












Estes são os nomes dos vencedores do passatempo Minotauro/LER:
Isabel Sá, Célia Amador, Carlos Miguel Pereira e Diogo Duarte.
Os livros seguem pelo correio.

Muita gente pensa que Martin Amis nunca ganhará o Man Booker. Mas, este ano, a shortlist de livros para o prémio ignora Martin Amis e o seu A Viúva Grávida — bem como Ian McEwan ou Salman Rushdie. O The Guardian explica porquê (os responsáveis assumem que se trata de uma lista para divertir e provocar). Ou não.

Os e-books para iPad já vêm com extras, nomeadamente vídeos (booktrailers) e materiais de promoção. A ler no The New York Times.
Entrevista com Margaret Atwood, na Literary Review – e a sua opinião sobre os e-books: «A similar thing happened with the invention of the printing press, and also with the invention of the paperback. With the invention of the printing press, everybody thought it was the end of the world because the masses were going to get literate, which they then did. They started reading the Bible and breaking off from the Roman Catholic Church, and there were a lot of religious wars. Then came the eighteenth century, which was an age when literacy was spreading very quickly indeed and novel reading took off. There was actually a novel-reading mania! Every time there is a new medium, people get hypnotised by it. You remember what happened with radio, which fuelled the rise of a certain kind of dictator. And then what happened with the television, when people really did sit mesmerised in front of their television sets with TV dinners on their TV tables, eating as they watched. Every time there is a new thing like this it 1) rivets people and 2) upsets people who think it's the end of the world. It isn't ever quite the end of the world. It's certainly a change in the world, which then somehow adapts.»

O centenário do nascimento de Julien Gracq assinalado por Francisco José Viegas. Aqui, pode ouvir o próprio Gracq a confessar: «Je n'ai pas de méthode de travail.»
Leituras de Verão, para alguns – os livros de John Le Carré «redescobertos» e, neste caso, O Espião que Veio do Frio (em Portugal na Dom Quixote) comentados por William Boyd. No The Guardian.
Ciudad santa, de Guillermo Orsi (Buenos Aires, 1946), foi o vencedor do Prémio Hammett na Semana Negra de Gijón.

Livros de negócios, livros para gestores. Tudo aqui.
A Minotauro oferece quatro livros autografados (O Perdão dos Pecados, de Antonio Fontana; Bingo!, de Esther Tusquets; Crematório, de Rafael Chirbes; e O Pai da Branca de Neve, de Belén Gopegui) aos quatro primeiros leitores devidamente identificados que respondam correctamente às perguntas: Quais os títulos dos dois livros editados em Julho pela Minotauro? O Perdão dos Pecados foi finalista de que prestigiado prémio? Apostas para marta.serra@circuloleitores.pt
Nunca é tarde para reler o que Isabel Coutinho escreveu no início de Julho sobre a colecção do Nobel português que faz parte do fundo da Biblioteca Nacional de Portugal. Obrigatório.
Fernando Pessoa, Sophia de Mello Breyner, João Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Padre António Vieira, Clarice Lispector, Mário de Andrade, entre outros. Dia 21 de Julho, às 17h30, na Casa Fernando Pessoa. Entrada livre.
Depois de Áustria e Itália, a Google alcançou um novo acordo com um país europeu para a digitalização de livros: 160 mil em domínio público da Biblioteca Nacional da Holanda.
A nova plataforma editorial espanhola de e-books já está no mercado.
Uma revista literária (já com 12 números) distribuída em formato pdf. Vale a pena.
É uma boa notícia de Verão: as lições de William Faulkner na Universidade de Virgínia, que decorreram entre 1957 e 1958, estão disponíveis on-line.
O romance de Peter Carey é uma das novidades da Gradiva para o Verão. Nas livrarias dia 23 de Julho.
Sérgio Rodrigues, colunista da Veja, utilizou a ferramenta I Write Like, «a mais nova brincadeira a levantar marolas no pântano da web literária».
O autor do recente Last Night in Twisted River, a lançar pela Civilização em Outubro, estará em Lisboa nos dias 23 e 24 de Setembro.
