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Entrevista: Ferreira Fernandes

José Joaquim Ferreira Fernandes, nascido em 1948 em São Paulo, Luanda, é cronista e repórter. Emociona-se quando fala da infância em Luanda, e da Luanda de hoje. Tenso quando diz que não gosta do que pensou e fez nos anos de 1974 e 1975

EXCLUSIVO: Salman Rushdie sobre García Márquez

«Ele era jornalista e nunca perdia os factos de vista. Era um sonhador que acreditava na verdade dos sonhos. Era também um escritor capaz de momentos de uma beleza delirante e por vezes cómica.»

Joaquim Leitão: um gajo atado à cama

A sua cinefilia não nasceu com a Super 8, mas nas cadeiras dos «cinemas de reprise». Nos anos 60, estas salas eram uma espécie de clube de vídeo dois filmes por cinco escudos. Foi assim que chocou de frente com «o primeiro par de seios». E assim se fez um cinéfilo. Por Henrique Raposo.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2014
A China tem tudo guardado: os livros antigos do Ocidente que escaparam à Revolução Cultural
23 Julho, 2014

A China abre as suas arcas — e expõe, em Beijing a partir de 1 de Agosto, uma primeira seleção dos seus arquivos de livros raros e antigos do Ocidente. Calcula-se que a Biblioteca Nacional tenha cerca de 50.000 livros antigos (anteriores a 1850), na maior parte das línguas ocidentais. É a primeira vez que uma exposição desta natureza oferece um catálogo tão extenso; julga-se que durante a Revolução Cultural (1966-1969) tenham sido destruídos milhares de exemplares. 

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J.D. Salinger: três histórias
23 Julho, 2014

    

Uma pequena editora do Tennessee, Devault-Graves, reeditou três histórias de J.D. Salinger publicadas otiginalmente na revistas Story e City nos anos quarenta, mas nunca registadas pelo autor de À Espera no Centeio. Com novíssimas ilustrações.

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Raymond Chandler e Ian Fleming: um encontro inesquecível e ainda audível
23 Julho, 2014

 

O criador de Philip Marlowe, Raymond Chandler, e o de James Bond, Ian Fleming: o segundo entrevista e conversa com o autor de A Dama do Lago sobre uma questão insolúvel: o que faz um bom thriller? São cerca de 30 minutos de gravações tornadas públicas pela primeira vez em 1988; Chandler morreria pouco tempo depois dessa conversa — aqui em quatro fragmentos de 7 minutos e 30 segundos aproximadamente cada uma.

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Sete razões para não escrever um romance, segundo Javier Marías
23 Julho, 2014

Primeira: há muitos romances e pouca gente a lê-los; segunda: escrever é uma atividade que não tem grande mérito nem mistério — poetas, filósofos, linguistas, apresentadores de televisão, treinadores de futebol, engenheiros, professores, padres, psiquiatras, soldados ou jornalistas, todos podem fazê-lo; terceira: não dá muito dinheiro...; quarta: escrever um romance não garante a fama ou a notoriedade – que vêm da televisão, por exemplo; quinta: também não confere imortalidade ou direito à posteridade;  sexta: escrever um romances não é assim tão extraordinário para o ego; sétima: aquelas razões clássicas que movem ou caracterizam o trabalho do romancista, também não são tão especiais como se julga. Claro que há uma razão para o fazer. Está tudo num artigo da Three Penny Review, agora republicado pelo The Independent, de Londres.

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Alessandro Baricco: «Falo de tantas coisas que de vez em quando digo parvoíces.»
23 Julho, 2014

Entrevista com Alessandro Baricco, o autor de Seda, no Clarín de Buenos Aires:

