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Artigo: Kizomba infernal

Durante muito tempo só os africanos boémios eram avistados depois de escurecer. O resto era o resto da noite – e rituais, melancolia, música, doçura e kizomba. Um polígono infernal. Um grande artigo de Kalaf Epalanga para ler ao som dos Buraka.

Entrevista: Afonso Cruz

Depois de 12 anos de vida nómada em 60 países, vive no Alentejo; escreve, faz ilustração e filmes de animação, compõe e toca na banda The Soaked Lamb, fabrica cerveja e acha que é sempre possível fazer-se o que quer fazer. Entrevista de Ana Sousa Dias.

Mário de Carvalho: conselhos aos jovens escritores

O novo livro de Mário de Carvalho trata de literatura – e dos mistérios da composição literária, sempre com grande ironia. Aqui está um (saboroso) fragmento de «Quem Disser o Contrário É Porque Tem Razão». O título é já um grande começo.

Terça-feira, 21 de Outubro de 2014
Seis finalistas para o Prémio Fernando Namora
21 Outubro, 2014

É como se segue a lista dos finalistas do Prémio Fernando Namora, instituído pelo Casino Estoril, no valor de 15.000 euros (o vencedor é conhecido no dia 9 de novembro):

 

Afonso Cruz, Para onde vão os guarda-chuvas

Ana Margarida de Carvalho, Que importa a fúria do mar

Ana Cristina Silva, A segunda morte de Anna Karénina

Bruno Vieira do Amaral, As primeiras coisas

Luís Cardoso, O ano em que Pigafetta completou a circum-navegação

Nuno Júdice, A Implosão

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Fotografias exemplares, 48.
21 Outubro, 2014

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Ian Fleming desdenhando de James Bond, rindo de James Bond, e pensando que James Bond já fez asneira, respetivamente. 

 

 

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Segunda-feira, 20 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 47.
20 Outubro, 2014

Hilary Mantel sobre o bloqueio do escritor: «Em caso de bloqueio, o melhor é ficar longe da mesa de trabalho. Dar uma caminhada, tomar um banho, dormir, cozinhar, desenhar, ouvir música, meditar, exercício; faça o que fizer, não se limitar a fazer uma cara feia.» É como dizes.

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Mário de Carvalho: as primeiras páginas do novo livro
20 Outubro, 2014

O novo livro de Mário de Carvalho trata de literatura — e, mais do que isso, dos mistérios da composição literária, mas, geralmente, vistos do avesso. Quem Disser o Contrário É Porque Tem Razão. Guia Prático de Escrita de Ficção (Porto Editora) está a chegar às livrarias.

«Fervilham por aí uns livros ditos de auto-ajuda que pretendem ensinar os novos autores a escrever. Instalou-se uma movimentada indústria conselheiral, popular e cansativa. De uma forma geral, esses livros são inofensivos. Mas não poucos abusam da benevolência e boa-fé dos principiantes. Assertivos, peremptórios, simplificadores, seguem os princípios da linguagem publicitária. É próprio de quem pretende ganhar dinheiro à custa do desembolso dos outros. Muitas vezes começam pelo auto-elogio. Fiz e aconteci, vendi tantos e tantos exemplares, estive em tal ou tal sítio, fui elogiado por A e por B, conferenciei no Gabão, etc… Música celestial. Vai-se ver e a obra produzida é mole, clandestina e insignificante. O alarido autopromocional é sinal quase certo do palco trampolineiro. Os elogios na epígrafe ou na contracapa lembram os testemunhos dos doentes curados acerca do elixir milagroso.

Pretende-se dar a impressão de que todos estes temas e procedimentos são simples e redutíveis a definições, chavetas e listas. No entanto, o leitor facilmente se aperceberá, se não lhe interessar a banha reptilária, que a maioria das matérias de que vamos ocupar-nos dava, em si, para um livro. Algumas, até, para bibliotecas. No meu caso, aposto que depois deste volume impresso me hão-de ocorrer mais coisas. Faltar-me-á aprender muito mais do que nele se contém.