A partir de hoje, na Biblioteca Nacional, um ciclo de conferências dedicado à literatura de José Saramago.
O palco deste festival britânico, que termina a 19 de Julho, é o belíssimo Darlington Hall, em Devon. Cobertura completa no Telegraph.
Depois de Eva Gabrielsson, mulher de Stieg Larsson, ter admitido a existência de um quatro volume da série Millennium, John-Henri Holmberg acaba de revelar um e-mail que recebeu do escritor sueco sobre o livro: «The plot is set 120 kilometres north of Sachs Harbour, at Banks Island in the month of September ... According to the synopsis it should be 440 pages. [...] Did you know that 134 people live in Sachs Harbour, whose only contact with the world is a postal plane twice a week when the weather permits? But there are 48,000 musk-ox and 80 different types of wild flowers that bloom during two weeks in early July, as well as an estimated 1,500 polar bears.»
O Nobel português será recordado na primeira edição do Hay Festival Zacatecas que começa amanhã.
Até 18 de Julho, como habitualmente, em Gijón, com direito a três forenses literários. A distância fica mais curta aqui, aqui e aqui.
Um outro calendário para 2010.
«No final do século XIX, os convivas de um serão londrino entretêm-se a imaginar o futuro próximo da humanidade. Das artes, da literatura. E dos livros. Edison, o inventor do fonógrafo, acaba de apresentar o cinetógrafo e Gutenberg parece condenado pela ascensão do som e da imagem em movimento. O livro impresso vai desaparecer, diz uma das personagens. Quem diria que semelhante vaticínio foi feito há mais de um século?» O Fim dos Livros, de Octave Uzanne (1851-1931), publicado originalmente em 1895, chega esta semana às livrarias com ilustrações de Albert Robida. Edição Palimpsesto.
«O preço da liberdade é a infelicidade. Tenho de contorcer a minha alma para escrever, para ser livre.» Entrada do primeiro volume (1947-1963) dos diários e apontamentos de Susan Sontag, editados por David Rieff. Nas livrarias a 16 de Julho.
O New York Times avança com a publicação de alguns excertos do primeiro volume da autobiografia de Mark Twain.
Por estes dias, pode encontrar nas livrarias a segunda edição, aumentada e encadernada, de A Noite Abre Meus Olhos.
«Quando o narrador – um escritor frustrado e hipocondríaco – se desloca a Budapeste para um encontro literário, está longe de imaginar até onde a literatura o pode levar. Planeando uma viagem rápida e sem contratempos, acaba por conhecer um escritor italiano mais jovem, mais enérgico e muito pouco sensato, que o convence a ir com ele até Sabaudia, em Itália, onde o famoso produtor de cinema Don Metzger reúne um leque de convidados excêntricos numa casa escondida no meio de um bosque.» O novo romance do vencedor do Prémio Saramago 2009 chega às livrarias a 28 de Agosto. Edição Dom Quixote.
Em Outubro, marcamos encontro com os leitores da LER para um longo almoço com várias surpresas. Mais detalhes nos próximos dias.
Setembro
Quartos Imperiais, Bret Easton Ellis (reedição que marca os 25 anos do seu lançamento).
Attachement - Em Anexo, romance de estreia da norte-americana Isabel Fonseca, mulher do britânico Martin Amis e autora do ensaio Enterrem-me de Pé (Teorema).
Desespero, Vladimir Nabokov (reedição).
Outubro
Jan Karski, Yannick Haenel, escritor francês que estará em Lisboa para lançar este polémico romance-ensaio sobre «o católico polaco que tentou alertar, sem sucesso, os aliados para o extermínio judeu e se encontrou com o presidente Roosevelt em 1944».
Especulação Imobilária, Italo Calvino.
Novembro
Pai de Filme, Antonio Skármeta, romance que o autor promoverá em Lisboa no mês em que completa 70 anos.
Pátria Apátria, W. G. Sebald, antologia de ensaios sobre literatura de língua alemã.
