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Livros. Notícias. Rumores. Apontamentos.

Bowles



Com tradução de José Agostinho Baptista, acaba de sair uma antologia da melhor poesia de Paul Bowles, o de O Céu que nos Protege, sim: Poemas, na Assírio & Alvim:

Foi uma longa viagem de regresso.
Os lírios brancos ondulavam junto aos muros.
O suor das uvas azuis
Brilhava como cristal.
Um vento que soprava do porto
Tocava a extensa erva.
Acho que pensávamos no porto
E em como ele parecia com a sua água azul
E nos seus veleiros que se moviam.

Mas ainda que o vento cheirasse às ondas
E ao pântano mais próximo
Os nossos pensamentos iam pela estrada fora.

As flautas são mais escassas hoje em dia
E os flutistas pouco talento têm.
Os lírios brancos estavam junto aos muros.

Guy Debord

Para lembrar o Maio de 68, a Antígona (que criou, entretanto, uma nova marca, a Orfeu Negro) lança o livro de Anselm Jappe dedicado ao pai do Situacionismo, Guy Debord. Oportunidade para recordar Debord, um dos rebeldes da nossa vida.

Assírio na Casa do Alentejo

Terminou há pouco uma sessão de apresentação de livros da Assírio & Alvim na Casa do Alentejo, em Lisboa. Vários: Esteves!, de René Huigen, apresentado por Fernando Venâncio e que incluiu a leitura de uma carta do próprio Huigen, de Amesterdão; O Último Minuete em Lisboa, de Fernando Venâncio, com apresentação de Francisco José Viegas; O Cavalo e o Sentimento, de Pedro Emauz Silva; e Bilhetes de Colares, de A.B. Kotter, aliás José Cutileiro, com apresentação de Henrique Granadeiro. Entre os presentes, Maria Filomena Mónica, Almeida Faria, Carlos Veiga Ferreira, Francisco Belard, Rui Ferreira e Sousa, Teresa P. Gouveia, Manuela Franco, Manuel Frias Martins, Ernesto Rodrigues, numa sala completamente cheia.

Maio de 68, já

«Nous ne sommes que le 1er avril et la célébration du quarantième anniversaire de mai 68 commence déjà à nous pomper l’air. C’est que le défilé annoncé des anciens combattants de la rue Gay-Lussac et des artères adjacentes a des airs de déjà vu, déjà lu et déjà connu. Peut-être n’en ferait-on pas autant si le candidat Sarkozy n’avait pas crû bon écraser de son mépris la pensée 68.» Começa assim o texto de Pierre Assouline, no seu blog, sobre as comemorações do Maio de 68.

Tudo o que sempre quis saber sobre o desporto aparentemente mais idiota do mundo a seguir ao curling

Mark Lamster assina um artigo interessante no The Los Angeles Times: sobre a Baseball Encyclopedia, que acaba de ser reeditada; a primeira edição foi de 1969 e, basicamente, é uma obra de arte tipográfica, editorial e literária -- basta fazer uma descrição dos cinco últimos jogos de Di Maggio para entrarmos no domínio da metafísica.

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