Não que inexistam milagres. Há-os. Mas deles não trata a modéstia deste livro. Não que não haja génios. Abundam os génios. Mas esta obrazita também não compromete os génios. Visa apenas uma prática mais informada da escrita por escritores a quem ainda não foi diagnosticada a genialidade. Aqueles para quem, lembrando um verso de Petrarca que Camões gostava de citar, «entre a mão e a espiga existe o muro». Também, não se podendo evitar a terceira-pessoa-do-singular-do-presente-do-indicativo-do-verbo-ser, nem algumas asserções, nem alguns superlativos (ou o contrário), fica aqui desde já declarado que todas as afirmações são para tomar cum grano salis (com um grãozinho de sal). Com uma porção de antídoto. Pratique-se a dúvida sistemática. Se o exercício da dúvida produz maus anúncios, pode, em contrapartida, gerar melhores escritores.

O acaso, por seu lado, costuma intrometer-se a baralhar uma situação em que milagres e genialidades já causaram os seus problemas. Mas se o acaso intervém na História das Civilizações porque não há-de fazer das suas na vida dos indivíduos? «Ele tem sorte?», perguntou Napoleão quando lhe sugeriram a promoção de certo militar a general. Nesse particular, nada se pode acrescentar, a não ser repetindo que a fortuna (um pseudónimo do acaso) ganha em ser ajudada. E até agradece.

Convém desfazer um equívoco logo à partida, e duma vez por todas. Quando falo em «escritor», refiro-me aos ficcionistas, com vénia aos dramaturgos e aos poetas. Ponto. A razão da advertência é que, no mundo de língua inglesa, writer designa quem quer que tenha como ocupação o escrever (não digo «a escrita» para não misturar no caso os contabilistas). Vale para a publicidade, guionismos vários, didascálias de banda desenhada, receitas de cozinha, bricolage, legendas de fotografias, ou aconselhamento psicológico. Por isso ficamos perplexos quando, ao lado, por exemplo, dos mandamentos de Henry Miller nos aparecem os palpites dos gurus da publicidade. Naquele universo cultural são todos «escritores». Escusaria de fazer esta precisão se não tivesse verificado que, ao toque duma pressão cultural suserana, algumas pessoas com voz pública dão mostras de traduzir à letra do inglês.

Se isto é assim com o inglês (já aconteceu, em tempos, doentiamente, com o francês), tremo do que acontecerá quando os modelos inspiradores começarem a exprimir-se em mandarim.

Já agora, com a mão na massa, convém lembrar que o uso de expressões latinas, como outras de línguas alheias – inevitáveis –, não pretende ser exibição de sabença. Aliás, manda um velho preceito de origem aristocrática que, em se sabendo latim, é de bom-tom não o exibir. Por maioria de razão, quando não se sabe, que é o meu caso.

Quando escrevemos in medias res ou quod erat demonstrandum ou ad lib repetimos tão-somente fórmulas reiteradas e consabidas, de uso universal, que atalham problemas e poupam algumas prolixidades.

Ainda a propósito das receitas criativas, lembro a resposta que teria dado Alexandre Dumas, filho (A Dama das Camélias), quando lhe perguntaram o melhor método de escrever uma peça de teatro: «Não tem dificuldade», respondeu o dramaturgo. «Compre um caderno, forre-o muito bem e na primeira linha escreva 1.º Acto. Quando chegar ao fim do caderno, a peça está pronta.»

Eu vou ser mais generoso na demonstração, embora, se calhar, menos imaginativo na fórmula e menos competente na escrita. Mas uma coisa posso garantir. Pensar que se fica apto a escrever depois de ler um compêndio de escrita criativa é a mesma coisa que julgar que se passa a dominar uma língua após ter comprado um dicionário.»

publicado por Ler às 18:30
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Sexta-feira, 17 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 46.
17 Outubro, 2014

Truman Capote e Harper Lee.

Ele nunca dava o seu lugar no sofá.

 

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Quinta-feira, 16 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 45.
16 Outubro, 2014

Gustrave Flaubert e um bigode.

 

publicado por Ler às 12:40
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Uma canção de Michel Houellebecq
16 Outubro, 2014

Do álbum Présence Humaine, 2000.

 

publicado por Ler às 03:11
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Quarta-feira, 15 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 44.
15 Outubro, 2014

Kurt Vonnegut, no intervalo da escrita,

analisando ao pormenor a sua conta de whisky.

 

publicado por Ler às 12:36
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Amazon: o folhetim continua
15 Outubro, 2014

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 Para a The New Republic, «Amazon is the shining representative of a new golden age of monopoly that also includes Google and Walmart. Unlike U.S. Steel, the new behemoths don’t use their barely challenged power to hike up prices. They are, in fact, self-styled servants of the consumer and have ushered in an era of low prices for everything from flat-screen TVs to paper napkins to smart phones».

