Ainda faltam quatro meses, mas vale a pena sublinhar já na agenda de 2011: o acto oficial de doação do espólio de Sophia à Biblioteca Nacional de Portugal está marcado para 26 de Janeiro, dia em que também é inaugurada uma grande exposição sobre a sua vida e obra; no dia seguinte começa o Congresso Internacional Sophia de Mello Breyner Andresen na Fundação Calouste Gulbenkian. Mais informações aqui.
O centenário da morte de Mark Twain é assinalado em Portugal com mais dois eventos relevantes: a 8 de Outubro, um colóquio internacional na Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (programa completo aqui), e a exposição «Twain em Portugal», entre 1 e 31 de Outubro na Biblioteca Nacional.
Começa hoje no Centro Nacional de Cultura e prolonga-se por 2011. Programa completo aqui.
Antecipando a Feira de Frankfurt, que se realiza de 6 a 10 de Outubro (Argentina é o país-convidado), o El País aponta 16 romancistas e poetas que representam hoje a «força criadora» da literatura argentina.
A segunda quinzena de Outubro traz dois novos livros de Gonçalo M. Tavares: Uma Viagem à Índia (Caminho) e Matteo Perdeu o Emprego (Porto Editora).
A Presença oferece três exemplares de O Lobo de Wall Street — a autobiografia de Jordan Belfort, um corretor de Wall Street que nos anos 90 manipulou o mercado bolsista e ganhou uma fortuna incalculável — aos primeiros três leitores (devidamente identificados) que respondam correctamente à pergunta: «Qual o nome da empresa de investimentos que Jordan Belfort fundou e da qual foi director?» Apostas para marta.serra@circuloleitores.pt. Vencedores: José João Leiria, Guilherme Pires e João Eira.
Joan Acocella, Philip Roth e Nathan Englander não tiveram dúvidas (pode ler a declaração de voto aqui) e atribuíram o PEN/Saul Bellow Award for Achievement in American Fiction a Don DeLillo, autor, entre outros, dos romances O Homem em Queda, Ruído Branco e Submundo, publicados em Portugal pela Sextante, editora que promete para 2011 a tradução de Point Omega.
Por Ilusão (ou o que quiserem), romance editado em 2009 pela Dom Quixote e que conquistou a unanimidade do júri, composto por Vasco Graça Moura, Guilherme d’Oliveira Martins, José Manuel Mendes, Maria Carlos Loureiro, Manuel Frias Martins, Maria Alzira Seixo, Liberto Cruz, Lima de Carvalho e Dinis de Abreu: «Uma obra manifestamente inovadora, quer pela sua excelente construção, quer pelo seu ágil registo estilístico de constante ironia, quer pela análise penetrante de alguns comportamentos tipo da actual sociedade portuguesa, muito em especial no tocante a métodos pedagógicos aplicados nas escolas e à animação cultural na província, bem como à densidade da narrativa.» O Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol tem o valor pecuniário de 25 mil euros.
Título da nova revista científica e de criação artística que o Centro de Literaturas de Expressão Portuguesa das Universidades de Lisboa pretende lançar todos os semestres em parceira com a Gradiva. Com direcção de Miguel Real e Beata Cieszynska, «é uma das iniciativas de um projecto mais vasto», apoiado pela CPLP, «aberta à participação de articulistas nacionais e estrangeiros, contando com o sistema de referees». Mais informações aqui.
Dama de Espadas – Crónica dos Loucos Amantes, de Mário Zambujal, e Kanikosen – O Navio dos Homens, de Takiji Kobayashi, são as duas primeiras apostas do Clube do Autor, o novo projecto editorial de João Gonçalves. Dia 7 de Outubro nas livrarias.
Até Dezembro, o Centro Cultural de Belém, em Lisboa, acolhe homenagens a Eduardo Prado Coelho (17 de Outubro), Tolstói (20 e 21 de Novembro) e Clarice Lispector (12 de Dezembro).
Mudaram-se com tesoura, máquina de escrever e restante parafernália tecnológica às costas. O ritmo e os conteúdos mantêm-se iguais. Há coisas que felizmente não mudam.
As candidaturas à terceira edição do prémio terminam na próxima quinta-feira.
