Sessenta anos depois da primeira tradução portuguesa, este clássico do norueguês Knut Hamsun regressa com edição da Cavalo de Ferro, que disponibiliza as primeiras páginas em pdf. Lançamento marcado para 4 de Novembro, na Casa Fernando Pessoa.
Novas funcionalidades e uma oferta durante o mês de Novembro: Singularidades de Uma Rapariga Loura em versão e-book. Para conferir aqui.
«Este próximo livro ainda está muito longe do que eu queria. Sei lá se vai ser um livro? É muito ambicioso do ponto de vista técnico formal. É a voz de uma rapariga que se desdobra em três. Como lidar com isto? Misturando a técnica e a emoção, porque um livro só com técnica e sem emoção é frio e sem charme; um só com emoção é um delírio desestruturado...» Entrevista completa no Diário de Notícias.
A Random House assinou um acordo com Salman Rushdie para publicar as memórias do escritor em 2012.
As crónicas que Pedro Mexia vem publicando desde 2007 no Público reunidas num único volume: As Vidas dos Outros (Tinta-da-China). «Há de tudo, numa sequência imprevisível», escreve o historiador Rui Ramos no prefácio. «Epicuro no seu jardim ateniense, Paulo na estrada de Damasco, um rei que escreve sobre depressões, um duque que vende Ticianos, os esqueletos de Vesalius, o coração «irrequieto» de Händel, a confissão de Luís XV, os pavões de Darwin, Baudelaire fotografado por Nadar, a sorte do general Custer, a «cabeça feroz» de Sandokan, o mais célebre urinol do mundo, o último voo de Leslie Howard, um músico num campo de concentração, o chão pisado por Francis Bacon, a pessoa que era Frank Sinatra, o postal que era Audrey Hepburn, um grande escritor que se chamou J.G. Ballard, uma morte em Chappaquiddick, as cuecas de Tracey Emin. Não procuremos o fio condutor. Os labirintos só têm graça quando nos perdemos neles.»
«Será uma editora brasileira e não uma sucursal de Babel portuguesa», adiantou Paulo Teixeira Pinto ao Público. Com a «operação montada» até ao final de 2010, a apresentação pública está prevista para «uma instituição pública brasileira também ligada à cultura e à língua portuguesa».
Mais um colóquio organizado pelo Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa. De 2 a 5 Novembro, na Faculdade de Letras. Programa completo aqui.
Cinco mil horas de trabalho depois, a primeira versão da obra-prima de Cervantes está agora disponível em formato interactivo.
«Existem autores absolutamente cinco estrelas? Existem. Entre outros, Agustina Bessa Luís, Alejo Carpentier, Carson McCullers, Clarice Lispector, Eça de Queiroz, Érico Verissimo, Flannery O’Connor, Gore Vidal, Graham Greene, Henry James, J.M. Coetzee, John Banville, John Cheever, John Le Carré, John Updike, Jorge de Sena, Machado de Assis, Philip Roth, Rubem Fonseca, Salman Rushdie, Toni Morrison, Truman Capote, Virginia Woolf e Vladimir Nabokov. E depois os autores que, em cada época, estão na moda, condicionando leitores e (alguns) críticos: Amis, Bolaño, Franzen, Littell, Pynchon, Yourcenar. Tudo relativiza as estrelas hebdomadárias.» Texto completo de Eduardo Pitta aqui.
Os primeiros e-mails com reservas ou pré-reservas para o almoço com os leitores da LER, divulgado na última edição da revista, já indicavam que Lisboa seria a cidade escolhida pela maioria dos inscritos. Assim será: dia 30 de Outubro, a partir das 13h, no bistrô 100 Maneiras (Largo da Trindade, 9), com o chef Ljubomir Stanisic a marcar o ritmo gastronómico da tarde. Repetimos o que escrevemos no início de Setembro:
A ideia do almoço surgiu à mesa, ainda o Verão não tinha começado. Ideia simples: conhecer os leitores, cara a cara, um por um, sem a intromissão de estudos de audiência, médias de idade ou zonas geográficas dominantes. Conhecê-los onde melhor se conhecem as pessoas, à mesa, num almoço prolongado. Reclamações, críticas, sugestões, leituras, desabafos – cabe tudo neste encontro, onde não faltarão os cronistas da LER. Haverá livros para sortear, revistas para oferecer e uma ou outra surpresa. Mas não nos desviamos do prato principal: um encontro genuíno e prolongado com os nossos leitores, sem truques na manga, estratégias de marketing ou almoços grátis: por isso, o preço de inscrição é de 30 euros e, desenganem-se os mais conspirativos, não ganhamos um cêntimo com a iniciativa. Os interessados devem ligar para Maria José Pereira (217626115) ou enviar um e-mail para ler@circuloleitores.pt. As inscrições terminam a 26 de Outubro. Gostávamos de ter sala cheia.