 

publicado por Ler às 10:01
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O Dia Harry Potter vai ser à noite
15 Outubro, 2014

 Desculpem, mas preferimos esta imagem de Emma Watson.

 

Será a 5 de fevereiro, em todo o mundo — a noite Harry Potter, destinada a celebrar as histórias e os personagens de J.K. Rowlling. Tudo a partir dos livros: The Harry Potter Book Night. Aprendam.

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The Narrow Road to the Deep North — o Booker deste ano vai para a Austrália
15 Outubro, 2014

 

The Narrow Road to the Deep North, do australiano Richard Flanagan, 53 anos, é o Man Booker Prize de 2014. a 

 

No The Daily Telegraph: «“In trying to escape the fatality of memory,” Richard Flanagan writes towards the end of his Man Booker-winning novel The Narrow Road to the Deep North, “he discovered with an immense sadness that pursuing the past inevitably leads to greater loss.” The “he” in that sentence is Dorrigo Evans, the book’s Tasmanian protagonist, a surgeon who has seen the horrors of a Japanese Prisoner of War camp on the Thai-Burma Death Railway.»

 

Richard Flanagan's novel commemorating his father's experience in a Japanese POW camp has won the 2014 Booker Prize

 

No The New York Times, no ano em que os autores americanos foram pela primeira vez admitidos a concurso: «Richard Flanagan, who was honored for “The Narrow Road to the Deep North,” is the third Australian to win the prize.»

 

No The Bookseller: «The winner of the £50,000 award was announced this evening at a ceremony at London's Guildhall, relayed live on BBC TV News.»

 

O discurso de Richard Flanagan ontem à noite.

 

No The Guardian.

 

A lista dos Booker e recensões dos livros premiados desde 1969.

A lista dos nomeados deste ano — e a shortlist.

publicado por Ler às 08:07
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Terça-feira, 14 de Outubro de 2014
Os Cinco e o Prémio APE
14 Outubro, 2014

 

São estes os cinco finalistas ao Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE) 2013:

Afonso Cruz, Para onde vão os Guarda-Chuvas

Ana Margarida Carvalho, Que Importa a Fúria do Mar

António Mega Ferreira, Cartas de Casanova

Nuno Júdice, A Implosão

Valter Hugo Mãe, A Desumanização

 

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Fotografias exemplares, 43.
14 Outubro, 2014

Mlle. Françoise Sagan, relendo uma página:

«Já te tramei, sua ordinária.»

 

publicado por Ler às 12:32
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Fotografias exemplares, 42.
14 Outubro, 2014

Mulheres de que gostamos muito. Doris Lessing na sua primeira casa de Londres,

depois de ter saído da então Rodésia (Salisbury, agora Harare).

 

publicado por Ler às 12:25
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Fotografias exemplares, 41.
14 Outubro, 2014

Mulheres de que gostamos muito. Susan Sontag no seu apartamento de Nova Iorque.

 

publicado por Ler às 12:22
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Fotografias exemplares, 40.
14 Outubro, 2014

Mulheres de que gostamos muito. Elsa Morante na sua casa de Roma.

 

publicado por Ler às 11:20
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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 39.
13 Outubro, 2014

 Um casal empreendedor: Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. 

Ela trabalhando; ele lendo o jornal – mas vestido a preceito.

@ Fotografia de Gisèle Freund. 1963.

publicado por Ler às 10:15
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Domingo, 12 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 38.
12 Outubro, 2014

Bruce Chatwin longe da Patagónia.

© Fotografia de François Halard.

 

publicado por Ler às 12:10
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Sábado, 11 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 37.
11 Outubro, 2014

O uruguaio Juan Carlos Onetti fumaria tabaco argentino?

 

publicado por Ler às 12:06
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Sexta-feira, 10 de Outubro de 2014
Fotografias exemplares, 36.
10 Outubro, 2014

Enquanto espera por dois telefonemas (reparem nos aparelhos), Roald Dahl 

escreve mais uma história de suspense.

 

publicado por Ler às 12:02
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Música de Patrick Modiano: uma playlist para Spotify
10 Outubro, 2014

Patrick Modiano e Françoise Hardy no Bois de Bologne.