Cada ano, seu BI. A excepção aconteceu em 2007, quando Paulo Moreiras escreveu B.I. da Cereja e da Ginja o B.I. do Palito (2007). Seguiram-se outros dois pequenos volumes da colecção «Bilhete de Identidade» — direcção de Ana Paula Guimarães e patrocínio do Instituto de Estudos de Literatura Tradicional (IELT) —, publicada pela editora Apenas Livros: B.I. do Tremoço (2008) e B.I. da Perdiz (2009). Agora, o autor de Os Dias de Saturno (QuidNovi) acaba de lançar B.I. da Morcela (2010): «Sabia que o inventor da morcela foi o grego Aftónio de Corinto, um dos sete famosos cozinheiros da Grécia antiga, a quem se atribui também a paternidade das salsichas e dos chouriços?»
Será que é desta que o autor de A Grande Arte vem à Póvoa de Varzim? João Rodrigues, editor da Sextante, anunciou ontem a presença do escritor brasileiro na próxima abertura das Correntes d'Escritas.
O Seminarista, de Rubem Fonseca, Matteo Perdeu o Emprego, de Gonçalo M. Tavares ou Uma Longa Viagem com Manuel Alegre, de João Céu e Silva são três dos destaques que as chancelas da Porto Editora anunciam para a rentrée editoral. Das novidades a publicar a partir de Setembro, apresentadas ontem em conferência de imprensa, destacamos:
Setembro
El tiempo entre costuras (ainda sem título definitivo em português), Maria Dueñas (Porto Editora)
1822, Laurentino Gomes (Porto Editora)
O Seminarista, Rubem Fonseca (Sextante)
A Cidade do Homem, Amadeu Lopes Sabino (Sextante)
Adeus, Até Amanhã, William Maxwell (Sextante)
Outubro
Matteo Perdeu o Emprego, Gonçalo M. Tavares (Porto Editora)
Na Sombra do Pai, Richard Russo (Porto Editora)
Uma Longa Viagem com Manuel Alegre, João Céu e Silva (Porto Editora)
A Assombrosa Viagem de Pompónio Flato, Eduardo Mendoza (Sextante)
Crush it, Gary Vaynerchuk (Ideias de Ler)
Novembro
Histórias Daqui e Dali, Luis Sepúlveda (Porto Editora)
A Filha do Coveiro, Joyce Carol Oates (Sextante)
Roma, António Mega Ferreira (Sextante)
A rentrée marca ainda o início da publicação das obras completas, por parte da Sextante, de Rubem Fonseca, William Maxwell e Eduardo Mendoza.
Poema Sujo, a lançar este mês, inicia a edição das obras do mais recente Prémio Camões pela Babel. «Em Setembro, materializar-se-á um novo livro de poemas – Em Alguma Parte Alguma», informa o grupo editorial liderado por Paulo Teixeira Pinto. «Com publicação simultânea no Brasil, pela editora José Olympio, este é o primeiro livro deste género literário desde Muitas Vozes, de 1999. Seguir-se-á Cidades Inventadas, compilação de ficções escritas ao longo de várias décadas, publicado originalmente em 1997 e Rabo de Foguete – Os Anos do Exílio, memórias dos seus tempos de expatriação. Em 2011, será dada continuidade ao projecto editorial da obra deste autor, em todos os géneros por onde a sua criação artística tem frutificado, desde a poesia à literatura infantil, ensaio e ficção.»
Editorial
Agora, que passou o ruído, o que se espera da memória? Que seja como é. Infiel, fidelíssima, honesta, deturpada, o que for. Por isso era bom pensarmos que a memória dos escritores fica entregue – e bem entregue – aos seus livros. São eles o testemunho dessa passagem, por mais intensa ou marcante que tenha sido. No caso de José Saramago, certamente que o foi.
Para muitos dos seus leitores – restam os livros, o interesse renovado (ou não), a fidelidade a um título ou a outro. Tudo o mais, na vida dos escritores, está condenado a ser frágil, criticável e sujeito a escrutínio severo (político, pessoal e também literário) e inevitável. Sabe-se como são raros os consensos e como são perigosas as unanimidades. As honras nacionais, o testemunho dos seus contemporâneos, a dor expressa em público, a voracidade das repórteres de televisão que procuravam a polémica política (mas não o debate) – tudo isso desaparece quando a memória de um escritor (além do seu espólio, dos seus manuscritos) se sintetiza e se torna mais viva nas livrarias, nas bibliotecas, nas mesas de leitura. O resto não é literatura e não nos interessa.
