Em 1961, Lúcio de Sousa Dias publica um livro (Pequena Volta ao Mundo) que, afinal, foi escrito por Eduardo Lourenço. Uma descoberta revelada agora na LER.
A 1 de fevereiro de 1937 nascia em Coimbra um dos maiores «craques» portugueses, desaparecido cedo demais. Dedicamos este número aos seus «trabalhos e paixões» com um bónus: dois contos inéditos.
Os dois trocam uma ideias sobre o assunto em conversa com Carlos Vaz Marques. Que assunto?
Após uma competição renhida nos últimos meses, eis a frase vencedora do concurso lançado nas páginas do nosso provedor. A autoria é de Mariana Ramos Pereira, 31 anos. A t-shirt LER estará pronta nos próximos meses, sendo esta imagem apenas um esboço ilustrativo, não o desenho final. Brevemente daremos notícias.
The Cats of Copenhagen, agora descoberto e publicado numa edição limitada de 200 exemplares ilustrados, com preços entre os 300 e os 1200 euros, foi escrito numa carta enviada pelo escritor irlandês, então a viver na Dinamarca, ao seu neto de quatro anos Stephen James Joyce. Apesar dos livros publicados por James Joyce terem entrado no domínio público europeu a 1 de janeiro, a dúvida permanece sobre os direitos dos inéditos entretanto descobertos e publicados.
«valter hugo mãe se adentra con éxito en este laberinto, cargado con las armas que le son más propias: la sensibilidad y la ironía, y construye una fábula sobre la identidad que es, a su vez, también una reflexión sobre el amor y el valor de la amistad, sobre la libertad, la locura, la piedad o la muerte como espías rendidos ante la posibilidad de celebrar en la vejez un pasado que nos enseña que el paso del tiempo no es lineal, que juega con los personajes (y con el deslumbrado lector) gracias a la salvación que supone su propia senilidad. Así, se dan cita en esta novela, todos bajo el techo de la residencia de ancianos, personajes de poemas de Fernando Pessoa, resistentes de la dictadura salazarista, una virgen de Fátima con piezas de quita y pon y el imaginario futbolístico portugués, teñido de presión política. Todo ello con el trasfondo biográfico de la muerte del padre del autor, al que homenajea en este libro conmovedor que nos hace constantemente sonreír, una de las mejores novelas publicadas en Portugal en los últimos años.» Excerto da crítica ao romance A Máquina de Fazer Espanhóis publicada no El País.
ALGUNS GOSTAM DE POESIA
Alguns —
quer dizer nem todos.
Nem a maioria de todos, mas a minoria.
Excluindo escolas, onde se deve,
e os próprios poetas
serão talvez dois em mil.
Gostam —
mas também se gosta de canja de massa,
gosta-se da lisonja e da cor azul,
gosta-se de um velho cachecol,
gosta-se de levar a sua avante,
gosta-se de fazer festas a um cão.
De poesia —
mas o que é a poesia?
Algumas respostas vagas
já foram dadas,
mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro
como a um corrimão providencial.
Poema da Nobel polaca Wisława Szymborska.
António Mega Ferreira, José Mário Silva e Nuno Artur Silva falam sobre «o seu Borges» no momento em que chegam às livrarias O Livro de Areia e História da Eternidade, os dois primeiros títulos da edição da Obra Completa levada a cabo pela Quetzal. Dia 9 de fevereiro, às 18h30, na Bertrand do Chiado.
Com o programa das Correntes d'Escritas divulgado, destacamos a presença de Rubem Fonseca na primeira mesa (23 de fevereiro, às 17h), na companhia de Hélia Correia ou Eduardo Lourenço, a entrega dos Prémios de Edição LER/Booktailors (ainda em fase de votação do público) no dia 25 de fevereiro, a partir das 19h30, e um brinde especial da revista LER, entre outras surpresas, após o jantar desse último dia de festival. A LER também estará presente nas escolas da Póvoa do Varzim para divulgar a iniciativa «15/25».
Em 1960, Eduardo Lourenço escreveu «A Volta ao Mundo de Avião em 80 Dias», manuscrito que seria publicado em 1961 com o título Pequena Volta ao Mundo. Mas quem assinou o livro de 108 páginas? Lúcio de Sousa Dias, um amigo que pediu esse favor ao ensaísta português, depois de concluir uma grande viagem alguns anos antes. «Estou convencido que com a tua veia literária o livro será um sucesso», escrevia Lúcio de Sousa Dias na carta de 23 de novembro de 1959. Uma descoberta agora revelada nas páginas da LER – e com todos os pormenores.