 

Playlist The Sounds of Patrick Modiano (Spotify App)

Playlist The Sounds of Patrick Modiano (Spotify browser)

[do diário Aftonbladet de Estocolmo]

Canções de Françoise Hardy, Michel Houellebecq, Marie Modiano, da banda Malicorne ou Peter Von Poehl, entre outros.

 

publicado por Ler às 02:44
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Patrick Modiano cantado por Regine
10 Outubro, 2014

Régine não canta muito bem. Mas era assim que, em 1967, 

ela cantava «Les Petits Papiers».

Capa do disco L'Aspire-à-Coeurs, de Régine, com canções assinadas por Patrick Modiano.

 

 

publicado por Ler às 02:40
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Os dez livros preferidos de Patrick Modiano
10 Outubro, 2014

Numa entrevista de há dois anos à Telerama:

 

  1. Tristão e Isolda
  2. William Shakespeare, Sonho de uma Noite de Verão
  3. Abbé Prévost, Manon Lescaut
  4. Baudelaire, As Flores do Mal
  5. Dostoievski, Crime e Castigo
  6. H. Balzac, Ilusões Perdidas
  7. Charles Dickens, Grandes Esperanças
  8. Ivan Bounine, A Vida de Arseniev
  9. Thomas Mann, A Montanha Mágica
  10. Malcolm Lowry, Debaixo do Vulcão

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Vincent Delerm: «Le Baiser de Modiano.»
10 Outubro, 2014

Do álbum Kensington Square.

 

C'est le soir où près du métro
Nous avons croisé Modiano
Le soir où tu voulais pas croire
Que c'était lui sur le trottoir
Le soir où j'avais dit "Tu vois
La fille juste en face du tabac
Tu vois le type derrière de dos
En imper gris c'est Modiano"
C'est le soir où nous avons pris
Des mojitos jusqu'à minuit
Le soir où tu as répété
"Peut-être il habite le quartier"
Le soir où nous sommes revenus
En dévisageant toute la rue
En cherchant derrière les carreaux
L'ombre chinoise de Modiano

C'est le soir où je repensais
A la veille du bac de français
En vous appuyant sur le champ
Lexical de l'enfermement
Vous soulignerez la terreur
Dans le regard du narrateur
Dans les pages cornées d'un Folio
"Voyage de noces" de Modiano

Et le baiser qui a suivi
Sous les réverbères, sous la pluie
Devant les grilles du square Carpeaux
Et le baiser qui a suivi
Sous les réverbères, sous la pluie
Devant les grilles du square Carpeaux
Je l'appelle Patrick Modiano

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Mais canções de Patrick Modiano. Ainda Françoise Hardy.
10 Outubro, 2014

«À Cloche-pied Sur La Grande Muraille de Chine»

 

«Je fais des puzzles»

 

«San Salvador»

 

[Letras de Patrick Modiano e Hugues de Courson.]

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Uma imagem que vale por tudo: Patrick Modiano e Françoise Hardy. E Françoise Hardy a cantar Modiano.
10 Outubro, 2014

E uma entrevista de Hardy ao Le Figaro – sobre Modiano:

«Patrick a un ton, une musique qui n'appartiennent qu'à lui

et qui ont un pouvoir d'envoûtement incroyable.»

 

E ainda, para ler:

Modiano ou a arte da memória, no Le Figaro.

 

E Françoise Hardy a cantar «Étonnez moi, Benoît» — letra de Modiano.

publicado por Ler às 01:41
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Quinta-feira, 9 de Outubro de 2014
Camacho para a Esfera
09 Outubro, 2014

Francisco Camacho é o novo Director Editorial da Esfera dos Livros, substituindo Sofia Monteiro. O novo responsável era até agora editor da Oficina do Livro, do Grupo Leya, onde se encontrava desde 2010 e onde desenvolveu um catálogo constituído essencialmente por obras de não-ficção. Francisco Camacho passou por várias publicações ao longo das duas últimas décadas. Foi redator e editor do semanário O Independente, diretor-adjunto da revista Grande Reportagem, diretor das revistas Volta ao Mundo e Notícias Sábado, editor-executivo da Sábado e, antes entrar no mundo da edição de livros, foi fundador e diretor-adjunto do jornal i. Francisco Camacho, filho da escritora Helena Marques e do jornalista Rui Camacho (falecido em agosto passado), irmão dos jornalistas Paulo Camacho (atualmente no grupo PT) e Pedro Camacho (diretor da Visão) inicia funções a 3 de novembro próximo. 

