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Mensagem com 75 anos



Terça-feira, 1 de Dezembro,  17H30
Biblioteca Nacional de Portugal

Sessão comemorativa
•    Palavras de Abertura
Jorge Couto (Director-Geral, BNP)
Paula Morão (Directora- Geral, DGLB)
Catarina Vaz Pinto (Vereadora da Cultura, CML)
•    Comunicação
Eduardo Lourenço
•    Poemas da «Mensagem» na voz do actor Luís Lucas
•    I. Debate
Pessoa e o sonho do supra-Camões
Moderado por Carlos Vaz Marques com a presença de:
Eduardo Lourenço
Manuel Alegre
Vasco Graça Moura
•    Lançamento da edição da «Mensagem» fac-similada do original de Fernando Pessoa.  Apresentação:
Jorge Couto (Director da BNP)
Paulo Teixeira Pinto (Guimarães Editores)
David Ferreira (FNAC Portugal)


Quarta-feira, 2 de Dezembro, 18H30
FNAC Chiad
o
II. Debate
•    «- É a hora!» O sentido da «Mensagem»
Moderado por Carlos Vaz Marques com a presença de:
Paulo Borges
Manuel Gandra
Miguel Real


Quarta-feira, 9 de Dezembro, 18H30
Casa Fernando Pessoa

III. Debate
•    «Mensagem», o Poema, o Prémio e o Estado Novo
Moderado por Carlos Vaz Marques com a presença de:
José Blanco
Richard Zenith
José Carlos Seabra Pereira

Santiago Gamboa

«Para mí la belleza de la humanidad está en la literatura. En las historias, en el trabajo de pulido de la palabra. A mí eso me conmueve. El resto de la vida tiene muchas cosas bellas y difíciles, pero también duras y jodidas. Estos personajes brillan a través de las historias.»

Excerto de uma entrevista ao escritor colombiano Santiago Gamboa, a propósito de Necropólis.

Nada de Dois, por Pedro Mexia

Lançamento marcado para amanhã, às 19h, no foyer do Teatro Aberto, em Lisboa, com apresentação de Nuno Artur Silva e leitura de excertos por Joana Seixas e Albano Jerónimo.


JOANA [doce]
Tu és uma pessoa extraordinária.

VASCO
Não se pode falar contigo.

JOANA
Tu reages às coisas boas como se fossem más.

VASCO
Isso é muito insensível da minha parte. Pensava que fosse uma pessoa extraordinária.

JOANA
Não sei o que é que tu queres ouvir.

VASCO
Isso é um bocado básico, não é, «o que é que tu queres ouvir»? Quero a minha campainha, o meu torrão de açúcar, a mão na crina e


[pausa]

não tenho mais metáforas animais, embora ajudasse ser um bocadinho mais animal.

JOANA
Estás a dizer que eu gosto de animais?

VASCO
São os genes, minha querida. Vai-te queixar ao Mendel.

Martin Amis sobre o inédito de Nabokov

«Apart from a welcome flurry of interest in the work, the only thing this relic will effect, I fear, is the slight exacerbation of what is already a problem from hell. It is infernal, for me, because I bow to no one in my love for this great and greatly inspiring genius. And yet Nabokov, in his decline, imposes on even the keenest reader a horrible brew of piety, literal-mindedness, vulgarity and philistinism. Nothing much, in Laura, qualifies as a theme (ie, as a structural or at least a recurring motif). But we do notice the appearance of a certain Hubert H Hubert (a reeking Englishman who slobbers over a pre-teen's bed), we do notice the 24-year-old vamp with 12-year-old breasts ("pale squinty nipples and firm form"), and we do notice the fevered dream about a juvenile love ("her little bottom, so smooth, so moonlit"). In other words, Laura joins The Enchanter (1939), Lolita (1955), Ada (1970), Transparent Things (1972), and Look at the Harlequins! (1974) in unignorably concerning itself with the sexual despoiliation of very young girls.

Six fictions: six fictions, two or perhaps three of which are spectacular masterpieces. You will, I hope, admit that the hellish problem is at least Nabokovian in its complexity and ticklishness. For no human being in the history of the world has done more to vivify the cruelty, the violence, and the dismal squalor of this particular crime. The problem, which turns out to be an aesthetic problem, and not quite a moral one, has to do with the intimate malice of age.»

 

Texto completo no Guardian.