A vida de revistas como a LER não é feita apenas de «planeamento rigoroso». Há uma parte do nosso trabalho diário que corresponde a essa exigência – e uma parte altamente improvisada. Esta edição sai com uma semana de atraso e a justificação é evidente: no passado dia 18 de Junho estava praticamente fechada, aguardando impressão. A notícia da morte de José Saramago obrigou-nos a redesenhá-la e a atrasar a sua edição.
José Saramago foi um amigo da LER e esteve presente em muitas das nossas edições. Recordamos neste número algumas dessas presenças – com isso, os seus livros nunca se ausentarão.
As dezenas de páginas que, por esse motivo, não se publicam agora, regressarão na próxima edição.
Francisco José Viegas
«É preciso que o leitor saiba dessacralizar o António, respeitá-lo mas não se deixar intimidar, porque há sempre uma frase que o sensibiliza. Mesmo as suas frases mais populares são muito interessantes! Digo sempre às pessoas que ainda não o leram para experimentarem as Cartas da Guerra, que é o making-of de António como escritor. Está lá tudo, a tomada de consciência política, a compreensão da guerra e a correspondência de amor, e, mesmo não sendo um livro como os outros, mostra o que ele vai ser a seguir.» Entrevista a Dominique Bourgois, editora francesa de António Lobo Antunes, presente ontem, em Lisboa, na conferência de imprensa que divulgou a temporada de teatro parisiense dedicada ao autor de Os Cus de Judas.
Florinda e o Pai Natal será editado a título póstumo em Outubro pela Calendário.
A pretexto do seu mais recente livro, Hopes and Prospects. Para ler no Telegraph.
Aos 82 anos, o autor premiado com dois Pulitzer é oficialmente o 17º poeta laureado dos EUA, uma escolha da Biblioteca do Congresso.
«Eu gostei sempre muito de olhar as árvores, os animais, o mar, os céus, o mundo. É a vida, das várias recordações que tenho da infância.» Obituário completo aqui.
O jornalista e escritor Pedro Almeida Vieira acaba de criar uma base de dados sobre o romance histórico português, com o apoio do Grupo Porto Editora. Até agora estão inventariados cerca de 320 autores e mais de 750 obras. «Na biblioHistória apresenta-se uma breve biografia genérica de cada escritor, mas apenas destacando, para consulta, informação relativa às suas obras de ficção histórica. Em cada romance histórico existe uma pequena ficha bibliográfica, incluindo uma sinopse, o(s) primeiro(s) parágrafo(s) e, sempre que possível, informação complementar, designadamente prémios recebidos, recensões ou curiosidades.»
«É a maior homenagem de sempre feita em França a um escritor português vivo.» Patrick Sommier, director da MC93, e Dominique Bourgois, editora dos livros de António Lobo Antunes em França, apresentam hoje, às 11h00, no Terraço do Bairro Alto Hotel, em Lisboa, o programa de espectáculos teatrais de 2011 dedicados ao autor de O Manual dos Inquisidores, também presente na conferência de imprensa.
«Pensei em Nemesis como a conclusão de um ciclo de romances curtos. E os chamo de nêmeses, no plural. Eles começam com Homem Comum, em que a nêmese é a doença e a morte - mortalidade. Em Indignação, a nêmese é a indignação e a guerra. No terceiro, A Humilhação, a nêmese é a circunstância fora de controle que aflige o protagonista. E no romance final é a epidemia de pólio em 1944.» Entrevista de Philip Roth ao Estadão. Nemesis será publicado pela Houghton Mifflin Harcourt em Outubro.
A Cavalo de Ferro acaba de publicar a esperada colecção de textos inéditos e dispersos de Julio Cortázar, e lança aqui um excerto em pdf.