Como autor, Francisco Camacho, de 45 anos, publicou os romances Niassa (Asa, 2007,  prémio PEN Clube Português na categoria Primeira Obra), e A Última Canção da Noite (Dom Quixote, 2013).

 

publicado por Ler às 18:36
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Fotografias exemplares, 35.
09 Outubro, 2014

 Elegância é elegância, até para escrever sobre o Sr. Moriartry. 

Sir Arthur Conan Doyle no torno da escrita. 

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ENSAIO || PORNOGRAFIA: Adeus Princesa
09 Outubro, 2014

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Texto de Valério Romão

Ilustrações de Pedro Vieira

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A pornografia não é bonita, não é bondosa. Haverá quem precise dela e quem nela se sinta como gato ao sol porque esta lhe permite exprimir sem reservas um potencial de desejo que, de outro modo, dificilmente poderia revelar no decurso de uma relação, ou mesmo de muitas. De resto, a indústria pornográfica enfrenta hoje um problema comparável ao que aflige os produtores de conteúdos televisivos: a experiência de choque a que temos vindo a ser submetidos exige, para provocar um efeito equivalente, um acréscimo de potência num ou mais dos elementos que a compõem. Ou seja, as Ginas e as Week-end-Sex dificilmente provocam, hoje em dia, mais do que uma estranheza retrospectiva: alguém conseguia «armar a tenda» com isto? Valério Romão sobre o mundo em recomposição da pornografia – e dos seus efeitos e defeitos.

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MAGISTÉRIO PRIMÁRIO.

Lembro-me da primeira vez que vi um filme pornográfico, estávamos nas férias de natal e naquele ano calhava-nos passar a consoada com as minhas irmãs, eu, o meu pai e a minha mãe, em casa de uma delas. Era a altura em que falar de picha ou de cona ou da constelação aparentemente infinita das equivalências e das declinações possíveis provocava em cada um de nós – sobretudo nos mais tímidos, nos mais impreparados – o riso, e a gente não sabia porque ria e do que ria, e o riso, ao contrário do choro – que é concentração, foco, a incapacidade de o eu transcender aquilo que o afecta – é muitas vezes apenas uma forma – e não amiúde, a única – de defesa perante o horror – aquilo que não se compreendendo, não se dominando, se teme. Ríamo-nos porque precisávamos de nos defender daquele continente que estamos todos condenados a descobrir, mais cedo ou mais tarde, a vastíssima terra do arbusto pintelheiro, infinitamente por delinear, impassível de ser dominada pela aprendizagem mediada, a terra na qual se exige de todos uma perícia e uma excelência apenas alcançáveis nas das inumeráveis e obnóxias fodas de língua.

 

 

Tinha 13 anos e o meu sobrinho, um ano e meio mais novo do que eu, já tinha visto o filme. Vê-se tudo, perguntava, ao que ele respondia, franzido a testa, tudo, mas tudo mesmo, voltava a perguntar, incrédulo, tudo, assegurava. Não me era difícil imaginar o tudo em questão, na forma estática, dadas as revistas que já tinha lido e que tinham sedimentado o meu imaginário castanholeiro da altura. Eram as Ginas, as Weekend Sex, as Tanias (um nome de gaja absolutamente inócuo que durante muito tempo me ficou ligado a badalhoquice, malgrado as Tânias desprovidas de cio em permanência que fui conhecendo) folheadas conjuntamente em casa de um afortunado amigo de escola cujo pai acumulava revistas pornográficas como outros o faziam com semanários. Entrar na casa do Paulo era um privilégio ao alcance de poucos. Eu, tímido e patuscamente vestido pela minha mãe durante muito tempo – demasiado tempo, demasiado penteado, demasiado bege – acedia ao clube dos punheteiros por ser o único a ter um computador, um Commodore Amiga, e fazer a fineza de os convidar a jogar nele enquanto me estendia na cama a ler um livro. Os pais do Paulo trabalhavam e, a casa ficando vazia, nós aproveitávamos para semanalmente ter acesso às ultimas edições ou revistar aquelas que iam conformando o nosso gosto e com as quais sonhávamos, excitados de antecipação, a semana toda.

