O livro de Jonhattan Littel, As Benevolentes, comentado por João Gonçalves na edição impressa da LER n.º69 (Maio 2008):
«No texto de Littell revela-se como o bem e o mal se misturam nas peripécias de uma vida pessoal e de uma narrativa colectiva sem que isso lhe confira um estatuto de fatalidade dentro da fatalidade que efectivamente foi. Revela-se como a ficção da realidade - a realidade e a ficção que coincidiam no III Reich - pode ser “ultrapassada” através de um passeio numa paisagem paradisíaca que deixou para trás o cheiro fétido de cadáveres ou o estampido de uma arma disparada contra a nuca anónima.»
Ver matérias da LER 70, de Junho.
Aqui pode ler a coluna de Eduardo Pitta [Heterodoxias] na LER n.º 69:
«Num país pequeno como o nosso, o que é hoje a legitimação em literatura? A pergunta faz sentido no momento em que um cada vez maior número de livros e autores desorienta quem os compra e lê atado ainda ao preconceito dos lugares selectos. Instituindo novas condições de acesso ao Panteão, o fenómeno da multiplicação teria transformado a literatura numa terra de ninguém. Mas chegaram exactamente quando, os bárbaros?» Ler na íntegra.
Ver matérias da LER 70, de Junho.
Entrevista de António Damásio, colocada online por Ana Cristina Leonardo.
Nelson de Matos esteve presente no debate da Casa Fernando Pessoa e considera-o lamentável. Aqui.
A Livraria Guimarães reabre, a editora Guimarães reanima-se. Há boas notícias. Sinceramente, para quem acompanha a actualidade editorial ou livreira portuguesa desde há anos, notícias destas dão alento e criam confiança. Sem ressentimentos, sem amargura, sem birras. Parabéns a Paulo Teixeira Pinto.





Em matéria de popularidade na televisão, Jamie Oliver é uma estrela. Mas vale a pena conhecer Anthony Bourdain, de quem a D. Quixote já publicou Cozinha Confidencial (os seus programas são emitidos pelo Travel Channel). Imperdível o seu A Cook’s Tour (publicado no Brasil pela Companhia das Letras sob o título Em Busca do Prato Perfeito), bem como Nasty Bits (Maus Bocados na edição brasileira). As receitas do seu restaurante nova-iorquino (o Les Halles) estão publicadas em Les Halles Cookbook: Strategies, Recipes, and Techniques of Classic Bistro Cooking. Além disso, Tony Bourdain é também autor de romances policiais, como Um Osso na Garganta (publicado pela Ambar). A novidade é que Bourdain acaba de assinar contratos para mais três livros: Cooks, que continua o relato de Cozinha Confidencial (os segredos das cozinhas dos restaurantes…); No New Messages, um novo romance policial; e ainda um relato (sem título para já) da sua mudança com a família, durante um ano, para uma pequena aldeia vietnamita. Vão começar a sair no Outono de 2009. Vá conhecer melhor o seu trabalho de televisão e de viagens e o seu site pessoal
Sobre as alterações no grupo Random House e a passagem entre Peter Olson e Markus Dohle.
O LERBLOG gosta do projecto arquitectónico do stand da Angelus Novus na Feira do Livro de Lisboa.
A não perder os retratos da Book Expo America, enviado de Los Angeles por Isabel Coutinho para o seu blog, o Ciberescritas.
Reportagens, notícias e notas da Publishers Weekly aqui.
Ana Maria Barros, editora de literatura estrangeira (na área da língua Inglesa) da Asa, abandona os quadros da editora, ao fim de cerca de quinze anos de trabalho na casa.
A edição de Junho estará sábado próximo nas bancas -- e nas livrarias.
Decorreu em tom bastante aceso o debate na Casa Fernando Pessoa sobre «o que divide os editores», com Carlos da Veiga Ferreira, Tito Lyon de Castro, Rui Beja e Osvaldo Silvestre, moderado por Carlos Vaz Marques, e com a presença de muitos editores, jornalistas, professores e livreiros (Manuel Alberto Valente, Nelson de Matos, Guilherme Valente, A. Apolinário Lourenço, Manuel Frias Martins, João Galacho, Cristina Ovídio, Paulo Lopes, Rui M- Pereira, Francisco Belard, José Mário Silva, Paulo Ferreira e Nuno Seabra Lopes). Infelizmente, muito esclarecedor mas pouco elucidativo. Parece ter ficado no ar a proposta de uma aliança ou fusão a médio prazo entre a UEP e a APEL, corporizada por Rui Beja, provável candidato à presidência da APEL para o próximo mandato -- mas, ouvindo as declarações de Tito Lyon de Castro, Guilherme Valente, Carlos da Veiga Ferreira, por exemplo, não parece viável. Cenas explosivas, confessionais, longos excursos sobre o associativismo de editores, narrativas sobre as guerras recentes, houve de tudo um pouco. Mas o retrato não foi edificante.