«Fiction has now become a museum-piece genre most of whose practitioners are more like cripplingly self-conscious curators or theoreticians than writers. For better or for worse, the greatest storytellers of our time are the non-fiction writers.» Com um texto publicado no New York Observer, o crítico Lee Siegel lançou, segundo o Guardian, uma «tempestade literária».
A temporada começou há algumas semanas. Escritores e críticos do Guardian fazem as suas sugestões.
«The modern novel can’t sidestep or ignore the idea of evil on an industrial level. We were born in the century of the refrigerator – which conserves food, helping us to stay alive – and of the gas chamber, which grossly destroys life; in the century of a science that progressed considerably in order to save lives, and that simultaneously reached perfection in the art of exterminating them.» Entrevista ao vencedor do Independent Foreign Fiction Prize publicada hoje no site da Granta.
A propósito dos 50 anos da publicação de To Kill a Mockingbird.
A partir da vida da escritora Olive Wellwood, A. S. Byatt percorre um vasto território ficcional e diz o que pensa sobre o assunto.
Enciclopédia da Estória Universal (Quetzal) convenceu, por unanimidade, o júri constituído por Clara Rocha, José António Gomes e José Ribeiro Ferreira, e pelo coordenador Fernando Miguel Bernardes. O prémio da Associação Portuguesa de Escritores, com o patrocínio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, tem o valor pecuniário de 7500 euros.
O primeiro volume da colecção do acervo da Casa Fernando Pessoa, organizado por Jerónimo Pizarro, Patricio Ferrari e Antonio Cardiello, é lançado amanhã, às 18h, na Casa Fernando Pessoa. «Fernando Pessoa foi o primeiro a imaginar um catálogo da sua biblioteca particular por volta de 1913. Embora não saibamos ao certo qual terá sido a sua motivação nem como a teria catalogado, este livro procura ser esse catálogo e muito mais: tantos são os livros que Pessoa anotou, que se impunham alguns destaques e transcrições; tantos os livros que vendeu ou cuja localização se desconhece, que era preciso documentar algumas dessas vendas e extravios. A Biblioteca Particular de Fernando Pessoa, para além de oferecer uma imagem de cada um dos livros (e de alguns jornais e revistas) que Pessoa leu, corrige e complementa tentativas anteriores de catalogação e dá a conhecer um acervo único através do qual é possível compreender melhor o universo pessoano, descobrindo e adivinhando a proximidade entre a leitura e a criação.
Este é o primeiro de três livros que apresentam o espólio da Casa Fernando Pessoa. Primeiro a biblioteca particular, dada a sua magnitude e o facto de ter sido digitalizada para possibilitar a sua consulta on-line; segundo, os objectos que pertenceram ao escritor e que ainda evocam a sua figura; e, terceiro e último, todo o material iconográfico que conserva a Casa-Museu destinada a homenagear Fernando Pessoa.»

As editoras do grupo Bertrand (Bertrand, Quetzal, Pergaminho, Temas e Debates, Arte Plural, Contraponto, GestãoPlus, 11/17), bem como o Círculo de Leitores, a Distribuidora de Livros Bertrand e a cadeia de livrarias Bertrand passam, a partir de hoje, a estar formalmente integradas no Grupo Porto Editora, abandonando o DirectGroup, uma divisão de negócios da multinacional Bertelsmann.
Segundo jornais de ontem, «o volume de negócios do GPE em 2009 foi de 95 milhões de euros, prevendo-se que, com a entrada da Bertrand e do Círculo de Leitores, a faturação de 2010 se situe nos 150 milhões de euros».
A revista LER é publicada pela Fundação Círculo de Leitores.
Os cinco primeiros: Joana Lopes Correia, Carina Daniel, Célia Marteniano, Paula Catarino e Rita Canas Mendes responderam correctamente a esta pergunta.
Por estes dias preparamos uma edição especial sobre José Saramago. A LER estará nas bancas a partir do dia 7 de Julho.
No Estado de São Paulo, «caminho aberto graças ao Memorial».
Uma curiosidade: uma pequena entrevista de José Saramago no Financial Times, em Dezembro de 2009.

Crítica de John Updike a O Homem Duplicado: «Saramago has the gift of gab. Our impression is of a writer, like Faulkner, so confident of his resources and ultimate destination that he can bring any improbability to life by hurling words at it.»