O resto era evidentemente adolescente, evidentemente javardo. Uma dezena de miúdos carregados de revistas fazia por escolher um recanto onde se conseguissem masturbar-se tantas vezes quantas possíveis naquele eldorado de tempo. Não havia recantos para todos na casa do Paulo, pelo que muitos se entregavam à impudência da castanhola em regime comunal, cada um no seu metro quadrado de sofá ou de chão (na minha cama e na dos meus pais não, caralho), olhos postos na revista folheada numa impaciência de gula, demorando-se por vezes em imagens de irresistível detalhe visual, é como se estivessem ali, diziam, e apenas intervalavam a vigência do desejo com a visão panorâmica dos pessegueiros em flor em convicto descascamento, e daquela métrica comparativa nascia a inveja, o orgulho e uma certa ideia estética de como deve ser um caralho no prumo de vertical orgulho. Ainda assim, a adolescência era generosa a inventar categorias para que ninguém se quedasse reduzido à completa insignificância erótica (até porque, para isso, já existiam as adolescentes, uma espécie de virulento caruncho para o ego zeppelinesco do adolescente em fase de afirmação) e se não a tinha grande, era grossa, e se não era grossa, era direita como um fuso horário, e se não era direita tinha um aspecto muito sadio e por aí fora até à irremedialidade incomentável, felizmente rara entre os frequentadores da casa do Paulo, generoso quanto bastasse para nos deixar usufruir sem restrições das revistas, desde que in situ e com muito cuidadinho para não manchar ou colar as páginas, sendo absolutamente intransigente na questão de as emprestar, talvez por recear que o pai desse conta da falta, talvez por saber que dificilmente manteria o status quo decorrente de ter a maior coleção da cidade acaso abrisse excepções que a pudessem minguar. Ninguém devolve uma revista pornográfica. É como um tupperware.

 

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Voltando ao O Corpo é Meu, filme pornográfico razoavelmente banal, da década de oitenta, que adquiriu um estado privilegiado na minha videoteca mental por ter sido o momento fundador da minha vida enquanto pornófilo. Não me recordo com precisão dos detalhes, da trama, tenho imagens das actrizes que sei não corresponderem a factualidade das roupas, dos adereços ou dos corpos. Mas há um estilo que perpassa todo o filme, um zeitgeist inconfundível do qual a imaginação se serve para suprir o que a memória não logra resgatar. São os oitentas, as mulheres têm cabelos normalmente frisados – de uma forma tão irregular e volumosa que dá a sensação de terem passado algum tempo com a língua numa tomada com os fios a descoberto – encimados por grandes popas que prolongam consideravelmente o planalto da testa. A roupa berra de cor, tanto nos tailleurs como nos fatos de licra muito em voga nas aulas da Jane Fonda e nos vídeos de uma Madonna quase virgem. A Tracy Lords, protagonista de quem ainda guardo uma afável recordação, tinha à altura os mamilos mais filhos da puta da indústria: duas auréolas equilibradamente escuras finalizavam umas adequadíssimas mamas em formato de pêra, impolutas de silicone, e quando a Tracy adoptava a posição de cowgirl ou de reverse cowgirl, aqueles mamilos iam entumecendo até parecerem duas bondosas campainhas de hotel, convidando todos os homens de todo o mundo (e ainda uma pródiga quota parte de mulheres) a erguer os dedos na direcção do ecrã, lambareiros, onde aquelas contrapartes absolutamente perfeitas das covas das mãos cabriolavam de modo tão magistral que todo o plano era, naquele momento, só e somente mamas, mamas em registo de sismógrafo, de ioiô, configurando uma experiência capaz de competir, em intensidade hipnótica, com os melhores barbitúricos pré-anestésicos.

A Tracy Lords foi a minha primeira princesa porca. Numa altura em que as meninas sonhavam, no lagar informe do inconsciente colectivo, com um príncipe capaz de as resgatar (aos pais, ao mundo, à escola) e de as completar (tomando a identidade ao modo de Aristófanes no Banquete de Platão, fragmentada até conhecer a "metade em falta") os meninos, por outra parte, dormiam e acordavam com a cobra bem agasalhada pela mão e sonhavam, de dia ou de noite, com a desformalização concreta das cavalonas que lhes enchiam a cabeça e de que não se conseguiam ver livres nem ao cabo de seis sarapitolas. Nesta óptica de narrativas desencontradas, esperar-se-ia que a adolescência correspondesse a uma espécie de guerra das rosas, inconscpicuamente declarada e a custo resolvida pela consequência inevitável da chegada à idade adulta, momento no qual as meninas purgam a culpa de ter idealizado um ícaro, afogando as barbies, ou as mães, ou as barbies e as mães, e os meninos dão conta da progressiva descida dos colhões, sitos na região do córtex frontal, mesmo por detrás dos olhos, para o escroto, de onde nunca deviam saído. Mas o que sucede é exactamente o inverso, para incessante espanto do órgão da lógica. As meninas e os meninos cortejam-se recíproca e incessantemente e dos maiores desencontros interiores nascem as relações mais intensas. Os meninos e as meninas aprenderam a mentir e a manipular. Podem ainda não estão prontos para a vida adulta, mas já sabem o que baste para terem uma relação.