«Hablo de tantas cosas que cada tanto digo pavadas. Pero lo que sucede es que, cuando yo era joven, había una cultura muy especializada. Estaba aquel que hablaba sólo de moral, el que hablaba sólo de política en sentido estricto, y así. No había muchos intelectuales que pudieran hablar de un espectro amplio de cosas. El primer modelo fue Umberto Eco, que escribía ensayos de semiología hablando de Woody Allen o de Walt Disney. Para nosotros era un modelo de posibilidad, pero estaba él solo. Yo tuve un profesor que es un filósofo bastante conocido para ustedes los argentinos, que se llama (Gianni) Vattimo, que para explicar a Heidegger o a Nietzsche podía citar a la publicidad. El resto de la cultura era muy especializada. Hoy se demostró que el verdadero aporte a la cultura lo hacen aquellos pensadores que pueden considerar un amplio espectro. A mí me venía en mente enseguida comparar cómo jugaba al tenis McEnroe con el modo en el que Rossini hacía música o con cómo escribía Celine. Me parecía la cosa más interesante del mundo. Lo hice toda la vida.»

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Saramago: Skylight nos escaparates
23 Julho, 2014

 

Edições americana e inglesa, respetivamente.

 

Ursula K. Le Guin assina a crítica a Skylight (A Clarabóia), de José Saramago, no The Guardian; também no The Independent, crítica de James Runcie: «What kind of writer Saramago would have become had the novel been accepted and published in 1953. Might he have been more conservative and consciously "populist"? Did he need 20 wilderness years to think about what it must mean to be a truly radical writer, experimenting with form and style before discovering a unique voice that ultimately dispensed with most punctuation, and even the use of capital letters?»

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Rowling e o despeito
23 Julho, 2014

As  “redes sociais literárias” – vulgo “campeonato do despeito” – nunca suportaram J.K. Rowling, a criadora de Harry Potter. Há duas razões para isso: Rowling não pertence “ao grupo” (embora tivesse sido publicada pela Bloomsbury, uma editora muito literária) e vendia bastante, captando a atenção de milhões de miúdos. Gostei dela sem a ter lido (só li três livros): Rowling estava a reabilitar a ideia de fantasia e de adolescência, além de ser bonita e discreta. Depois de Harry Potter, publicou três romances, dois deles policiais. E voltou ao mago de Hogwarts num conto passado na Patagónia – para anunciar que a personagem, agora com 34 anos, continua a sua vida. Isto irrita muito as pessoas despeitadas. Uma dessas escritoras, de cabeção e lunetas, veio miar que se trata de ‘literatura de segunda’. É não perceber nada. Trata-se de uma história de fantasia. Não quer ser literatura nem usar cabeção. [FJV]

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Primeiras escolhas para o Booker
23 Julho, 2014

Aqui está a primeira lista dos livros escolhidos para o Booker. Entre eles, Ali Smith, Siri Hustvedt, Neel Mukherjee, por exemplo. 

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Terça-feira, 22 de Julho de 2014
25 livros-25 anos. Uma lista: entre o pó e a posteridade
22 Julho, 2014

  

 

 

Por José do Carmo Francisco

 

«Ser conhecido não é o mesmo que ser importante, nós aqui fazemos simples notas de leitura mas só o tempo pode distinguir o pó da posteridade.» Mais palavra menos palavra, foi esta a recomendação que Jacinto Baptista me fez em Agosto de 1978 no velho Diário Popular. Hoje como ontem existem muitos equívocos na História da Literatura Portuguesa. Há cem anos Augusto Gil era mais conhecido do que Camilo Pessanha tal como tempos antes Pinheiro Chagas era mais popular do que Eça de Queirós enquanto, por outro lado, Cláudio Nunes era muito mais divulgado pelos jornais da sua época do que Cesário Verde.

Por todas as razões e mais uma («somos um país pequeno, toda a gente se conhece») é um risco muito grande a elaboração de uma lista deste tipo mas se os leitores perceberem que se trata apenas de uma lista pessoal, tudo se torna mais simples. No meu caso é ainda mais pessoal pois o meu percurso nas Letras é um pouco atípico. Em primeiro lugar porque não passei pelos bancos da Universidade, os meus bancos eram outros e à hora de almoço na velha Parceria A. M. Pereira conheci autores como Romeu Correia, José Palla e Carmo, Natália Correia, Ruben A. e Luiz Pacheco. As coisas aconteciam de modo informal, havia em 1966 Suplementos Culturais nos diversos jornais vespertinos e matutinos, tornei-me assinante da Seara Nova, cujo director-adjunto era o meu colega Vasco Martins.