Aqui (New Yorker), pode ler a crítica de James Wood a As Intermitências da Morte, de José Saramago.
No The New York Times, na página de obituários, o texto assinado por Fernanda Eberstadt: «As a professional novelist, Mr. Saramago was a late bloomer.»
Gregory Cowles, no Paper Cuts, o blog de livros do The New York Times:
«I immediately started looking for a quotation from the new book that I could post as a tribute, but nothing seemed quite right until I landed on Saramago’s dedication to his wife, which under the circumstances is especially powerful and sad: “To Pilar,” he wrote, “who wouldn’t let me die.”»
O Estadão elaborou uma cronologia básica de José Saramago. Útil nas escolas, boa para compreender ao primeiro olhar.
Em 2006 Stephanie Merritt publicava a primeira entrevista com José Saramago num jornal inglês — no The Guardian: «I think the novel is not so much a literary genre, but a literary space, like a sea that is filled by many rivers. The novel receives streams of science, philosophy, poetry and contains all of these; it's not simply telling a story.»
Em 2008, nova entrevista de José Saramago ao The Guardian (a Maya Jaggi): «I don't make excuses for what communist regimes have done. But I have the right to keep my ideas.»

O Estado de São Paulo fez o «trabalho de casa» como poucos; na edição de hoje, entrevistou Harold Bloom sobre José Saramago:«Em 2003, o crítico literário norte-americano Harold Bloom reforçou a fama de provocador ao afirmar que Saramago era, em sua opinião, o mais talentoso escritor vivo daquele momento. O único a ombreá-lo seria o também americano Philip Roth. Era o início de uma amizade intensa, marcada tanto por afagos desse quilate como por troca de farpas, especialmente quando suas opiniões discordavam em relação à política internacional.» Tudo aqui.
Francisco José Viegas, o director da LER, na SIC (Jornal da Tarde) no dia da morte de José Saramago.
Destaque no El País, ABC, El Mundo, The Guardian, The New York Times, Estado de São Paulo, Le Monde, Lire, Qué Leer, Corriere Della Sera (em actualização).
«Ao acompanhar a épica travessia da Europa por um elefante indiano, de Lisboa a Viena, em pleno século XVI, José Saramago regressa à ficção com inesperado fulgor e assina o seu melhor romance da última década [...], depois de uma sequência de alegorias menores sobre os malefícios da globalização (A Caverna, 2000), as fragilidades da democracia (Ensaio sobre a Lucidez, 2004) e o mais antigo dos temores metafísicos (As Intermitências da Morte, 2005).
Salvaguardadas as devidas distâncias, se há livro com o qual A Viagem do Elefante pede comparação, tanto em termos de estrutura como de fôlego narrativo, é Memorial do Convento (1982). Não há aqui um convento-metáfora do país, nem instrumentos musicais no fundo de poços, nem voos de passarola, nem personagens tão fortes como Baltasar e Blimunda. Mas há a mesma capacidade de fixar um momento da nossa História, construindo à sua volta um universo verbal («porque tudo isto são palavras, e só palavras, fora das palavras não há nada»), um universo que se expande e abarca, numa complexa teia de pequenas histórias paralelas, as várias faces da experiência humana.
Na sua simplicidade, o título não podia ser mais literal. A história do livro confunde-se com a de Salomão, o elefante indiano que D. João III resolveu oferecer, em 1551, ao arquiduque austríaco Maximiliano II, então regente de Espanha. No centro de tudo está a odisseia do «bruto paquiderme» através da Europa: do cercado em Belém à corte de Viena, passando por Figueira de Castelo Rodrigo, Valladolid (onde é entregue aos cuidados do arquiduque) e os terríveis Alpes, onde a passagem do Isarco ou o desfiladeiro de Brenner mais se assemelham a armadilhas de neve e gelo.