O espólio do mais recente Prémio Pessoa é um labirinto de páginas soltas ou agendas minúsculas totalmente anotadas. Durante ano e meio, a investigadoraBarbara Aniello recolheu e transcreveu centenas de notas e reflexões de Eduardo Lourenço sobre música, num arco temporal que liga 1948 a 2006. É «o diário musical perdido de Eduardo Lourenço», assegura a historiadora de arte italiana no volume que acaba de organizar para a Gradiva (Tempo da Música, Música do Tempo), e do qual publicamos alguns trechos inéditos.
Há 75 anos, a 1 de fevereiro de 1937,nascia em Coimbra Fernando Assis Pacheco – poeta, ficcionista, jornalista – um dos maiores craques portugueses, desaparecido cedo demais. Dedicamos este número aos seus trabalhos e paixões, e convocámos todos os cronistas. Publicamos contos inéditos de Assis Pacheco (escritos dias antes de morrer), um roteiro sentimental, um extrato da biografia assinada por Nuno Costa Santos, ensaios de Gustavo Rubim e Fernando Venâncio, e quatro colagens originais do autor d’A Musa Irregular, entre outras homenagens.
Ricardo Araújo Pereira e Abel Barros Baptista trocam uma ideias sobre o assunto em conversa com Carlos Vaz Marques. Que assunto? A comédia que mensalmente debatem num anfiteatro da Universidade Nova de Lisboa.
A segunda edição de «15/25» continua a mostrar alguns dos novos talentos em prosa e poesia: Jennifer Jesus, de 19 anos, Olga Alves, de 22, ou Vítor Ferreira, de 18. De Santo André de Vagos a Leça do Balio, de Nisa a Faro, e de Sarilhos Grandes a Santo André de Vagos.
Não esquecemos o último livro de Harold Bloom, os 200 anos de Charles Dickens ou os finalistas dos Prémios de Edição LER/Booktailors. Razões mais do que suficientes para não perder a nova LER, quarta-feira nas bancas.
De portas abertas aqui.
As Livrarias Bertrand acabam de lançar um questionário, anónimo e confidencial, sobre «hábitos de leitura e consumo de livros». Aberto a todos os leitores até 29 de fevereiro.
A proposta faz parte da nova candidatura presidencial.
A obra do autor francês de 61 anos foi distinguida pela 39.ª edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Angôuleme. «O seu traço meticuloso e sensível, a sua paleta de cores espetaculares, o seu sentido da narrativa e a sua escrita fazem de Jean-Claude Denis um artista incomparável», comentou o crítico e editor Dominique Poncet.
A intenção é divulgada num comunicado conjunto da Imprensa Nacional-Casa da Moeda e do Grupo Almedina, semanas depois do anúncio do encerramento da Livraria Camões, no Rio de Janeiro, e do abaixo-assinado de dezenas de escritores de língua portuguesa.
A primeira sessão em direto decorreu na sexta-feira. Para acompanhar aqui.
Até 15 de fevereiro pode escolher aqui o melhor em várias categorias. A cerimónia de entrega terá lugar a 25 de fevereiro, pelas 19.30, no auditório do Correntes d'Escritas.
No momento em que uma nova proposta de lei do PS sobre a cópia privada começa a ser discutida e analisada por um grupo de trabalho parlamentar, a Sociedade Portuguesa de Autores promove um abaixo-assinado que exige uma nova lei.
Um património público europeu disponível a todas as editoras.
Bónus editorial de um projeto que acrescenta mais mil cartas à antologia conhecida da correspondência do escritor argentino.
Um catálogo para compra e empréstimo lançado ontem.
Um embate há muito esperado com moderação de Carlos Vaz Marques. Quem são os protagonistas da capa da LER de fevereiro?
Na arca labiríntica de Pessoa os investigadores Pedro Sepúlveda e Jorge Uribe descobriram 43 textos inéditos sobre «sebastianismo e o Quinto Império». O resultado chega amanhã às livrarias em novo volume da «Nova Série de Obras de Fernando Pessoa», coordenada pelo colombiano Jerónimo Pizarro, que, recorde-se, revela parte deste universo pessoano até agora desconhecido na edição da janeiro da LER (ainda nas bancas).
Os agentes do escritor norte-americano aguardavam pelo seu novo romance, mas Cormac McCarthy apareceu com um argumento intitulado The Counselor.
E a lista dos livros que mereceram atenção presidencial.
José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia decidiram atribuir a quinta edição do Prémio Fundação Inês de Castro ao romance Uma Viagem à Índia, de Gonçalo M. Tavares, que sucede assim a Pedro Tamen, Teolinda Gersão, José Tolentino de Mendonça e Hélia Correia.
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1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
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13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
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16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
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20. Knoxville, o território de McCarthy.
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22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço
Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)