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Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Um Livro e cinco leitores

O novo romance de José Luís Peixoto, editado pela Quetzal, chega as livrarias a 24 de Setembro, mas ontem o autor e cinco leitores foram os primeiros a poder folhear os primeiros exemplares de Livro, no Bloco Gráfico, a gráfica do Grupo Porto Editora na Maia. «É o sentimento de quando se recebe o livro impresso, encadernado, pela primeira vez. Neste caso, este sentimento, que é sempre de realização ou de felicidade (se é que se pode utilizar a palavra), acaba por ser maximizado tendo em conta o processo e o esforço que para mim foi terminar um romance com este título tão ambicioso. [...] Fiquei muito contente por ser acompanhado por pessoas que prezam os meus livros, num momento como este

Sôbolos Rios Que Vão

É um dos destaque da Dom Quixote para a rentrée. «Entre os últimos dias de Março e os primeiros de Abril de 2007, depois de uma operação grave, o narrador, entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram: os pais e os avós, a vila da sua infância, a natureza da serra, os amores e os desamores. Como um rio que corre, vamos vivendo com ele as humilhações da doença, a proximidade da morte, e o chamamento da vida.» Nas livrarias a partir de 18 de Outubro.

Grande Prémio APE/DGLB para Rui Cardoso Martins

Deixem Passar o Homem Invisível (Dom Quixote) acaba de conquistar o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB, no valor de 15 mil euros. A obra foi escolhida, entre 85 concorrentes, pela maioria dos membros do júri constituído por Luís Mourão, Luísa Mellid-Franco, Pedro Mexia, Serafina Martins, José Correia Tavares e Eugénio Lisboa, que se manifestou a favor de O Chão dos Pardais, de Dulce Maria Cardoso (Asa).

Fotografia de Pedro Loureiro.

Não rezem por mim, diz Hitchens

«The absorbing fact about being mortally sick is that you spend a good deal of time preparing yourself to die with some modicum of stoicism (and provision for loved ones), while being simultaneously and highly interested in the business of survival. This is a distinctly bizarre way of “living”—lawyers in the morning and doctors in the afternoon—and means that one has to exist even more than usual in a double frame of mind. The same is true, it seems, of those who pray for me. And most of these are just as “religious” as the chap who wants me to be tortured in the here and now—which I will be even if I eventually recover—and then tortured forever into the bargain if I don’t recover or, presumably and ultimately, even if I do.» Texto de Christopher Hitchens (Vanity Fair) e a notícia do Guardian.

Cartas de Bruce Chatwin lidas por Paul Theroux

«There are no letters to his other lovers – there were many – or to Werner Herzog, Robin Lane Fox, Redmond O’Hanlon, or other people who mattered to him greatly. This is a shame, but there are plenty here, enough for it to seem that Chatwin is narrating his own life, from the false starts, unsatisfying jobs, unfinished studies and unpublished writing to the precipitate moves, the eruptions of boredom and the infatuations with people, with places, with ideas. These letters burst with affectionate salutations, explosions of rage, sudden enthusiasms.

Chatwin is often depicted as a solitary traveller, yet he needed to be in touch. Solitary is one thing, lonely is quite another. I was left thinking that he was perhaps one of the loneliest people I have ever known. It is a wonder, given the desperate pace of his life, that he was able to write anything at all. That he did, and so well, is a considerable achievement, because he clearly hated being alone.» Texto completo no Telegraph.