O ponto de encontro para a entrevista a Enrique Vila-Matas é um dos cenários do seu novo romance «Ar de Dylan»: a livraria Bernat, em Barcelona. «Desejo realmente desaparecer», diz o escritor catalão em entrevista exclusiva para a LER.
Nunca Portugal teve uma geração de autores com tamanha diversidade de estilos, traços e narrativas, e cujo talento desperta a atenção de gigantes como a Marvel, mas também nunca a BD foi tão ignorada pelas maiores editoras. Um círculo completo pela BD portuguesa.
O novo filme de Manoel de Oliveira é uma das estreias do Festival de Cannes, que começa a 16 de maio. «O Gebo e a Sombra», peça de Brandão publicada em livro em 1923, regressa assim em grande plano, com um «inédito» de Vitorino Nemésio pelo meio.
Um roteiro sexy.
Os primeiros cinco exemplares da T-shirt da LER serão oferecidos no próximo domingo, último dia da Feira do Livro de Lisboa. Para tal, os candidatos terão de encontrar, a partir das 17h30, no espaço Porto Editora, as duas únicas pessoas que estarão com esta T-shirt vestida (uma delas será a autora da frase impressa, vencedora do passatempo lançado pelo nosso provedor). Não só: terão de aparecer com a edição de maio da LER e levar a resposta certa a esta pergunta: em que texto publicado na revista que está agora nas bancas aparece a referência a Eugénio d'Ors? Superada a prova, os cinco primeiros leitores terão direito a uma T-shirt exclusiva da LER.

A LER continua a divulgar a iniciativa 15/25 pelas escolas de todo o país. A 9 de abril, João Pombeiro e José Mário Silva passaram a manhã a falar com dezenas de alunos da Escola Secundária de Mira d'Aire, que desde o início (através do seu professor Jorge Camponês) se mostrou muito empenhada em receber esta Volta a Portugal. Na verdade, continuamos a receber convites para visitar escolas e bibliotecas (convites que devem ser enviados para ler@circuloleitores.pt) e prometemos corresponder a cada um.
Uma capa ilustrada para um periódico é algo que deixou de ser usual. Raridade por raridade, e a par disso, publicações como a LER também não as há por aí. Posto assim, entre o convite que me chegou e a decisão que respondi não se passou mais tempo que o necessário para visualizar, em traços largos, uma figura saltitante e de rosto vermelho tocando com mais afinco do que talento um bombo e uma tuba ao mesmo tempo, no meu coreto mental. A este instante em estado de glória sucedeu-se a apreensão que a responsabilidade encomenda. Uma capa não é uma página de BD e uma lista de títulos não é uma arquitetura narrativa.
Discutido o conceito com o diretor João Pombeiro e Sara Figueiredo Costa, fiz um esboço, que, entre os três, se moldou e discutiu até uma versão final. A partir do mesmo, abri numa folha branca, maior do que o tamanho impresso da revista, os traços gerais da imagem (uma regra de contração que nem sempre sigo e, por vezes, inverto). Em apoio do desenho, dei alguma atenção a fotos de Enrique Vila-Matas e Antonio Tabucchi e declarei um ou outro suspiro mais delongado a Lispector, invariavelmente elegante em toda e cada foto, talento gémeo, por oposição, ao meu. Entretanto, inscrever-me na Tradição do Lápis Azul comporta o risco de me ver associado a tempos menos entusiasmantes da liberdade de expressão nacional. Na realidade, o lápis azul é um honesto pedaço de ilusionismo gráfico que tem sobrevivido a sucessivas vagas tecnológicas. Uma vez passada uma linha de tinta da china sobre o desenho azul, os traços a lápis são facilmente ignoráveis por vários métodos de reprodução, da litografia aos atuais scanners, isolando assim apenas a arte-final negra, sem o ruído de todos os traços não-eleitos. Uma espécie de iminência parda do espectro a nós visível. Uma vez feitos os scans a preto e branco do desenho e da caligrafia, igualmente feita em tinta da china sobre papel, os ficheiros foram importados para o Photoshop onde os colori unicamente com cores planas. Aliás, feitas as contas e salvo o uso excessivo de borracha, todo o processo é bastante minimal, lápis azul sem PIDE, tinta da china sem régua e Photoshop sem efeitos. Espero que gostem.
João Lemos, autor da capa de maio da LER.