 

 

Sempre fomos gulosos de ver. Como dizia Aristóteles, é o sentido que nos dá mais mundo. Já havia buracos de fechadura antes de haver peepholes e não é coincidência que uma grande parte dos filmes pornográficos sejam filmados na perspectiva de quem vê as coisas à distância do espectador desinteressado, mesmo, e sobretudo, quando se opta pelo estilo pov (point of view) há o cuidado de não fixar o plano demasiado tempo para evitar o constrangimento da intimidade, como se fosse possível sermos descobertos, como se de repente pudesse aparecer uma identidade alheia, um espelho consciente do nosso desejo. Na pornografia, queremos ser um corpo sem órgãos, como dizia Deleuze. Queremos ser uma única superfície, toda ela picha, alimentada, como uma fornalha, pelo sentido que nos dá mais mundo e o mundo, esse, está cada vez representado/confinado na internet (como alguém epitetou, deliciosamente, de “Wonderful Waste of Time”).

 

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Há três axiomas fundacionais para compreender a relação intrínseca entre internet e pornografia. A primeira, representada pelo acrónimo Triple A Engine (ou AAA), postula as condições pelas quais a rede global é o meio mais adequado e completo para se aceder a conteúdos pornográficos: affordable, accessible and anonym. Quase tudo o que se pode pensar, mesmo – e, muitas vezes, sobretudo) – o que é ilegal, pode ser encontrado, descarregado e visionado. Ainda que os produtores se esforcem por fortalecer a segurança dos sites pelos quais distribuem o seu material e cujo funcionamento é, regra geral, por assinatura, há sempre alguém de dedos algorítmicos pronto a provar a sua perícia técnica arrombando o cofre de onde se espera jorrar as melhores fodangas do universo e, estas, libertadas do justilho comercial, tornam impossível seguir-lhes o rasto até à quantidade incontável de fóruns onde são distribuídas gratuitamente (veja-se, por exemplo, a petição recentemente lançada na qual se pede aos que consumidores paguem pela pornografia consumida, para se ter uma ideia da dimensão do problema em http://www.businessinsider.com/porn-stars-start-campaign-to-save-their-struggling-industry-2014-5). Com a profusão de hotspots e de serviços acessíveis e com o aumento exponencial da largura de banda disponível, é uma Atlântida da marotice que emerge à disposição do consumidor que, para usufruir desse manancial, só precisa de um browser e de muitas horas para perder, não raras vezes sozinho no seu quarto, anónimo, apenas mais um nó em formato numérico no labirinto do tcp/ip, os olhos postos no peephole infinitamente caleidoscópio que é monitor, tudo à disposição, e fôssemos capazes de ter a mesma amplitude para a simultaneidade como temos para a sucessão e a orgia seria, de cada vez, global e prodigiosa.

O segundo axioma refere-se ao facto de todos os dias surgirem milhares de páginas na internet e de algumas não serem pornográficas. Este crescimento tem tanto de inexorável como de orgânico e, imaginando a internet como um corpo, a parte que caberia ao órgão pornográfico – o braço direito, se me permitem – seria de uma dimensão tão exagerada em relação ao resto que faria parecer os braços espinafrados do Popeye uns gravetos de anoréctica. O terceiro axioma, esse, tem que ver com a noção de comunidade de interesses e depende, em grande escala, do funcionamento adequado, e em tandem, dos dois primeiros. A internet, estreitando fronteiros por meio da imediatez do meio de comunicação que oferece, permitiu que se estabelecessem relações até então improváveis entre indivíduos de países ou de continentes diversos, indivíduos esses muitas vezes inquietos por habitarem um millieu relativamente pequeno onde a simples menção de uma apetência sexual não normativa lhes podia granjear o afastamento daqueles que constituem o seu ecossistema social. A internet serviu para mostrar a toda esta gente que não está sozinha, que nunca esteve, que existem outros (e por vezes muitos outros) com gosto por tirar o chapéu ao monsenhor pelas mesmas razões. Nos anos noventa, por exemplo, havia um fórum fechado no Yahoo Groups onde a comunidade de interesse eram os soluços. Evidentemente, os ficheiros que se trocavam eram apenas de áudio.