Como excepção, de primeira categoria, a intervenção de Osvaldo Silvestre, professor e editor (da Angelus Novus).
Problemas na questão do preço fixo em França, via Le Monde:
«Mais qui veut la mort de la loi Lang ? Le consensus autour de ce texte, qui a instauré le prix unique du livre en France, voté à l'unanimité en 1981, pris depuis comme modèle à l'étranger et volontiers qualifié de "première loi de développement durable", semble aujourd'hui s'effriter à la faveur du projet de loi de modernisation de l'économie (LME), dont l'examen doit commencer, jeudi 29 mai, à l'Assemblée nationale.
[...]
Les librairies indépendantes, qui emploient 13 000 salariés, "ne pourraient pas résister à l'émergence d'un marché de solde à grande échelle dans les grandes surfaces comme sur Internet" ; de plus, "les éditeurs pâtiraient directement d'un report des achats de nouveautés dans l'attente des soldes" ; en ce qui concerne les écrivains, "le système envisagé ne profiterait qu'aux auteurs de best-sellers".
[...]
Restent les consommateurs. En entraînant une baisse du prix des livres, cette mesure devrait permettre aux clients d'acheter plus de livres. "Nos clients trouvent que les livres sont chers", explique Xavier Garambois, directeur général d'Amazon France, qui juge "très positive" l'initiative des deux députés. "Cela stimulerait le marché du livre, qui est moins dynamique en France qu'en Grande-Bretagne et où les nouveautés sont moins chères", poursuit-il.
[...]
Les livres sont-ils trop chers en France ? La question est posée. "La loi sur le prix unique est la pierre angulaire de la vie éditoriale. Elle n'empêche pas la concurrence et ne lèse pas les consommateurs", avertit Antoine Gallimard. Provocateur, Hervé de La Martinière estime que "les livres ne sont pas assez chers", si on considère le travail fourni par l'écrivain, l'éditeur, voire le temps passé à lire un livre au regard du coût d'une place de cinéma.»
O livro de Scott McClellan, antigo porta-voz de George W. Bush, What Happened: Inside the Bush White House and Washington’s Culture of Deception, está no centro de uma nova polémica nos Estados Unidos. Desenvolvimentos em Portugal no Público e Diário de Notícias.
Afinal, J. K. Rowling vai «continuar» a saga de Harry Potter. De acordo com o El País, trata-se de uma excepção em formato de 5000 caracteres para recolher fundos para o English PEN. Leilão na Sotheby´s no próximo dia 10 de Junho.
Alex Clark é a primeira mulher a ocupar um lugar de edição na revista Granta.
O escritor e dramaturgo inglês Hanif Kureishi (publicado em Portugal pela Teorema) aproveitou a passagem pelo Festival de Hay-on-Wye para fazer uma crítica violenta aos cursos de escrita criativa: «One of the things you notice is that when you switch on the television and a student has gone mad with a machine gun on a campus in America, it's always a writing student.» Notícia publicada no The Guardian.
Pedro Mexia é o próximo convidado de Os Livros Ardem Mal, encontro mensal no Teatro Académico Gil Vicente, em Coimbra. Dia 2, às 18h.
Pedro Vieira, ilustrador da LER, mostra os seus rabiscos [quase] exemplares a partir das leituras que fez de Max Aub (1903-1972). Inauguração dia 3 de Junho, na livraria Almedina (Atrium Saldanha). Haverá leitura de contos por José Mário Silva.
Há cada vez mais rumores em redor da Verbo. Nenhum deles confirmado.
Duzentos voluntários, 39 livrarias, 150 mil bilhetes a custar até 63 euros, 477 «eventos», 30 mil livros vendidos em dez dias. Os números do mítico festival Hay-on-Wye (termina a 1 de Junho) publicados no El País.
Notícias, rumores, invenções e impropérios para ler@circuloleitores.pt
1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)