Uma descoberta espantosa foi o romance A Torre da Barbela de Ruben A. com um prefácio/ensaio de José Palla e Carmo. As Páginas V, as primeiras que li, foram um abalo sísmico para quem vinha de uma Escola Comercial e conhecia apenas os escritores dos livros obrigatórios. Ruben A. não vinha na Antologia oficial mas só muito tempo depois soube porquê. Pois um dos livros que poderia ter entrado nesta lista é a Obra Ântuma de José Palla e Carmo mas a sua data é de 1986. Para quem não se esquece do refinado humor das suas crónicas no Jornal de Letras com o nome civil de José Sesinando, pode fazer uma ideia do conteúdo deste livro que, apesar de tudo, não entra na lista.

Outro livro que poderia ter entrado é o Vida e morte dos Santiagos de Mário Ventura mas é do ano de 1985. Vinha a calhar um livro que é uma revisitação da História no sentido total do termo: a vida de uma família dentro da vida de uma província portuguesa – o Alentejo. Entre o universo pessoal e o espaço político, o herói é a própria terra que salta dos mapas e suja de pó as botas dos homens. Poderia falar de Nenhum olhar de José Luís Peixoto que pisa os mesmos terrenos (Planície) de Levantado do chão de José Saramago mas os heróis do segundo voltam à vida depois da morte enquanto os do primeiro voltam à morte depois da vida.

Sem esquecer Os putos-contos escolhidos de Altino do Tojal numa edição de 2009 da Bonecos Rebeldes mas trata-se de uma reedição com uma selecção do autor, daí ter sido colocada fora do inventário. Já o mais recente livro de poemas de Liberto Cruz tem o problema de ser uma edição de 2012, por isso não pode integrar a lista. Ernesto Rodrigues e Fernando Venâncio são autores das excelentes antologias Crónica Jornalística do século XIX e XX, respectivamente, uma de 2003 e outra de 2004 e também poderiam ter entrado na lista mas já não havia lugar. Tal como não houve para Orlando Neves (Parábola da inocência) de 2002 da Editora Notícias e Fernando Grade, a festejar 50 anos de vida literária em 2012, com Poemas de Natal (2005) da Editora Mic.  Nem lugar para livros de autores tão diversos como João Camilo, Alexandre O´Neill, António Osório, Maria Velho da Costa, Manuel Tiago, Vergílio Alberto Vieira, Maria Ondina Braga, Nuno Júdice, Helder Macedo, Teresa Horta, Manuel Frias Martins, Francisco Bugalho, Joana Ruas, José Saramago, Valter Hugo Mãe, Maria Alzira Seixo, Emanuel Félix ou Teolinda Gersão. Uma lista como esta pode dar origem a outra lista e assim sucessivamente.

Mas não vale a pena prolongar a discussão. O que está feito está feito, tudo nas escolhas é absolutamente relativo e daqui a 25 anos outras listas com outros nomes surgirão nesta ou noutra Revista. A vida é um mistério, não um negócio. Se fosse um negócio os ricos compravam a saúde e morriam mais tarde que os outros. E quem diz saúde diz talento para escrever – que não é coisa que se compre na vida de todos os dias. E ainda bem.  

 

 

Já não gosto de chocolates. Álamo Oliveira, Salamandra, 1999

A cidade do homem. Amadeu Lopes Sabino, Sextante, 2010

Matar a imagem. Ana Teresa Pereira, Caminho, 1989

Exortação aos crocodilos. António Lobo Antunes, Dom Quixote, 1999

Lisboas. Armando Silva Carvalho, Quetzal, 2000

Ilha grande fechada. Daniel de Sá, Salamandra, 1992

Obra poética – 1948/1988. David Mourão-Ferreira, Presença, 1988

Os meus sentimentos. Dulce Maria Cardoso, ASA, 2005

Trabalhos e paixões de Benito Prada. Fernando Assis Pacheco, ASA, 1993

Tendências dominantes da Poesia Portuguesa da Década de 50. Fernando J.B. Martinho, Colibri, 1996

