Por estes dias na Book Expo America, Isabel Coutinho conta como foi «imparável» a participação de James Ellroy: entre outros argumentos, o escritor norte-americano falou sobre Blood’s a Rover, livro com mais de 600 páginas que marca o fim da trilogia «American Underworld» (lançamento previsto para 22 de Setembro). A Presença tem vindo a editar alguns dos seus títulos na colecção «O Fio da Navalha».
Pelo livro Jeff in Venice, Death in Varanasi. Desenvolvimento da notícia sobre o premiado autor britânico no Guardian e lista dos últimos vencedores.
The Diaries of Sofia Tolstoy é o título do livro de memórias da mulher que viveu mais de 50 anos com Tolstoi (1828-1910). Prefácio de Doris Lessing e edição da Alma Books. Nas livrarias a partir de Outubro.
A escolha do New York Times: gastronomia, viagens, jardinagem, etc.
Anunciados os finalistas nas categorias de «melhor romance» e «melhor primeiro romance» publicados em 2008.
Propostas nos domínios da dança, cinema, literatura e fotografia e possíveis encontros com a cultura portuguesa. Uma semana de colóquios, debates, exposições e ciclos de filmes. Começa segunda-feira e termina a 6 de Junho, em Lisboa. Do programa completo destacam-se:
3 de Junho
Colóquio de Indústrias Culturais: «Crise, Economia e Cultura»
11h00, Centro Cultural de Belém (Sala Fernando Pessoa)
Recital Poético
18h00, Biblioteca Nacional
Antonio Gamoneda (Prémio Cervantes) e Gastão Cruz
5 de Junho
Encontro da jovem poesia espanhola e portuguesa
18h00, Biblioteca Nacional
Participantes: Ana Isabel Conejo, Javier Vela, Miguel Manso e Daniel Jonas.
Moderador: Pedro Mexia
«Foi o Marcelo Rebelo de Sousa que disse que Sócrates era um meio chico-esperto. Quando há uma característica pessoal de um chefe e este tem a possibilidade de a tornar real, transformando mecanismos psíquicos em comportamentos, isso provoca patologias colectivas. Mas patologias não só das pessoas, como patologias do funcionamento dos serviços. E o que parece estar a constituir-se é um chico-espertismo, uma palavra horrível.» José Gil, em entrevista ao Público.
Portugal, Ensaios de História e de Política, de Vasco Pulido Valente, é apresentado por Leonor Beleza na próxima terça-feira (2 de Junho), às 18h30, na Livraria Alêtheia (Rua do Século, 13), em Lisboa.
O primeiro dia de 1Q84 nas livrarias japonesas. Segundo o The Guardian, a editora (Shinchosha) aumentou a tiragem da primeira edição de 100 para 480 mil exemplares.
Uma sugestão de José Mário Silva. Programação completa aqui.
Cinco anos depois de publicar Portugal Hoje: O Medo de Existir, José Gil volta a deitar Portugal no divã em Em Busca da Identidade - o desnorte. Como se pode ler no novo blogue da Relógio d'Água, o filósofo «aborda em particular o "chico-espertismo" enquanto fenómeno que atravessa todo o "tipo de subjectividade da nossa sociedade, sendo transversal a todas as classes, grupos, géneros e gerações"».
Texto sobre o novo livro de José Gil na edição de Junho da LER, para a semana nas bancas.
«La casa editrice Einaudi rifiuta il nuovo libro dello scrittore premio Nobel. Contiene alcuni giudizi molto severi su Berlusconi. L'autore definisce il premier 'delinquente' e 'corruttore'. E lo paragona a 'un capo mafioso'.» No L'Espresso.
«A editora italiana Einaudi recusou-se a publicar a tradução italiana de O Caderno, do Nobel português José Saramago, mas o escritor disse ontem que o livro será publicado por outra editora. O livro critica o primeiro-ministro e proprietário da Einaudi, Silvio Berlusconi, comparando-o a um líder mafioso.» No Público.
Ver entrevista de Saramago ao L'Espresso: «Saramago: L'Italia, una democrazia malata», de Abril de 2008.
É esta a capa do novo livro de Miguel Real, a publicar pela Quid Novi na segunda semana de Junho. Um retrato como se segue:
«Uma mulher seca, que nunca conheceu o amor, de passado trágico e futuro marcado pelo desejo de auto-afirmação; uma mulher de mentalidade despótica, adversa à espiritualidade dos valores, crente de que a única dimensão do bem reside na sua utilidade social; uma mulher cuja especialização académica consiste na manipulação de estatísticas, moldando a realidade à medida dos seus interesses; uma mulher que usa o trabalho, não como forma de realização, mas como modo de exaltação do poder próprio, criando, não o respeito, mas o medo em seu redor; uma mulher ensimesmada, arrogante, feia e triste, que ama a solidão e despreza os homens; uma mulher autoritária e severa consigo própria, imune ao princípio da tolerância; uma mulher que ambiciona ser Ministra.»
