O valor do investimento ronda os 50 milhões de euros, de acordo com o Financial Times, citado na notícia do Jornal de Negócios. «A entrada da Trilantic, cujos consultores Miguel Pais do Amaral conhecia quando ainda estavam na Lehman Brothers, serviu para financiar a expansão da Leya no Brasil. A mesma fonte indica que a Trilantic irá entrar no conselho de administração da Leya e ficará com uma opção de venda. A Leya é um dos negócios mais recentes da Trilantic, que na Europa também investiu recentemente 50 milhões de euros na italiana Gamenet, uma operadora de “slot machines”.»
«Limitações na composição narrativa e fragilidades estilísticas», dois dos motivos invocados pelo júri presidido por Manuel Alegre para não atribuir a terceira edição do Prémio Leya 2010.
A ideia original é holandesa (dwarsligge), mas a sua aplicação editorial acaba de ser lançada em Espanha pela Ediciones B: 120 mil exemplares de «Librinos», um novo formato de livros de bolso «inspirado» nos leitores de livros electrónicos.
O jornal inglês The Guardian convidou dezenas de autores a divulgarem as suas escolhas. Desafio aceite por John Banville, Julian Barnes, A.S. Byatt, Eric Hobsbawm, Dave Eggers, Hilary Mantel, David Lodge, Tom Stoppard, Paul Theroux, Richard Ford, entre muitos outros.
Paulo Mourão Bugalho, médico neurologista de 35 anos, foi o vencedor da segunda edição do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís com o romance A Cabeça de Séneca, a publicar brevemente pela Gradiva. Uma decisão unânime do júri presidido por Vasco Graça Moura, que realçou «a capacidade de criação de personagens, bem como as qualidades de estilo e de efabulação, e ainda o bem-sucedido entrosamento entre uma experiência cultural, decorrente da leitura e valorização dos clássicos, e a experiência vivencial do quotidiano das figuras, que se combinam nesta obra de ficção". Criado em 2008 pela Estoril Sol, este prémio de 25 mil euros distingue romances inéditos de autores portugueses até aos 35 anos, «sem qualquer obra publicada no género».
Anda cá que eu já te conto é um «antologia de contos e contadores alentejanos», editada pela BOCA em livro e DVD, segundo número da colecção HOT - Histórias Oralmente Transmissíveis, que conta com o apoio do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional. Lançamento marcado para 8 de Dezembro, às 18h30, na Ler Devagar, em Lisboa.
Por estes dias chegam às livrarias dois diários de Eduardo Salavisa. Um entre seis desenhadores (Lisboa), outro a solo (Cabo Verde). O lançamento está marcado para dia 7 de Dezembro, às 21h30, na Ler Devagar.
Segundo três críticos do New York Times: Michiko Kakutani, Janet Maslin e Dwight Garner.
Aos 85 anos, é a terceira escritora a conquistar o mais prestigiado prémio em língua espanhola. Disse há poucos dias: «Si me dan el Cervantes daré saltos de alegría, saltos de alegría espirituales». Está dado.
Pretexto: os 70 anos sobre a morte de Walter Benjamin. Participantes: João Barrento, autor do recente O Género Intranquilo, ensaísta e tradutor da obra do pensador alemão (a propósito, a Assírio acaba de lançar a tradução O Anjo da História) e Maria João Cantinho, especialista em Benjamin e colaboradora da LER (na edição de Janeiro poderá ler precisamente a sua crítica a O Anjo da História). «Walter Benjamin, entre a catástrofe e a redenção da história» é o título de mais um encontro literário no âmbito do programa «A Cidade e a Escrita», iniciativa do P.E.N. Clube Português e do Goethe-Institut Portugal. Dia 29, às 18h30, no Goethe-Institut, em Lisboa. Entrada livre.
E entre elas está Freedom, de Jonathan Franzen. Lista completa aqui.
Rui Zink é o escritor português convidado a participar na edição anual deste Parlamento que decorre em Istambul, entre hoje e sábado. Há quatro «comissões» literárias de serviço e cerca de 60 autores, como V.S. Naipaul (que afinal não vai comparecer) ou Norman Manea.
O balanço literário da década no mundo lusófono, uma organização do Centro Nacional de Cultura em parceria com o PNETLiteratura, prossegue amanhã com Maria Aparecida Ribeiro e «o romance brasileiro». Mais informações aqui.
Corpo Visível marca o início de uma nova colecção da Assírio & Alvim: «O Primeiro Livro de…», edição em fac-símile do primeiro livro publicado por vários autores.
O quarto romance da série «O Reino», de Gonçalo M. Tavares, publicado pela Caminho em 2007, chegou este ano a França com o título Apprendre à Prier à l'Ere de la Technique (Viviane Hamy, trad. Dominique Nédellec) e acaba de ganhar o Prix du Meilleur Livre Étranger, depois de já ter sido finalista dos prémios literários Fémina e Médicis.
«Quando terminei de escrever Aprender a Rezar na Era da Técnica estava de tal forma cansado que naturalmente fui escrever «Os Senhores» [da série «O Bairro»], que são coisas que me são naturais. Eu tenho naturalmente uma certa ironia, portanto tudo aquilo me é natural. Tenho, por vezes, a imagem de pessoa cerebral e pessimista e tal mas «O Bairro» é um outro mundo. E acho que todos os meus livros têm esse outro mundo, que me é natural: o mundo do humor e da ironia. Como se as palavras fossem coisas materiais e nós pudéssemos ver as costas das palavras, a parte de baixo das palavras; como se pudéssemos levantar a saia das palavras. Instintivamente, quando recebo uma frase, quando ouço uma frase, é como se me movimentasse em redor dessa frase. A ironia é não recebermos uma frase exactamente como ela nos surge e tentarmos ler o outro lado do que se está a dizer. Isso é-me muito natural.» Excerto da entrevista de Gonçalo M. Tavares que poderá ler no número de Dezembro.
[Fotografia de Pedro Loureiro]
A Gradiva lança no próximo dia 9 de Dezembro uma das biografias do ano: Egas Moniz por João Lobo Antunes. Pré-publicação exclusiva na edição de Dezembro da LER.
Mais aquisições: 33 Men, livro do jornalista Jonathan Franklin sobre a operação de resgate dos 33 mineiros chilenos, terá tradução portuguesa da Civilização. Lançamento previsto para Fevereiro.
A Alêtheia adquiriu os direitos de publicação de Of Thee I Sing: A Letter to my Daughters, de Barack Obama, recém-lançado nos Estados Unidos.
Pode ler uma entrevista de John Irving na LER que estará nas bancas até ao final do mês.
O jornalista João Céu e Silva continua com as «longas viagens». Depois de José Saramago e António Lobo Antunes, é a vez de Manuel Alegre. O livro acaba de chegar às livrarias, a menos de dois meses das eleições presidenciais. Primeiras páginas aqui.
Pelo livro Anthero Areia & Água, publicado pela Assírio & Alvim.
[Crítica de Maria João Cantinho na edição de Dezembro da LER.]
Os diários que Gonzalo Torrente Ballester (1910-1999) escreveu entre 1954 e 1964 vão ser publicados já no próximo ano pela University at Albany, onde o escritor galego trabalhou como professor convidado e à qual decidiu doar uma colecção de manuscritos na década de 60. História completa no El País.
Tal como previsto, o primeiro volume da autobiografia de Mark Twain foi publicado este mês. Mas o que a Universidade da Califórnia não previa era a rápida conquista do estatuto de best-seller nos Estados Unidos.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)