Contos, fábulas e outras ficções (org. Zetho Gonçalves). Fernando Pessoa, Bonecos Rebeldes, 2008

A cova do lagarto. Filomena Marona Beja, Sextante, 2007

Longe de Manaus. Francisco José Viegas, ASA, 2005

O último cais. Helena Marques, Dom Quixote, 1992

Lillias Fraser. Hélia Correia, Relógio d´Água, 2001

Gente feliz com lágrimas. João de Melo, Dom Quixote, 1988

Vou-me embora de mim. Joaquim Pessoa, Hugin, 2000

De Profundis, Valsa Lenta. José Cardoso Pires, Círculo de Leitores, 1998

O cemitério de Pianos. José Luís Peixoto, Bertrand, 2006

De mãos no fogo. Júlio Conrado, Notícias, 2001

O vale da paixão. Lídia Jorge, Dom Quixote, 1998

Era bom que trocássemos umas ideias sobre o assunto. Mário de Carvalho, Caminho, 1995

Os objectos inquietantes. Nicolau Saião, Caminho, 1992

Domínio Público. Paulo Castilho, Dom Quixote, 2011

O livro do sapateiro. Pedro Tamen, Dom Quixote 2011

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Sexta-feira, 18 de Julho de 2014
João Ubaldo: a voz
18 Julho, 2014

João Ubaldo Ribeiro no programa Roda Vida, da TV Educativa.

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Adeus a João Ubaldo
18 Julho, 2014

Morreu João Ubaldo Ribeiro

 

«Não posso conceber consagração maior do que ser reconhecido pelos povos que usam nossa língua, pelos povos que de certa forma partilham a nossa alma. É bom saber que enquanto escritor da língua portuguesa pude cumprir a minha obrigação com seriedade e amor porque é desta língua que vivo. E nada mais me enaltece do que imaginar que esta língua me agradece.»

João Ubaldo Ribeiro na cerimónia da entrega do Prémio Camões,

na tarde de 23 de Stetembro de 2008, Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

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Quinta-feira, 17 de Julho de 2014
Finalmente num só volume: Smiley e uma das guerras com Karla
17 Julho, 2014

 

O Ilustre Colegial é a parte que faltava nas histórias de George Smiley e da sua inimizade com Karla, o fatal inimigo soviético. Para quem leu aos pedaços O Venerável Espião, aqui está a oportunidade para reler tudo em conjunto num volume de 656 páginas (edição Dom Quixote).

publicado por Ler às 17:11
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Um cartão do clube de e-books — a nova arma da Amazon
17 Julho, 2014

 

Sim, trata-se de uma experiência a concretizar: a Amazon oferece acesso a cerca de 600 000 títulos (em inglês) de e-books e de audio-books pelo simpático preço de 9,99 dólares por mês. Como a história tem avanços e recuos, aqui está o essencial.

publicado por Ler às 15:36
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Paixão pelos livros, sim senhor; mas há limites para a estupidez (diz o Agent Orange)
17 Julho, 2014

O blog do Agent Orange (um agente literário cuja identidade é apenas conhecida de muito poucos) regressa para colocar questões importantes aos editores: 

«It’s all very well banging on about the “passion” for books that people in publishing have, but if that isn’t backed up by courageous and clear-sighted leadership, talk of passion increasingly seems like code for stupidity—or the sort of thing you tell the children.

It is easy to point the finger at the big, bad wolf. Publishing needs to take a longer, harder look at its own complicity in its troubles and direct some of that blame inwards as well as outwards.»

publicado por Ler às 15:33
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Terça-feira, 15 de Julho de 2014
Geoff Dyer sobre a fenomenologia e estratégia da dentadinha
15 Julho, 2014

Fotografia de Tony Gentile

 

Aí está: Geoff Dyer sobre Luis Suárez, o grande mestre. Nesta imagem, Dyer (o autor de Mas É Bonito e de Ioga para Pessoas que Não Estão para fazer Ioga) vê Suárez a tocar harmónica e Chiellini a fazer uma saudação a Mussolini. É ler, é ler. 