Os três volumes de Green's Dictionary of Slang, do lexicógrafo Jonathon Green, representam cinco séculos, 53 mil entradas, 100 mil definições e outros detalhes publicados no Telegraph.
«Não existe um dicionário ou uma gramática em língua portuguesa cientificamente adaptada das comunidades linguísticas da CPLP. Um vocabulário científico e técnico também não existe e são essenciais para a sedimentação de um espaço da comunidade portuguesa.» Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, durante a abertura do encontro internacional «Língua Portuguesa e Culturas Lusófonas num Universo Globalizado», que termina hoje na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
«Performance cénica e sonora e música em forma de homenagem» na Fundação Serralves, entre 29 de Outubro e 6 de Novembro.
O novo livro de João Barrento, O Género Intranquilo (ed. Assírio & Alvim), apresentado há dias por Eduardo Lourenço, já está nas livrarias. «Arrumo os fragmentos segundo uma ordem possível, afino a escrita, aparo a acutilância do conceito, tento um princípio organizativo que evidencie a progressão da experiência, do fenómeno – disseminado, anárquico – para a ideia –, concisa, fulguração a caminho de uma síntese. Acorrem primeiro imagens, metáforas produtivas, a palavra-maná que alimenta o delírio conformável a uma qualquer tecitura. Depois, pouco a pouco, o aglomerado informe poderá ir-se consolidando, convergindo para definições lapidares, provisórias, feixe de energia irradiante que permite ao pensamento ir progredindo. No acto de fruição dessas imagens – como alguém disse de um praticante do ensaio tão especial como Walter Benjamin – o sujeito vive-se já como ensaísta que soberanamente domina o mundo e que, no caleidoscópio do seu texto, faz fulgurar sempre novas conexões. (Poderá o ensaio sobre o ensaio ser, ele próprio, uma demonstração viva de uma teoria ou fenomenologia do ensaio? Pode pelo menos, a cada momento, dar a ver ao leitor o lugar onde está, o patamar a que acedeu, o caminho que segue.)»
Depois das exibições no Festival de Cinema do Rio de Janeiro e no DocLisboa, o documentário de Miguel Gonçalves Mendes estreia a 18 de Novembro nas salas de cinema portuguesas.
Reportagem sobre os dois dias seguintes ao anúncio do Nobel da Literatura, e a selecção do escritor peruano de alguns excertos do seu romance El sueño del celta, que a Alfaguara publica em Espanha no ínício de Novembro. A tradução portuguesa chega às livrarias portuguesas a 26 de Novembro, com edição da Quetzal.
Um «monumento epistolar», descreve o El País. Cartas trocadas com William Faulkner, John Cheever, Bernard Malamud, Philip Roth ou Martin Amis, entre muitas outras figuras, em quase oito décadas. Lançamento marcado para 4 de Novembro.
Dwight Garner (New York Times) analisa o primeiro número da Paris Review editado por Lorin Stein.
«Un buen final para una carrera de relevos de cuatro horas, que puede servirnos para disipar las dudas de si en realidad la América Latina existe, que el ex presidente Lacalle y Augusto Ramírez nos lanzaron desde el principio sobre esta mesa como una granada de fragmentación. Pues bien, a juzgar por lo que se ha dicho aquí en estos dos días, no hay la menor duda de que existe. Tal vez su destino edípico sea seguir buscando para siempre su identidad, lo cual será un sino creativo que nos haría distintos ante el mundo. Maltrecha y dispersa, y todavía sin terminar, y siempre en busca de una ética de la vida, la América Latina existe. ¿La prueba? En estos dos días la hemos tenido: pensamos, luego existimos.»
Excerto do discurso de Gabriel García Márquez (28 de Março de 1995, no Panamá) que integra o volume Yo no vengo a decir un discurso (Mondadori).
O escritor espanhol César Antonio Molina é o vencedor da sexta edição do prémio anual atribuído pelo Centro de Estudos Ibéricos para «personalidades ou instituições de língua portuguesa ou espanhola que tenham sido protagonistas de uma intervenção relevante e inovadora no âmbito da cooperação e no domínio das identidades, das culturas e das comunidades ibéricas».
O centenário da República como pano de fundo da 21ª edição do AmadoraBD. Até 7 de Novembro.
Millenium. Stieg et moi, com cerca de 200 páginas, tem edição da Actes Sud e será publicado a 19 de Janeiro em França.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)