Saramago é especialmente eficaz a descrever a forma como a caravana se organiza e desloca, perturbando a ordem dos lugares por onde passa, fascinando as gentes e alimentando mitos (entre eles o do falso milagre de Pádua, mesmo a jeito da Contra-Reforma que se preparava ali tão perto, em Trento). No fim, o animal e a sua longa jornada são apenas um «pretexto, nada mais». Um pretexto para o narrador, tipicamente saramaguiano (isto é, metaliterário, auto-irónico e com tendência para abusar dos anacronismos), cumprir a sua missão: a de nos prender aos sortilégios da literatura.
Texto de José Mário Silva publicado na LER aquando da publicação do livro (2008).
Título da entrevista publicada na LER em Junho de 2008, disponível em PDF aqui.
«Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, não vamos a parte nenhuma.» Último post (que recupera uma entrevista de Saramago) no blogue Outros Cadernos de Saramago.
«Hoje, sexta-feira, 18 de Junho, José Saramago faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila.» Comunicado da Fundação José Saramago.
Os retratos (três no total) foram agora recuperados na cidade francesa de Angers pela família do autor das fotografias, Raymond Duriez, companheiro de guerra de Antoine de Saint-Exupéry.
O manuscrito de O Jardim dos Caminhos que se Bifurcam (1941), primeiro texto de Borges a ser traduzido para inglês, será leiloado dia 23 de Junho em Nova Iorque (dedicado a outras preciosidades literárias), por um preço que deve atingir os 300 mil dólares.
O catalão Juan Goytisolo (Prémio Nacional das Letras em 2008) e o novo género narrativo: a literatura sobre a literatura.
No dia em que se conhece o eleito para ocupar um novo lugar de Professor de Poesia em Oxford, o Guardian publica: «What is the future of poetry?».
A Presença oferece cinco exemplares de Perturbações Atmosféricas, de Rivka Galchen, aos primeiros cinco leitores (devidamente identificados) que respondam correctamente à pergunta: Como se chama a mulher do psiquiatra Leo Liebenstein, que desaparece misteriosamente? Apostas para marta.serra@circuloleitores.pt.
Título do livro de estreia na prosa do poeta Luís Carlos Patraquim que assinala os 35 anos da independência de Moçambique. Chega às livrarias a 25 de Junho, com edição da Porto Editora. Primeiras páginas aqui.
A Cavalo de Ferro disponibiliza em PDF as primeiras 30 páginas deste volume que reúne pela primeira vez todos os contos que Flannery O’Connor publicou em revistas literárias.
Explicações do esloveno Slavoj Zizek ao El País.
Há festa rija hoje em Dublin.
Naquela noite aconteceram tigres e foi assim pelo país inteiro. Na cidade de São Paulo da Assunção, a que os mais antigos, como eu, ainda dão o nome de Luanda, uma centena desses grandes gatos silvestres cruzou com suas ágeis patas de veludo a dormência da Ingombota. Muitos os viram. O lume dos olhos riscando o error da madrugada, detendo-se aqui para cheirar as brasas de uma fogueira já quase extinta, ali para sorver a fatigada lama de alguma cacimba. Avançaram depois sobre a praça, onde ficam as casas e palácios dos governadores e capitães gerais destes reinos e suas conquistas, com honrada e sumptuosa morada, e em frente o corpo da guarda, e uns poucos mais de passos adiante o Paço Episcopal, sito junto à Igreja Matriz e assim foram indo, alarmando uma companhia de empacasseiros, que não tentaram dar-lhes caça, antes deles se apartaram muito lestos e em altas vozearias e apupadas. Empacasseiros são soldados pretos. Todos se acham armados de espingardas. Vestem uma tanga feita da pele de algum animal selvagem, bem apertada à roda da cintura, e trazem na cabeça uma grinalda de penas. Têm fama de bons soldados, e homens bravos, mas neste caso não fizeram justiça à boa glória de que desfrutam, pois fugiram, como disse, em gritaria, e esse alarme despertou as famílias nos seus palacetes e sobrados e muita gente assomou às varandas, vendo, sem compreender, o mesmo que eu vi: tigres, às dezenas, varando as ruas. No dia seguinte corria o forte boato de que tais tigres mais não eram do que aquela depravada corte de seiscentos homens trajados como fêmeas com que Dona Ana de Sousa, a Rainha Ginga, para toda a parte se fazia acompanhar.