Tremem os corredores da Av. 5 de Outubro, parece.
Excerto e artigo no New York Times sobre Gabriel García Márquez - A Life (Alfred A. Knopf), de Gerald Martin, cuja tradução portuguesa será editada pela Dom Quixote em Setembro.
O Coração das Trevas, de Joseph Conrad, A Letra Encarnada, de Nathaniel Hawthorne, e Ilusões Perdidas, de Honoré de Balzac: primeiros três títulos da nova colecção Biblioteca António Lobo Antunes (selecção e prefácios), editada agora pela Dom Quixote. Nas livrarias a partir de 1 de Junho. Mais lançamentos agendados para Agosto e Outubro.
A história do empresário Dinis Nazareth Fernandes contada no Diário de Notícias.
E-mail divulgado aqui compromete a primeira mulher a ser eleita Professora de Poesia em Oxford.
Apresentado na segunda-feira, em Louvain-la-Neuve, nos arredores de Bruxelas, o Museu Hergé abre as portas na próxima terça-feira. Desenvolvimento no Diário de Notícias e galeria de fotografias aqui.
A canadiana Alice Munro (n. 1931) venceu o Man Booker Internacional Prize, atribuído de dois em dois anos a um autor vivo de qualquer nacionalidade cujas obras estejam publicadas em inglês. Chinua Achebe (2007) e Ismail Kadaré (2005) foram os galardoados das últimas edições. Bibliografia da autora aqui.
Primeira advertência: para quem gosta de contos, a leitura da obra de Alice Munro será um prazer raro. Segunda advertência, e um lamento: foram precisas quase quatro décadas para que a edição portuguesa a descobrisse. Seis meses depois da primeira tradução de Munro, com a antologia Fugas (primeiro publicada em 2004), a Relógio d’Água reincide e propõe os oito contos de O Amor de Uma Boa Mulher (uma recolha original de 1998). A descoberta da autora canadiana nesta dose dupla permite entrar a fundo na sua máquina de conversão de material autobiográfico em histórias que, com a paisagem de fundo do seu Ontário natal, são exímias na descrição da evolução temporal dos sentimentos e laços afectivos das personagens.
Tal como aconteceu com a canadiana Margaret Atwood no romance, Munro foi adoptada nos anos 70 pelos norte-americanos como um dos «seus» melhores contistas – no seu caso graças à publicação regular de contos na revista The New Yorker. Com 12 antologias e um romance publicados, Munro (hoje com 76 anos) é conhecida pela sua capacidade de conferir um movimento elástico à narrativa. Num estilo aparentemente económico e directo, ela penetra na psicologia dos personagens através da acção e dos diálogos, rejeitando as descrições estáticas. Para o leitor, esta forma de contacto com as realidades quotidianas dos personagens resulta numa experiência dinâmica e comovedora.
Nos contos de Munro, os catalisadores da acção podem ser movimentos de fuga a um matrimónio, a um passado, aos laços familiares ou às limitações provocadas pela doença ou pelo envelhecimento (como em Fugas). Por vezes, resultam de impulsos de identificação, concretização ou repulsa de fantasias (todas elas femininas, em O Amor de Uma Boa Mulher). Mas o que marca a originalidade destas histórias é a extrema atenção dada a pequenos pormenores (lembranças, palavras ou factos) que desencadeiam e iluminam a compreensão do universo de cada personagem.
Tal como diz Robin, a protagonista de «Truques» (Fugas), «basta movermo-nos um centímetro para aqui ou para ali e estamos perdidos». A intuição de Alice Munro permite-lhe determinar e descrever esses epicentros de crise. No brilhante «Podre de Rica» (O Amor de Uma Boa Mulher), a personagem Karin descreve-se como «algo de imenso, de tremeluzente e autónomo, com picos de dor em certos sítios, e no restante uma extensa e monótona planície». São assim os personagens de Munro: imensamente iguais a nós e dramaticamente diferentes. [Alice Munro, O Amor de Uma Boa Mulher. Tradução de José Miguel Silva. Relógio d’Água, 265 págs.]
Texto de Filipa Melo publicado na edição nº70 da LER (Junho de 2008).
Os textos de opinião que têm vindo a ser publicados no blogue Blogtailors estão reunidos no primeiro número da revista B:Mag. Mais informações aqui.
A primeira capa de Junho da revista norte-americana (vídeo disponível aqui) é da autoria de Jorge Colombo, artista português que inaugurou em Janeiro a exposição Lisboa Revisitada, na Casa Fernando Pessoa.
Por falar em capas, nada como visitar o blogue The Book Design Review. Conselho de Eduardo Coelho.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)