Faltam poucos dias. A 19 de maio, regressamos à cozinha de Ljubomir Stanisic, em Lisboa (restaurante Nacional 100 Maneiras, Rua de São Bento, 209) com a promessa de anunciar uma grande novidade sobre a LER, entre outras surpresas. José Eduardo Agualusa, Inês Pedrosa, Eduardo Pitta, Onésimo Teotónio Almeida, Pedro Mexia e Francisco Belard já confirmaram a presença. O preço mantém-se desde o almoço de Guimarães: 25 euros. Os interessados devem ligar para Maria José Pereira (217626115) ou enviar um e-mail para ler@circuloleitores.pt. Inscrições até 15 de maio.
Para assinalar o Dia Mundial do Livro, revelamos o último capítulo da trilogia de testemunhos inéditos gravados durante as Correntes d'Escritas. Eduardo Sacheri, Inês Pedrosa, Margarida Vale de Gato, Helena Vasconcelos, Manuel Jorge Marmelo, Miguel Miranda e Onésimo Teotónio Almeida responderam ao desafio em ano de 25º aniversário da LER.
Depois da Póvoa de Varzim, do Funchal e da Calheta, a Volta a Portugal 15/25 passou a 18 de abril pela Escola Secundária Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis. Auditório cheio para ouvir José Riço Direitinho, João Pombeiro e José Mário Silva. Mais pormenores no número de Maio da LER.
Na edição de maio da LER publicamos uma entrevista exclusiva a um grande escritor europeu: «Se me dessem o Nobel, recusava-o», diz. E começa as suas dedicatórias com este desenho. Quem é? Há livros para as cinco primeiras respostas corretas dos leitores. O nome do entrevistado será conhecido na próxima segunda-feira.
Há quem lhe chame já o maior encontro de poetas da História. Com o objetivo de escolher um poeta por cada uma das 204 nações presentes nos Jogos Olímpicos de Londres, um júri contou com a ajuda de leitores de todo o mundo. De acordo com a lista final, Rosa Alice Branco será a representante de Portugal na «Poetry Parnassus», semana londrina (de 26 de junho a 1 de julho) onde se espera quase tudo, até o lançamento de 100 mil poemas de helicóptero. Toda a história aqui.
Próxima paragem obrigatória: quarta-feira, dia 18 de abril, na Escola Secundária Ferreira de Castro, em Oliveira de Azeméis. Presença garantida de José Mário Silva, José Riço Direitinho e João Pombeiro.
O poeta inglês Philip Larkin (1922-1985) talvez não gostasse de saber do lançamento The Complete Poems (Farrar, Straus & Giroux), editado por Archie Burnett. Michiko Kakutani explica quais as razões no NYT.
Alfabeto a Preto e Branco, João Vieira, 1981. Exposição «Três Movimentos da Letra - O desenho da escrita em Portugal», até 31 de Maio na Biblioteca Nacional, em Lisboa.
Smith-Settle Printers, Leeds (Inglaterra). Vídeo realizado por Glen Milner para o Daily Telegraph.
A 19 de maio, regressamos à cozinha de Ljubomir Stanisic, em Lisboa. E ao quarto almoço com os leitores da LER o que se pode esperar? Não enganamos ninguém: espere-se o mesmo de sempre – o que à mesa (nesta mesa) é sinónimo de uma tarde muito bem passada entre cronistas, escritores, leitores e colaboradores da LER – acrescido de um motivo especial: os 25 anos da revista. Com surpresas a caminho, prometemos boa comida, sorteio de livros e a melhor companhia. Gostávamos de ter sala cheia. O preço mantém-se desde o almoço de Guimarães: 25 euros. Os interessados devem ligar para Maria José Pereira (217626115) ou enviar um e-mail para ler@circuloleitores.pt. Inscrições até 4 de maio.
«Escrever é tentar dar uma forma ao acaso. E dar uma forma à vida. A vida, em si, de facto, não tem forma nenhuma. É como um frango em gelatina. Qual é a lógica entre as coisas? Realmente, não há.»
Entrevista a Carlos Vaz Marques, abril de 2009 [LER nº 79].
A LER convidou alguns dos autores que passaram pelas Correntes d'Escritas, entre 23 e 25 de fevereiro, para um desafio em ano de 25º aniversário. Pedro Rosa Mendes, Maria do Rosário Pedreira, Luis Sepúlveda, Sandro William Junqueira, Ana Luísa Amaral, Jaime Rocha, João Luís Barreto Guimarães e Manuel António Pina formam o primeiro elenco de uma trilogia de testemunhos inéditos. Os próximos vídeos serão exibidos brevemente. Esteja atento.
