partir deste sábado, o El País começa a publicar os diários do escritor argentino.
«Si algo caracteriza a los EE.UU. es la ausencia absoluta de un límite semejante, digamos, de lo “nacional”. Aquí uno puede ser lo que se le antoje. Los europeos, en cambio, han vivido muy cerca unos de otros por siglos y saben bien que uno no puede tener ni ser cualquier cosa que se le ocurra. Al final del día es inexorable que un francés se sienta... un francés. Esto no necesariamente es malo. Cuando miramos los estudios que miden la “felicidad relativa” en cada país, los EE.UU. ranquean muy bajo. Es un dato chocante en un país que promociona tanto la palabra libertad; es toda una refutación de que ésta nos hace felices.»
Entrevista de Jonathan Franzen à revista Ñ, autor do romance mais falado de 2010, cuja tradução portuguesa (Liberdade) será publicada pela Dom Quixote a 14 de Fevereiro. Leia um excerto do livro na LER de Janeiro, desde o início do mês nas bancas.
O júri constituído por Almeida Faria, Carlos Vaz Marques, Fernando Pinto do Amaral, Patrícia Reis e valter hugo mãe divulgaram ontem a shortlist do Prémio Literário Casino da Póvoa, que este ano distingue obras de poesia e onde não são admitidos autores galardoados nos últimos seis anos. A selecção teve em conta 150 títulos «de autores de língua portuguesa, castelhana e hispânica, com obras em português, editadas em Portugal (1ª edição) entre Julho de 2008 e Junho de 2010». O vencedor será anunciado a 23 de Fevereiro, dia do arranque da 12ª edição do Correntes d’Escritas, e o prémio entregue a 26.
A Inexistência de Eva, Filipa Leal, Deriva
Anthero, Areia & Água, Armando da Silva Carvalho, Assírio & Alvim
Arado, A. M. Pires Cabral, Cotovia
Curso Intensivo de Jardinagem, Margarida Ferra, & Etc
Guia de Conceitos Básicos, Nuno Júdice, Dom Quixote
Mais Espesso que a Água, Luís Quintais, Cotovia
Necrophilia, Jaime Rocha, Relógio D’Água
O Anel do Poço, Paulo Teixeira, Caminho
O livro do sapateiro, Pedro Tamen, Dom Quixote
O viajante sem sono, José Tolentino Mendonça, Assírio & Alvim
Alicia Giménez Bartlett recebeu ontem, em Barcelona, o prémio literário mais antigo de Espanha pelo livro Donde nadie te encuentre. Notícia desenvolvida no El País.
Título de uma ampla exposição sobre banda desenhada portuguesa, inaugurada segunda-feira no Museu Berardo, onde permanecerá até 27 de Março. Pedro Vieira de Moura, curador da «Tinta nos Nervos», explica tudo aqui.
[Via Cadeirão Voltaire]
O fim de 2010 marca também o fim da Ambar como editora de livros.
«José Saramago, whom I remember with great affection, will be a permanent part of the Western canon. He was the first Portuguese-language writer to win the Nobel Prize and is probably best known now for Blindness — an interesting antitotalitarian allegory. His many novels have astonishing variety and sensitivity and a versatile range that embraces tragicomedy and something close to old-fashioned quest romance. My own favorites among his books include the darkly comic The Gospel According to Jesus Christ and the frightening Blindness. But I have more pleasure in returning to his deeply comic works, such as The Stone Raft, The History of the Siege of Lisbon and, most of all, The Year of the Death of Ricardo Reis. In all of his wonderful meditations upon the ruefulness of our lives, there is always the spirit of laughter beckoning us in the art of somehow going on. His achievement is one of the enlargements of life.»
Texto de Harold Bloom, publicado na última edição de 2010 da revista Time [via Bibliotecário de Babel].
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)