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TRIBUTO A Mário Cesariny NO CCB

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(Fotografia de Susana Paiva)  

 

Esta fim-de-semana, Sábado, dia 25, o CCB faz um tributo a Mário Cesariny.

A entrada é livre. 

 

Programa: 

 

14h - 19h: Poema Colagem – Homenagem a Mário Cesariny. Vídeo-instalação (curta-metragem de 16’). Foyer Almada Negreiros, Centro Cultural de Belém.

14h30: Casa Pia de Lisboa evoca Mário Cesariny. Alunos da Casa Pia de Lisboa lêem a poesia de Mário Cesariny e executam peças de Ravel, G. Händel e J.S. Bach. Sala Sophia de Mello Breyner Andresen, Centro Cultural de Belém.

15h: Maratona de leitura. Mário Cesariny dito por diferentes personalidades. Sala Fernando Pessoa, Centro Cultural de Belém.

15h30: Conversa sobre Mário Cesariny. Com José Manuel dos Santos, João Soares, Ilda David, Manuel Rosa e Elísio Summavielle (Presidente do CCB). Sala Luís de Freitas Branco, Centro Cultural de Belém.

17h - 18h30: Autografia. Documentário sobre Mário Cesariny realizado por Miguel Gonçalves Mendes (90’). Sala Luís de Freitas Branco, Centro Cultural de Belém.

18h: Orquestra Sinfónica Juvenil – Tributo a Mário Cesariny. Neste concerto ouve-se a música de que Cesariny gostava: a abertura de Tristão e Isolda, de Wagner, Concerto para Piano e Orquestra de Grieg, Valsas de Erik Satie. Em estreia mundial uma composição de Christopher Bochmann, feita a partir de versos de Cesariny. Direcção de Christopher Bochmann. Grande Auditório, Centro Cultural de Belém.

 

Um poema de Francisco José Viegas

O QUE NOS SEPARA DA LITERATURA 

 

Enquanto falam de literatura, a grande puta,

os professores falam uma língua invisível, 

cerrada em versos que os antepassados 

deviam ter escrito – e não escreveram. 

 

Labirintos, aquários, metáforas, ventanias, 

varandas nas colinas, tudo roubam como 

assaltantes sem método, nem glória, nem 

música, nem conhecimento da beleza que 

 

incendeia os bosques e ilumina os caminhos.  

Enquanto falam de literatura, a grande puta,

 a luz negra tudo apaga, tudo esconde e suja.

 

Mata-nos muito, a literatura – de tédio

ou de medo, ou de um horror que aprofunda

o que nos separa: isto e a vida, sempre.

 

UM POEMA DE LUÍS QUINTAIS

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 MÁQUINA

Nem sombra de fantasma dentro da máquina.
Ser apenas máquina.
Uma máquina de ler.
Uma máquina de dar de comer aos filhos.
Uma máquina de escrever sem qwerty ou azerty,
irreconhecível, mas uma máquina em todo o caso.
Uma máquina de foder.
Uma máquina de beber.
Uma máquina ser erro maquínico.
Uma máquina sem improvável intenção,
melancolia, elegia, meta-representação mortal
e desabrida.
Uma máquina que se finasse depois, sem dor,
de pura obsolescência.
Uma máquina sem dor nem tédio.
Uma máquina sem estados de alma.
Uma máquina sem alma.

Luís Quintais, in "A Noite Imóvel", ed. Assírio & Alvim

W.G. SEBALD - HISTÓRIA NATURAL DA DESTRUIÇÃO

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História Natural da Destruição, do escritor alemão W.G. Sebald, chegou às livrarias. 

Este título encontrava-se esgotado em Portugal há vários anos. Nele, Sebald descreve a devastação da Alemanha imposta pelos bombardeamentos dos aliados, a destruição dos centros urbanos e as vítimas civis, meditando ainda sobre o subsequente silêncio da maioria dos escritores de língua alemã no período pós-guerra.

 

 

 

 

PAULO JOSÉ MIRANDA - O REGRESSO DO POETA À ALDEIA

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18 Março 2017 | 16:00H
Sociedade Musical 5 de Outubro | Aldeia de Paio Pires

 

Paulo José Miranda, romancista, poeta e dramaturgo que nasceu na Aldeia de Paio Pires a 21 de Maio de 1965 e que conta com dezassete livros editados e com algumas distinções, entre as quais se destacam, em 1997, o Prémio Teixeira de Pascoaes com "A Voz Que Nos Trai", em 1999, o Prémio Literário José Saramago com “Natureza Morta” e em 2015, o Prémio da SPA|RTP com "Exercícios de Humano".

Este evento insere-se na comemoração dos 20 anos do lançamento do livro “A Voz Que Nos Trai” e que contará com a presença de António de Castro Caeiro, que fará uma retrospectiva da obra do poeta Paulo José Miranda.

A Abysmo terá no local grande parte da sua obra para aquisição.

 

DEREK WALCOTT: 1930 - 2017

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O Nobel da Literatura Derek Walcott morreu hoje aos 87 anos, em casa, em Santa Lucia, nas Antilhas.

 

De acordo com o jornal local St. Lucia News Online, Derek Walcott morreu em casa pelas 07h30 locais, após doença prolongada.   

Derek Walcott foi distinguido com o Nobel da Literatura em 1992 e com o prémio T. S. Eliot para a poesia em 2011. 

 

LEITURAS DE TERESA COUTINHO

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Este Sábado, dia 18 de Março, a actriz Teresa Coutinho lerá textos de Jean Genet, Samuel Beckett, Marguerite Duras, Antonin Artaud, Albert Camus, de acordo com a sua vontade e selecção. 

Local: Galegas 7

Morada: Travessa da Ribeira Nova, nº 7, Lisboa

Horário: 19h - 22h