Se até ao final do mês o Governo não regulamentar a Lei 8/212 («lei do compromisso»), a próxima edição do LeV (Literatura em Viagem) fica cancelada. Marcado para os dias 21 e 24 de abril, em Matosinhos, o encontro está por agora suspenso, avança o jornal Público. «Estamos à espera de que o Governo regulamente a lei que proíbe as câmaras de fazerem despesas parta ver se ainda é possível transferir o evento para outras datas, e também à procura de um parceiro privado, mas é praticamente certo que já não temos tempo para ter todo o processo burocrático e administrativo a tempo de realizar o LeV nas datas previstas», explica o vereador da Cultura da Câmara de Matosinhos, Fernando Rocha. «Tenho agora treze grandes problemas para resolver», afirma Francisco Guedes, responsável pela organização, «que são os escritores estrangeiros que já tinham viagens marcadas. Estou a ver se se consegue salvar alguma coisa e, pelo menos, conseguir levar alguns deles a Guimarães, aproveitando a Capital Europeia da Cultura.» Fernando Rocha lamenta o sucedido: «Custou muito a pôr o LeV de pé e agora corre-se o risco de desperdiçar todo esse esforço por causa de uma lei cega que não distingue entre as câmaras demasiado endividadas e aquelas que têm uma dívida perfeitamente comportável.»
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2. Dez cidades para visitar com livros debaixo do braço.
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4. «O Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal.»
5. Última entrevista de António Barahona.
6. Inéditos de Fernando Pessoa.
7. John Milton por João Pereira Coutinho.
8. «O meu mal é ter uma curiosidade de puta.»
9. Entrevista Luis Sepúlveda.
10. «Já quase pareço um escritor.»
11. Entrevista Eduardo Lourenço.
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13. Agustina, a indomável.
14. Trinta livros do PNL.
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Outras leituras
«Volviendo a John le Carré» (Antonio Muñoz Molina)
«A Country Without Libraries» (Charles Simic)
«The Translation Gap: Why More Foreign Writers Aren’t Published in America» (Emily Williams)
«The Godfather of the E-Reader» (Jennifer Schuessler)
«The Philosophical Novel» (James Ryerson)
«The Case of the First Mystery Novelist» (Paul Collins)
«The lost art of handwriting» (Umberto Eco)
«Our Boredom, Ourselves» (Jennifer Schuessler)
«Scandinavian Crime Wave» (Nathaniel Rich)
«When Bad Covers Happen to Good Books» (Joe Queenan)
«Tintinabulation» (Bruce Handy)
«Inside the Secret World of Literary Scouts» (Emily Williams)
«Advantage Google» (Lewis Hyde)
«Texts Without Context» (Michiko Kakutani)
«Bookmarkism: The New Ideology» (Robert Nagle)
«The Autobiography of J.G.B.» (J. G. Ballard)
«J. G. Ballard, Poet of Desolate Landscapes»
«When Writers Speak» (Arthur Krystal)
«Reading by the Numbers» (Susan Straight)
«What I heard at J.D. Salinger’s doorstep» (Tom Leonard)
«Why hasn't there been a science fiction Booker winner?» (Adam Roberts)
«Freyre, Euclides e o Brasil» (Daniel Piza)
«Las cartas íntimas de Beckett» (J. M. Coetzee)
«Entrevista Günter Grass» (Juan Cruz)
«Eudora Welty's centenary» (Paul Binding)
«Juan Benet: en un tiempo de silencio» (Manuel Vicent)
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Sumergirse en Benet» (Álvaro Colomer)
«Interview with Seamus Heaney» (Sameer Rahim)
«Robert Capa - La muerte y el azar» (Guillermo Altares)
«Why do Pynchon, Ballard and Wallace provoke such online loyalty?»
«Richard Poirier: A Man of Good Reading» (Alexander Star)
«Philip Larkin Letters» (John Shakespeare)
«Una vida absolutamente maravillosa» (Enrique Vila-Matas)
«Poética de los escaparates» (Antonio Muñoz Molina)
«In the South» (Salman Rushdie)
«Our George Steiner Problem – and Mine» (Lee Siegel)
«Poets, Academia: A Couplet in Conflict» (David Orr)