 

publicado por Ler às 15:45
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Nadine Gordimer: as leituras [act.]
15 Julho, 2014

 

Cinco livros imprescindíveis, no The Guardian. O excelente obituário do The Daily Telegraph, do The Guardian e do The New York Times — artigo no The Los Angeles TimesNadine Gordimer: How books fostered a critic of apartheid», de Carolyn Kellogg), 

E um texto da escritora na New Republic («Morals are the husband and wife of literature»).

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Uma boa ideia para ver quem tem unhas para tocar guitarra e vender livros
15 Julho, 2014

Na capital do Illinóis toda a gente ficou contente com o Chicago Independent Bookstore Day: “It was like Book Christmas in July.” Reportagem na Publishers Weekly.

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Sexta-feira, 27 de Junho de 2014
Chandler aos nossos pés
27 Junho, 2014

Chandler na sua única aparição no cinema:

uma curiosidade fatal. Sentado, em Double Indemnity

 

 

Hollywood presta homenagem a Raymond Chandler: o autor de The Big Sleep vai ter uma estrela no «passeio da fama».

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Segunda-feira, 16 de Junho de 2014
Simona entre os jacarandás
16 Junho, 2014

Depois de vários anos na Civilização, Simona Cattabiani transita para o grupo Presença, onde dirige a nova chancela Jacarandá. A partir de Outubro, atenção a este catálogo, onde brilham os nomes de Hilary Mantel, David Nicholls — ou Keith Richards, de quem Simona publicará o seu livro para crianças. 

 

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Já nas bancas!
16 Junho, 2014

 

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Quarta-feira, 9 de Abril de 2014
Egípcio pede indemnização a Israel pelas sete pragas. (Nada de desculpas: está na Bíblia.)
09 Abril, 2014

Ahmad Al Gamal é um colunista popular que escreve no Al Ahram e no Al Masri Al Yawm — e acha que o governo egípcio deve pedir a Israel uma indemnização pelas 10 praga que, através de Moisés, Deus terá enviado ao Egipto para obrigar o faraó a libertar os judeus do estado de escravidão. Já foi há milénios? É indiferente. Ahmad Al Gamal escolheu justamente esta data — a véspera de Páscoa, Pessach, a 14 de Abril — quando se celebra a libertação. «Devemos ser indemnizados pelas 10 pragas que foram dirigidas contra nós como resultado das maldições que os antepassados judeus lançaram. Os egípcios não mereciam pagar pelo mau governante desse tempo, o faraó.» Está no Livro. 

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Marc Augé: entrevista
09 Abril, 2014

No Clarín, de Buenos Aires: «É mais fácil falar do passado, porque todos temos coisas a dizer. Mas falar do futuro é difícil. E por que é que não falamos do futuro, quando a ciência vai à frente e progride? Há muitas razões, a primeira delas é o fracasso das utopias do século XIX e do século XX, principalmente o marxismo. Aliás, acho que estamos a viver o fracasso da última grande utopia liberal, com Fukuyama e o o fim da história. Por um lado, as ditaduras acomodam-se muito bem no mercado liberal; e, por outro, vemos que a diferença entre a franja mais rica dos ricos e a mais pobre dos pobres não pára de crescer, quer dizer, não há nenhuma realidade correspondente à utopia do fim da história.»

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Eutopia: uma nova revista para uma ideia assim-assim
09 Abril, 2014

Uma revista europeia — a ideia não é propriamente original, mas o projecto mobilizou quatro editores além da francesa Seuil: a Editorial Debate (Espanha), Fischer Verlag (Alemanha) e a Laterza (Itália) – sem mencionar o patrocínio da Telecom Italia. Porquê esta empresa? Porque a sede da redacção será Roma, e o director é o correspondente do Liberation em Itália, Eric Jozsef. Todos os artigos serão publicados na língua original do colaborador — e em inglês. 

publicado por Ler às 15:18
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A inveja, parte um: o Hay Festival de 2014
09 Abril, 2014

O actor Richard Burton em Milk Wood, lugar do Hay Festival — enquanto

gravava um documentário sobre Dylan Thomas.