Quando os holandeses invadiram a cabeça destes reinos, províncias e senhorios, estando os portugueses em desesperada fuga para a Vila da Vitória de Massangano, propuseram alguns oficiais, pessoas inteligentes nos usos e costumes da terra, que se contratassem a negros encantadores para que fizessem entrar na cidade onças, leões e tigres, de forma que tais feras, enfurecidas, engulipassem as tropas invasoras. Opôs-se o bispo, pessoa de muita fé, dizendo que não convinha a estratégia, pois não era guerra limpa, se não bastante suja, visto recorrer a artes do maligno, e não se fez o referido trato, o que no meu juízo foi muita pena.
Excerto do segundo capítulo de Milagrário Pessoal, novo romance de José Eduardo Agualusa, a publicar brevemente pela D.Quixote.
Começa hoje em Lisboa e prolonga-se até 26 de Junho nos palcos do Musicbox, do Instituto Franco-Português, do Goethe-Institut Portugal, do Teatro Maria Matos ou do Cinema Nimas. Confira a programação completa.
Amanhã, na Casa Fernando Pessoa, a partir das 18h30.
«Os livros eletrónicos chegaram, mas percebemos que sua vida útil não passa de dez anos.» Umberto Eco ao Caderno 2, do Estadão.
«No Funchal, em vésperas da Segunda Guerra Mundial, a comunidade judaico-alemã residente descobre-se confrontada com uma imitação grotesca, embora persistente e eficaz, da perseguição política a que escapara.» O Bazar Alemão (Dom Quixote), de Helena Marques, chega às livrarias a 18 de Julho.
Manuscritos, cartas, cadernos e até boletins escolares, avança o Guardian.
A revista Ñ recupera um texto de Pier Paolo Pasolini publicado no Corriere della Sera em 1965.
«O que está em crise na Europa e em Portugal é o Estado e não a identidade. E são as identidades que precisam de ser defendidas porque são a pedra de base para a reorganização que precisamos», afirmou Adriano Moreira no discurso de abertura. Notícia no Público.
«Não é de estranhar que a Itália, com a mesma percentagem de leitores de Portugal, seja o quinto maior mercado mundial do livro, bem à frente de países com populações maiores. Um mercado em que a facturação de um trimestre de apenas um dos três maiores grupos é equivalente ao total do nosso mercado nacional. E nós, com um mercado de exportação infinito quando comparado com o italiano... Foi preciso a entrada de capital financeiro de outras áreas no mercado do livro para a política perceber que este até é um sector importante da economia e não apenas um objecto de conversas de salão. Mas, por enquanto, e parece-me que ainda será por muito tempo, teremos apenas a velha lei do preço fixo como único instrumento de apoio sério ao sector. Merecíamos todos melhores políticos? Sim, merecíamos.» Texto completo de Diogo Madre Deus, editor da Cavalo de Ferro, no Blogtailors.
«Frente à desesperança, à resignação ou ao vitimismo, a sua obra traça uma linha própria para a tolerância e a reconciliação, uma ponte fundada nas raízes comuns dos povos e das culturas.» Entrevista, notícia e texto de Luis Sepúlveda no El País.
Mais uma oportunidade de para ler Juan Rulfo: O ‘llano’ em chamas (1953), Pedro Páramo (1955) e O Galo de Ouro (novela póstuma, 1980) num único volume editado pela Cavalo de Ferro. Nas livrarias a 24 de Junho.
«Mesmo pretendendo contá-la como se fosse apenas uma estória, nada nos impede de a começar acompanhando a escolta militar que vai conduzir o coronel Bezerra de Oliveira através das ruas de Lisboa a caminho da forca do Rossio.» Primeiro parágrafo de A Morte do Ouvidor (Caminho), romance histórico que marca o regresso de Germano Almeida. Nas livrarias na última semana de Junho.
Outras Leituras
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Mortimer Rests His Case» (Christopher Hitchens)
«Le Carré ante el fin de una era» (Guillermo Altares)
Blogues
O Funcionamento de Certas Coisas
Editoras
Livrarias
Nobel