«Neste segundo volume do Livro de Horas evidenciam-se essencial mente duas vertentes. Por um lado, predominam registos tendencialmente bastante mais pessoais (por vezes mesmo íntimos) do que no primeiro volume. A matéria biográfica, as evocações da infância, as crises de relacionamento na vida social, as tensões entre indivíduo de escrita e grupos profissionais, ocupam grande parte da escrita diarística destes anos de 1977-1978 (correspondentes aos cadernos nº 3 a 6 da primeira série do espólio), uma época em que a escrita tem de alternar com o trabalho, e se vê, por isso, frequentemente atravessada por tensões e nostalgias. Por outro lado, põe-se mais à vista a oficina de Llansol, sobretudo no que se refere ao trabalho de pesquisa e de entrosamento da experiência com a narração e a escrita, particularmente do segundo e terceiro livros da primeira trilogia, A Restante Vida e Na Casa de Julho e Agosto.» Lançamento marcado para 26 de Setembro, durante as Segundas Jornadas Llansolianas de Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval.
A decisão de atribuir o prémio a Casas Contadas (Asa, 2009) foi unânime para o júri constituído por António Carvalho, Maria Helena Mira Mateus, Valter Hugo Mãe e Laura Luzes Torres, directora da revista Máxima.
Fotografia de Pedro Loureiro.
É oficial: Manuel Maria Carrilho termina as suas funções como representante de Portugal na Unesco no âmbito da rotação diplomática, garantiu à Agência Lusa fonte dos Ministério dos Negócios Estrangeiros. No entanto, a Sextante, em comunicado, acrescenta que tal decisão se deveu «ao livro E Agora? Por uma nova República, que acaba de publicar». A editora acrescenta que o debate «Portugal Hoje», que está a organizar, contará com a participação de Manuel Maria Carrilho, Inês Pedrosa e Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças do governo de José Sócrates. Já há data: 8 de Outubro, pelas 18h30, no restaurante do El Corte Inglés, em Lisboa.
Gonçalo M. Tavares em dose dupla nas nomeações para prémios literários franceses: Femina Étranger por Apprendre à prier à l’ère de la technique (ed. Viviane Hamy, desde ontem nas livrarias juntamente com Monsieur Brecht, da série O Bairro), ao qual concorre também Maria Velho da Costa com Myra (ed. La Différence), e Médicis para romances estrangeiros.
Desde hoje e até 30 de Setembro, na Sala de Referência da Biblioteca Nacional.
«A poesia só me dá alegria porque quando se faz um poema a pessoa vive um tipo de experiência muito especial decorrente do espanto que a vida provoca, uma surpresa da descoberta do inesperado.» Ferreira Gullar, durante a entrega do Prémio Camões, ontem, no Rio de Janeiro.
Em Beja, como sempre, e só até amanhã.
O novo romance de José Luís Peixoto, editado pela Quetzal, chega as livrarias a 24 de Setembro, mas ontem o autor e cinco leitores foram os primeiros a poder folhear os primeiros exemplares de Livro, no Bloco Gráfico, a gráfica do Grupo Porto Editora na Maia. «É o sentimento de quando se recebe o livro impresso, encadernado, pela primeira vez. Neste caso, este sentimento, que é sempre de realização ou de felicidade (se é que se pode utilizar a palavra), acaba por ser maximizado tendo em conta o processo e o esforço que para mim foi terminar um romance com este título tão ambicioso. [...] Fiquei muito contente por ser acompanhado por pessoas que prezam os meus livros, num momento como este.»
É um dos destaque da Dom Quixote para a rentrée. «Entre os últimos dias de Março e os primeiros de Abril de 2007, depois de uma operação grave, o narrador, entre as dores e a confusão provocada pela anestesia e pelos medicamentos, recupera fragmentos da sua vida e das pessoas que a atravessaram: os pais e os avós, a vila da sua infância, a natureza da serra, os amores e os desamores. Como um rio que corre, vamos vivendo com ele as humilhações da doença, a proximidade da morte, e o chamamento da vida.» Nas livrarias a partir de 18 de Outubro.
No Los Angeles Times, crítica (de National Book Critics Circlea A Viagem do Elefante, de José Saramago: «The Nobel laureate's tale is rich in irony and empathy, regularly interrupted by witty reflections on human nature and arch commentary on the powerful who insult human dignity.»
Deixem Passar o Homem Invisível (Dom Quixote) acaba de conquistar o Grande Prémio de Romance e Novela APE/DGLB, no valor de 15 mil euros. A obra foi escolhida, entre 85 concorrentes, pela maioria dos membros do júri constituído por Luís Mourão, Luísa Mellid-Franco, Pedro Mexia, Serafina Martins, José Correia Tavares e Eugénio Lisboa, que se manifestou a favor de O Chão dos Pardais, de Dulce Maria Cardoso (Asa).
Fotografia de Pedro Loureiro.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)