 

Está já disponível o programa do Hay Festival deste ano, entre 22 de Maio e 1 de Junho, em Milk Wood, Gales. Além dos cem anos de Dylan Thomas, haverá Niall Ferguson, Stephen Fry e Judi Dench para falar de Shakespeare, cozinheiros da moda para preparar refeições de primavera — e a belíssima-belíssima-belíssima Livraria do Festival. Roam-se de inveja (podem comprar ingressos aqui). Depois enviamos fotos. 

 

Entretanto, juntamos algumas imagens do Hay do ano passado:

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Ler às 14:58
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Olha, a CIA lambém leu o Doutor Jivago
09 Abril, 2014

Durante a Guerra Fria, a CIA publicou várias edições russas de Doutor Jivago, de Boris Pasternak — como arma de propaganda anti-soviética. O livro esteve proibido na ex-URSS até 1989. A primeira edição do livro foi publicada em italiano, em 1957, e só em 1958 foi impressa a edição americana. 

publicado por Ler às 14:44
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Terça-feira, 8 de Abril de 2014
'Pins' para fanáticos de livros
08 Abril, 2014

Pequenos pins para quem não dispensa os clássicos que ama:

 

 

 

 

 

 

publicado por Ler às 19:21
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Como não escrever um romance de sucesso
08 Abril, 2014

Cinco conselhos úteis: 1) procrastinar; 2) investigar sobre os personagens do livro; 3) não se interessar pelo ‘plot’; 4) complicar até arruinar tudo; 5) ter medo da rejeição. O autor do artigo seguiu todos eles.

publicado por Ler às 19:19
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Segunda-feira, 7 de Abril de 2014
Cyberbullying na Amazon
07 Abril, 2014

Anne Rice é uma das principais assinaturas numa petição para que a Amazon deixe de permitir críticas de livros anónimas dos seus utilizadores — um combate, dizem, contra o cyberbullying a autores.

publicado por Ler às 14:21
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Terça-feira, 1 de Abril de 2014
Ler faz mal à saúde e é prejudicial para os que nos rodeiam
01 Abril, 2014

 

 

© Joost Swarte

 

Artigo de Leo Robson na New Statesman em torno de três livros que tratam de livros e da arte da leitura — mas o título é mesmo este: «Reading Won't Make You a Better Person». Já sabíamos.

publicado por Ler às 09:25
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Segunda-feira, 31 de Março de 2014
Bookshelfie: ilusão, pura ilusão
31 Março, 2014

 

 

Continuemos a aventura dos shelfies: Eis como se representa, também, o amor pelos livros no Museu de Arte da Bahia, em Salvador. À vista desarmada, trata-se de uma estante com arrumação perfeita — demasiado perfeita — de livros que gostaríamos de ter, de folhear e, depois, de ler. Bom, mas depois aproximamo-nos:

 

A beleza dos livros continua intacta, e apetece cada vez mais folheá-los, apreciando as lombadas de encadernações bem tratadas. Aproximemo-nos mais ainda:

 

 

Precisamente: não se trata de livros — mas de amostras de madeiras brasileiras, talhadas como livros, nas suas cores naturais ou preparadas com óleos naturais, e feitas para se parecerem com livros. Uma ilusão que não desfavorece os livros:

 

publicado por Ler às 15:01
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1. Os 50 autores mais influentes do século XX.
2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
3. Charles Darwin, 200 anos depois.
4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
12. Breve Introdução à Teoria Literária.
13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
15. Entrevista A. M. Pires Cabral.
16. Dinis Machado: «Só quis escrever um livro».
17. Retratos de um Nobel.
18. Os últimos e-mails de Stieg Larsson.
19. Os 200 anos de Edgar Allan Poe.
20. Knoxville, o território de McCarthy.
21. O bibliotecário ambulante.
22. Dez escritores europeus que (já) mereciam ser traduzidos em Portugal.
23. Entrevista Mia Couto.
24. Entrevista Vasco Pulido Valente.
25. Inéditos Vinicius de Moraes.
26. Os heterónimos de Eduardo Lourenço

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