A internet reconfigurou tudo na pornografia e fê-lo porque a pornografia sempre foi o primeiro e melhor cliente da internet. A pornografia estava à espera da internet para, em primeiro lugar, se libertar do constrangimento formal e narrativo dos meios onde ela foi beber inspiração estrutural: a novela erótica e o seu correlato visual, a foto-novela pornográfica. Quando, no tempo do VHS, se alugavam filmes de visionamento caseiro, descobriu-se sem demora que o controlo remoto tinha só dois botões verdadeiramente importantes, o fast-forward e o play, e que um filme pornográfico podia ser reduzido à sua décima parte sem perder qualquer interesse (pelo contrário). Ainda assim, e durante muito tempo, os produtores filmavam uma história, na maior parte das vezes linear à exaustão (haverá decerto memória do omnipresente canalizador…), parodiando os sucessos do cinema à época (Edward Penishands, O Milagre da Rua 69, and so on) com um talento tão ínfimo e difícil de descobrir como uma cáfila de camelos a tricotar à sombra, secundados pelo esforço monossilábico de uma dúzia de criaturas a fazerem lembrar uma quermesse da Cerci em que alguém tivesse posto pau-de-cabinda na Coca-Cola. Este formato, obviamente confortável apenas para o cinema erótico, foi sendo abandonado à medida que se percebeu que a internet, à altura com veias muito estreitas e condicionadas, tinha um potencial infindo de divulgação desde que lhe fosse adaptado o produto. Com uma ligação de modem ponto a ponto, lentíssima, com codecs de vídeo muito pouco aprimorados para a rede TCP/IP e incapazes de fazer o que agora é comum no Xvid e no mais recente .264, i.e., comprimir sem perda substancial de qualidade um vídeo, a única solução para quem quisesse divulgar e vender online o seu material era cortar-lhe as partes que não interessavam. Felizmente, havia muito que interessava muito pouco, e os primeiros a perceber isso fizeram versões de baixa qualidade dos seus filmes – distribuídos originalmente em VHS ou DVD – apenas para visionamento online nas quais, graças a nosso senhor, o diálogo estava quase ausente, deixando apenas as cenas em que de facto acontecia qualquer coisa. Esta ajuda involuntária dos condicionalismos técnicos fez com que pouco a pouco os temas fossem ganhando importância relativamente à trama e os produtores desataram a fazer filmes e séries fotográficas só para a internet, sem suporte físico, apostando em captar uma clientela cada vez menos regional e cada vez mais especializada. A história deu lugar ao estilo e à segmentação progressivamente atómica dos gostos e da oferta: só gajas novas, só gajas gordas, só gajas gordas a fumar, só gajas a fumar, gajas que aceitam entrar num autocarro ou numa casa de banho para foder com desconhecidos, gajas muito magras que só falam estrangeiro a serem penetradas por matulões em quartos decorados por viciados na Hello Kitty, professoras de toda a amplitude académica, gajos em todo o tipo de uniformes, miúdas novas a tocar guitarra eléctrica no banho, you name it, they thought about it. A pornografia encontrava finalmente o seu formato.  [...continuar a ler]

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Valério Romão nasceu em 1974. Licenciado em Filosofia, é autor de dois romances (Autismo e O da Joana, ambos publicados pela Abysmo), um livro de contos  (Facas, Companhia das Ilhas) e várias peças de teatro. Traduziu obras de Virginia Woolf e Samuel Beckett.

 

Ler mais na edição em papel ou em e-book ou PDF.

 [Publicada na edição em papel, LER 135]

publicado por Ler às 16:49
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Nobel: Modiano, finalmente — o melhor dos franceses. [act.]
09 Outubro, 2014

©Magnum

 

Um texto muito completo, no Magazine Littéraire. E no L’Express, «Les huit secrets de Modiano.»

Em 2013, uma entrevista ao Le Monde e outra ao Libération.

Modiano sobre os seus livros. No Le Figaro.

No El Pais, El Mundo («El Nobel de los soñadores»), La Vanguardia, NYT, Guardian, ABC.

publicado por Ler às 12:15
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